São José: 5 maneiras de fortalecer a sua devoção Josefina em março

São José é um santo admirável, e não é à toa que o mês de março é dedicado a ele. Logo, seu mês antecede justamente o mês de maio, que é dedicado em honra a Nossa Senhora e ambos cuidaram de Jesus com total dedicação, segundo o coração do Pai do Céu. 

Sobre ele, o Papa Francisco escreveu:

“Os dois evangelistas que puseram em relevo a sua figura, Mateus e Lucas, narram pouco, mas o suficiente para fazer compreender o gênero de pai que era e a missão que a Providência lhe confiou.”

Assim, o Santo Padre utiliza duas palavras que definem bem o caráter e a missão de São José: pai e homem escolhido pela Providência de Deus. Isso sem dúvida é suficiente para darmos graças e louvores ao pai adotivo de Jesus.

São José, um homem segundo o coração do Pai!

São José esperava a salvação do seu povo, prometida aos seus pais da fé; era descendente de Davi, porque Jesus vinha dessa descendência para que sua missão tivesse validade. Logo, era um homem de fé, de esperança e caridade. 

Era um homem do Espírito Santo, sensível à voz de Deus, que se apresentou a ele por meio de quatro sonhos; e o homem de Deus entendeu, acolheu Maria e a missão que o próprio Deus lhe confiou. Sua abertura ao Espírito era abertura à Trindade Santa.

Homem corajoso, experiente! Não poderia ser diferente para enfrentar as inseguranças do caminho até que Jesus estivesse pronto para cuidar das obras de seu Pai. Sua coragem não foi provada, mas comprovada diante das fugas para proteger o Menino e sua Mãe.

Representa o modelo de fidelidade, castidade, obediência e disposição em fazer a vontade de Deus. Além de ser um trabalhador – ele sustentou sua família com o suor de seu trabalho. E não há privilégios para José, mas testemunho de responsabilidade com a obra divina.

Há muitos motivos para ser devoto de São José

São Tomás de Aquino diz com propriedade:

“Alguns santos têm o privilégio de estender-nos seu patrocínio com eficácia específica em determinadas necessidades, mas não em outras; mas nosso santo padroeiro São José tem o poder de nos ajudar em todos os casos, em todas as necessidades, em todos os empreendimentos. ”

Se São Tomás de Aquino, juntamente com os Papas da Igreja e demais santos, nos recomenda a devoção a São José, o que estamos esperando então? Por isso, separamos 5 maneiras de fortalecermos nossa fé e nos tornamos amigos de São José! Confira:  

Tenha uma imagem de São José

A imagem de São José acompanha todo devoto e é uma bênção para a família inteira. Existem diversas formas de representar o santo Patriarca: trabalhando, com Jesus nos braços; com Maria e o Menino; dormindo; e sozinho. Então escolha a que mais lhe afeiçoar e faça as orações próprias a ele! São inúmeras, inclusive ofício, terço, novenas e ladainhas. As orações são por diversas necessidades, mas escolha uma em particular para esse mês de março e experimente o prestígio que São José tem diante de Deus.

Ajude uma família necessitada

Se há algo que agrada a qualquer pessoa é a caridade! E São José sabe quantos trabalhadores, pais e mães de famílias estão necessitados de ajuda. Assim como ele se empenha em interceder por nós, também espera nossa gratidão através da ajuda ao outro.

Faça um altar com flores e velas

Especialmente no mês de março, podemos ornar o altar de São José com flores, mesmo no Tempo da Quaresma! Deus o escolheu e se alegra conosco quando reconhecemos isso. 

Portanto, escolha um lugar, prepare o altar, coloque velas, flores e faça suas orações, principalmente às quartas-feiras, dia dedicado na liturgia a São José.

Adoração ao Santíssimo sacramento

O centro de nossa fé é Cristo Ressuscitado. E isso não foi diferente para José! Logo, ele esteve com o Menino durante pelo menos 12 anos, quando a criança foi apresentada ao templo, e o Evangelho não fala sobre sua morte, mas a presença de Jesus foi motivo de adoração!

Portanto, adorar Jesus é uma atitude de todo devoto de São José. Se honramos o pai adotivo, muito mais amamos o Filho. E quem assim o faz, recebe os benefícios das duas partes, porque, dizem as Escrituras, que Jesus era submisso a José, Ele o honrava. 

Conclua suas orações sempre honrando o Pai de Céu e a Virgem Maria

As nossas orações no mês de março estão voltadas para São José, mas o santo se volta para o Filho de Deus e sua Mãe, a esposa de José. Assim, é importante entrarmos em comunhão com todos eles. Por isso, após suas devoções, termine com o Pai-Nosso e a Ave-Maria em honra aos dois corações a quem São José amou e foi amado sempre.

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Quaresma, instrumento de conversão e vida nova

A Quaresma é um tempo de muita graça porque nos prepara para a celebração do centro de nossa fé, o Tríduo Pascal, ou seja, a memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Apesar de todo domingo vivenciarmos a ressurreição do Senhor, inclusive nos disse São João Paulo II que o domingo é o senhor de todos os dias por esse motivo, é importante valorizar a vida de Cristo a partir do ponto alto de sua missão que aconteceu na semana santa.

Logo, a Quaresma é uma proposta, um caminho, uma oportunidade de novamente abraçar a salvação de Cristo em nossa vida. E para trilhar bem essa estrada, preparamos este post!

A Quaresma nos traz a proposta para um novo coração

É normal que alguém se pergunte por que viver a Quaresma todo ano se Cristo já morreu e ressuscitou? De fato, Ele está vivo, mas e quanto a nós? Será que vivemos a vida nova que o Senhor nos deu de graça através de sua morte e ressurreição?

Com certeza, ainda há muito para melhorarmos. No entanto, a Igreja, como mãe e educadora, nos relembra, através da Quaresma, que estamos a caminho da vida nova cada ano que passa. E onde vamos experimentar o amor de Deus? No coração.

De forma que o coração é o lugar onde acontece a verdadeira experiência de Deus. O Evangelho nos diz que “do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adulté­rios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias.” (cf. Mt 15,19)

Então são nossas intenções – o que está dentro de nós – que precisam mudar a fim de que o mundo veja que Cristo vive de verdade. Para isso, a Quaresma existe, ano após ano, para que abracemos o Evangelho, como uma decisão do coração, por amor a Deus e aos irmãos.

Práticas indispensáveis da Quaresma

Então, a Quaresma é um meio para alcançar um coração semelhante ao Coração de Deus. Porém, não é fácil alcançar a transformação do coração, ninguém consegue por suas próprias forças, porque logo cansa. Mas o Evangelho nos dá as ferramentas certas:

  1. A oração: a prática da oração na Quaresma é sincera. O Evangelho da quarta-feira de cinzas diz: “…quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai…” (Mt.6,1ss). O quarto é o lugar da intimidade, onde ninguém se esconde. Logo, é diante de Deus, na oração, que reconhecemos nossa pequenez, nossa grandeza e em que precisamos melhorar. Faça essa experiência com a verdade do seu coração!
  2. O jejum e a penitência: o jejum e a penitência são práticas sadias. Através deles oferecemos a Deus a carne – nos dias prescritos – e algo que nos impeça de viver as bem-aventuranças do Evangelho. Portanto, não é nada fácil, nem simples, mas que nos recorda em que aspecto da vida precisamos de conversão. Observe o jejum e a penitência como um caminho de libertação. Liberte seu coração!
  3. A caridade: O evangelho fala sobre a esmola na Quaresma. Quando jejuamos, a intenção é dar de comer a alguém. Isso pode acontecer através da doação de alimentos ou dinheiro aos pobres. Não há conversão sem caridade, assim como não se ama a Deus sem amar o outro. Logo, pratique a doação e desapegue o coração!

A Campanha da Fraternidade é o ato de caridade

Na Quaresma, a Igreja nos propõe um caminho de caridade através da Campanha da Fraternidade. A iniciativa nasceu em 1964, de uma inspiração de Dom Eugênio Sales, no Rio Grande do Norte, como uma expressão de amor e solidariedade a toda pessoa.

Campanha da Fraternidade tem hoje os seguintes objetivos permanentes:

  • Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum;
  • Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho;
  • Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.

Este ano tem como tema “Fraternidade e fome” e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). A escolha não é aleatória, mas se une à difícil realidade da fome vivida por muitas famílias no Brasil. 

E a Igreja dá sua contribuição através de campanhas solidárias, que acontecem no Brasil inteiro, e da coleta realizada no Domingo de Ramos como um dos gestos concretos de conversão Quaresmal para com os pobres.

Cheguemos às festas Pascais!

Após o itinerário quaresmal, cheguemos à meta: a Páscoa do Senhor. Mas qual será a diferença deste ano para nossas vidas? Serão muitas, se levarmos a sério o trabalho no coração, através das ferramentas que o tempo nos oferece.

Nenhuma quaresma é igual, mas cada uma é única! E em cada esforço nosso, vem em nosso auxílio o Espírito Santo de Deus. Logo, nunca estamos sozinhos.

Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo

O Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo é recordado todo dia 20 de fevereiro. Esse é um tema muito discutido e delicado. Por isso, o dia tem por objetivo alertar e despertar a população sobre os impactos que o uso de substâncias ilícitas e o álcool geram.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência de drogas lícitas ou ilícitas é uma doença e um problema de saúde pública que exige atenção de todos os países, devido às graves consequências que causa à sociedade.

Este post explica mais sobre esse tema e deseja contribuir com informações e formações sobre o assunto. Veja o que preparamos!

Por que o Combate às Drogas e Alcoolismo?

Parece uma pergunta sem lógica, mas é necessária. Sabe-se que o consumo de drogas ilícitas e de álcool não é novidade e só crescem as estatísticas de pessoas que se tornam consumidores ativos desses produtos.

Por isso, essa data é fundamental para estimular a reflexão sobre diversos assuntos, sejam os efeitos, as prevenções e as políticas públicas de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. Faltam ainda muitos estudos e esclarecimentos educativos para promoção da saúde.

Segundo a OMS, a dependência química de drogas lícitas ou ilícitas é uma doença. O uso descontrolado de álcool, cigarro, crack, maconha, cocaína, entre outros, afeta o mundo inteiro porque prejudica valores culturais, sociais, econômicos e políticos.

O alcoolismo, por exemplo, é uma doença crônica que influencia aspectos comportamentais e socioeconômicos. Da mesma forma, o uso de drogas causa graves problemas físicos e emocionais nos dependentes, sem falar no sofrimento da família. 

No Combate às Drogas e Alcoolismos quem são os inimigos?

Atualmente, divide-se os tipos de drogas da seguinte maneira: 

  • Naturais: como maconha e ópio, derivadas de plantas; 
  • Semissintéticas: que são a heroína, cocaína e crack, feitas de componentes naturais, mas processadas; 
  • Sintéticas: fabricadas completamente em laboratórios, tais quais ecstasy e LSD. 

Há ainda outras que existem no anonimato e são produzidas de todo jeito para facilitar o acesso principalmente de quem não tem dinheiro para comprar as drogas mais caras. Por isso o Combate às Drogas e Alcoolismo se torna tão complexo, porque é um inimigo invisível.

Porém, as sensações são comuns, entre elas: euforia, excitação, relaxamento e alteração da percepção da realidade. Tudo isso faz com que um indivíduo recorra a elas com mais urgência, a cada novo uso, e a qualquer custo.

Mas os efeitos são perigosos! As drogas têm potencial para causar problemas no coração, pulmões, fígado e cérebro, impactando diretamente o sistema nervoso e gerando crises de abstinência após períodos maiores em que não são utilizadas.

Com o álcool é diferente? Apesar de ser uma droga lícita, altamente vendida e aceita socialmente, o consumo excessivo e recorrente dessa substância traz sérios riscos à saúde, inclusive dependência alcoólica, que leva a tratamentos com profissionais especializados.

Quem mais se prejudica

Os levantamentos sobre os consumidores de drogas e álcool são alarmantes, principalmente entre os jovens. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2016), a saúde escolar está prejudicada.

Uma vez que a porcentagem entre consumo frequente de álcool e até embriaguez é bem estreita, como também, o uso do cigarro. É importante destacar que o cérebro do jovem é um órgão em maturação e o consumo dessas substâncias é prejudicial para um desenvolvimento saudável.

Mas os jovens não estão sozinhos nesta escala de consumo, os idosos também são uma faixa etária crescente de consumo principalmente de álcool. O envelhecimento muitas vezes gera diversas situações, como: baixa estima, saudade da família, isolamento social.

De forma que esses fatores afetam o psicológico e, não raramente, levam as pessoas idosas a fugirem da realidade em substâncias químicas, normalmente começando com uma dose e progredindo no consumo até que ele ocorra de maneira descontrolada.

Mas onde está a verdadeira liberdade?

Falamos sobre as substâncias ilícitas e o álcool, suas consequências e os prejuízos na vida e na sociedade. Porém, por que as pessoas se envolvem com as drogas a ponto de se tornarem dependentes? Não existe uma única resposta, mas há muitos fatores.

E principalmente, em uma sociedade extremamente materialista, as pessoas buscam o verdadeiro sentido da vida, mas infelizmente optam por caminhos difíceis. Há uma crise existencial em cada pessoa humana que apenas tem alívio no Criador.

E é em Deus que a pessoa humana encontra a resposta para a sua sede de felicidade. Deus nos ama e nos fez livres, logo a liberdade é o caminho e a proposta contra qualquer tipo de dependência que causa a escravidão e rouba a dignidade humana.

Portanto a liberdade é a qualidade divina que motivou São Pedro Nolasco, fundador da Ordem Mercedária, a lutar pela recuperação dos cativos, há mais de 800 anos, através de ações concretas, como a doação da própria vida e o anúncio do Reino de Deus. 

Podemos aliviar essa dor!

A dor é sinal de que algo não vai bem. Sabemos que se não houver o combate às drogas e ao alcoolismo, os problemas só pioram e se enraízam mais. No entanto, toda ajuda à pessoa dependente e às famílias é um sinal de paz sobre um grande conflito.

Mas Deus tem uma resposta para tudo! Por isso nos presenteou com o Recanto Mercê, um lugar de misericórdia, onde jovens são resgatados das drogas através espiritualidade e ajuda especializada, além de aprenderem um ofício para reconstruir a vida após as drogas.

O Recanto Mercê fica em Alexânia-GO e é administrado pela Ordem Mercedária, que tem a missão de levar a pessoa humana a uma profunda experiência de libertação, combatendo todos os instrumentos de escravidão dos tempos modernos.

Atualmente, a casa tem capacidade para 20 jovens e há muitos na fila. Então, que tal se tornar um benfeitor desta obra e investir na recuperação de uma pessoa, da família e da sociedade, porque todos são beneficiados quando um dependente químico se recupera.

Conheça mais sobre o Recanto Mercê aqui

Bakhita, a escrava que se tornou santa

O nome Bakhita significa “afortunada”. Mas não sabia a menina, raptada aos 9 anos, que a fortuna que a esperava iria libertá-la da escravidão para sempre e torná-la a padroeira dos escravos e intercessora pelos sequestrados.

São suas as seguintes palavras:

“Vendo o sol, a lua e as estrelas, dizia comigo mesma: Quem é o Patrão dessas coisas tão bonitas? E sentia uma vontade imensa de vê-Lo, conhecê-Lo e prestar-Lhe homenagem”.

Mas como uma menina que experimentou a dor da escravidão no corpo e na alma pôde oferecer tudo a Deus e perdoar seus torturadores? Essa é mais uma história incrível do amor de Deus, que não conhece fronteiras para salvar aqueles que ama! Confira!

A história de Bakhita começa no Sudão

Bakhita nasceu no Sudão, África, em 1869. Com apenas  9 anos a sequestraram da família. O trauma foi tão grande que ela esqueceu o próprio nome. Os raptores a venderam várias vezes nos mercados de El Obeid e de Cartum, e como escrava conheceu a dor, a humilhação e a violência.

Então, após quase 10 anos, na capital do Sudão, Bakhita foi comprada por um Cônsul italiano chamado Calixto Legnani. Depois de tanto tempo, ela que acostumou-se com o chicote e a repressão, recebeu afeto e atenção em sua nova casa.

Mas as situações políticas obrigaram o Cônsul a partir para a Itália. Bakhita pediu para ir junto, e assim atenderam a seu desejo.  Mas, na Itália, uma nova família a esperava; ela foi morar em Veneza e tornou-se babá de “Mimina”, filha do novo casal que a acolheu.

No entanto, os ventos sopraram novamente a favor de Bakhita: a esposa do casal precisou viajar para ajudar o marido nos negócios da família. Foi, então, que Bakhita e a menina foram confiadas às Irmãs Canossianas do Instituto dos Catecúmenos de Veneza. 

Bakhita encontra-se com a liberdade!

Durante nove meses, Bakhita e Mimina estiveram com as Irmãs Canossianas. Dessa forma viveu como que um tempo de gestação, tonando-se conhecida como a irmã “Chocolate” até o dia em que ela recebe o batismo com o nome de Giuseppina Margherita Fortunata. Logo depois, recebe também o crisma e faz a primeira comunhão.

Durante o tempo em que esteve com as Irmãs, ela encontrou-se com a fonte da liberdade e pediu aos patrões para seguir o caminho da vida religiosa como prova de seu amor a Deus, a quem passou a chamar com carinho de “o meu Patrão”.  

Assim, com 24 anos, em 1893, entra no noviciado das Canossianas. Três anos depois, Josefina Bakhita se consagrou para sempre a Deus como filha da caridade e, por mais de cinquenta anos, dedicou-se às diversas atividades da Congregação com humildade.

Era chamada de “Irmã Morena”, conhecida e estimada pelas Irmãs pela generosidade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido. Bakhita transformou toda a dor da escravidão em oferta a Deus, perdoou todos que a fizeram sofrer por causa de Cristo.

Testemunha do Amor

“Sede bons, amai a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se soubéssemos que grande graça é conhecer a Deus!”.

Bakhita falava o que sentia, transbordava gratidão por onde passava, porque dizia que tudo concorreu para que ela conhecesse a Deus.

Dessa forma, mesmo com a doença longa e dolorosa da velhice, Irmã Bakhita testemunhava fé, bondade e esperança cristã. A todos que a visitavam e lhe perguntavam como se sentia, ela respondia sorridente: “Como o Patrão quer”. 

Irmã Bakhita faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947, na Casa de Schio, rodeada pela comunidade em pranto e em oração. Uma multidão acorreu logo à casa do Instituto para ver pela última vez a sua “Santa Irmã Morena”, e pedir-lhe a sua proteção lá do céu

Muitos foram os milagres alcançados por sua intercessão. Em 1992, foi beatificada pelo Papa João Paulo II e elevada à honra dos altares em 2000, pelo mesmo Sumo Pontífice. O dia para o culto de “Santa Irmã Morena” foi determinado o mesmo de sua morte.

Oração a Santa Bakhita

Ó Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós. Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no Seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor ou de situação social. Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência. Pede, agora, ao Pai do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente (pedido). Amém.

Os veneráveis da Ordem Mercedária: quem são eles?

No dicionário, veneráveis são aqueles que tornam-se dignos de veneração; aqueles que merecem respeito. Logo, são pessoas que podemos imitar, porque deixaram exemplos louváveis que beneficiam a vida de muitos e contribui com a melhora da sociedade.

E vida de Cristo é inspiração de virtudes para todos os batizados, e alguns, de forma especial, conseguiram imitá-lo tão de perto que deixaram testemunhos e obras que permanecem em pé até hoje.

Mas quem são essas pessoas veneráveis? Vamos responder neste post e contar a história de duas pessoas virtuosas da Ordem Mercedária. 

Veneráveis são imitadores de Cristo

A história da Igreja está repleta de pessoas que amaram a Deus e entregaram suas vidas pela causa do Reino. Alguns desses cristãos se destacaram por suas qualidades heroicas que admiram o mundo até hoje.

Por exemplo, Irmã Dulce dos Pobres, a primeira santa brasileira, se dedicou aos pobres, construiu um hospital para os doentes e um lar para as crianças abandonadas; sua vida emociona e atrai colaboradores para sua obra de todas as partes do mundo.  

Santa Dulce só teve o seu nome escrito no cânon da Igreja depois de passar pelo processo de canonização, cujo primeiro passo é o reconhecimento de suas virtudes heroicas, ou seja, a Igreja Católica concede o título de venerável.

No entanto, esse reconhecimento tem como espelho a vida de Cristo, seu exemplo, seu amor e entrega a Deus. Assim, o que demonstra que o candidato é venerável é a prática das virtudes teologais de Fé, Esperança e Caridade, unidas às virtudes cardeais

Claro que a pessoa testemunha essas virtudes em vida, mas concede-se o título somente após a morte do venerável, quando começa o processo de sua canonização.

Veneráveis mercedários

Mas, onde podemos encontramos pessoas veneráveis?

Na Igreja e no mundo. Porque muitos são os testemunhos de leigos, sacerdotes, religiosas, jovens e até crianças que seguiram a Cristo e cultivaram a santidade por onde passaram e são reconhecidos pela Igreja.

E entre eles estão os veneráveis da Ordem Mercedária, uma família religiosa presente nos 4 continentes, 22 países,152 comunidades. A Ordem foi fundada em 1218 por São Pedro Nolasco com o objetivo de resgatar os cristãos capturados e obrigados a trabalhos forçados.

Os Mercedários, ao longo de oito séculos, continuam anunciando a liberdade aos filhos de Deus que sofrem no corpo e na alma diversas formas de escravidão. Como também presentearam a Igreja com santos, santas e histórias de santidade veneráveis.  

São muitos testemunhos de homens e mulheres, mas destacamos dois que são lembrados neste mês de outubro.

Um santo no Piauí: conheça Dom Inocêncio, bispo

João Nepomuceno Zegri e Moreno

João Nepomuceno Zegri e Moreno nasceu em Granada, Espanha, no dia 11 de outubro de 1831, no seio de uma família cristã. Seus pais o formaram como um verdadeiro cristão e deram-lhe uma rica educação que o capacitou para abraçar sua vocação logo cedo. 

Em 02 de junho de 1855, realizou seu sonho de ser sacerdote. E então o venerável começou sua carreira de santidade abraçando desafios e respondendo aos obstáculos com as virtudes da fé, esperança e caridade, principalmente junto aos mais pobres.

Como homem de Deus, foi um evangelizador incansável; gostava de rezar, meditar e escrever seus sermões. Ocupou cargos importantes, mas sempre viveu a maravilhosa humildade de Deus; preocupou-se com os problemas sociais e não cruzou os braços.

Mas sentiu-se chamado a fundar uma Congregação religiosa feminina para libertar os seres humanos de suas escravidões; e assim colocou a nova família religiosa sob a proteção e inspiração de Nossa Senhora das Mercês.

Após provar de muitas humilhações e perseguições pela própria congregação que fundou, morreu em 17 de março de 1905. Mas a Igreja o proclamou venerável em 21 de dezembro de 2001. 

Além de uma vida virtuosa, o venerável dedicou-se a escrever intensamente. Logo, deixou uma rica espiritualidade que alimenta as religiosas, os mercedários da caridade e tantas pessoas leigas que, impressionadas pela sua vida e caridade, querem seguir o mesmo caminho.

A virtuosa Isabel Lete Landa 

Ela se chamava Regina; nasceu em 7 de setembro de 1913, na Espanha. Em 1918, seu pai morreu, sua mãe foi internada em um hospital psiquiátrico e a menina foi confiada aos seus tios. E já adolescente cuidou dos doentes da guerra em seu país.

Mas sua vida de intimidade com Deus a conduziu às Irmãs da Misericórdia da Caridade (Mercedárias), em 1929, quando recebeu o nome de Isabel. Assim como Teresinha de Jesus, ela se ofereceu por amor e viveu uma espiritualidade simples, humilde e profunda.

Já na vida religiosa, foi enviada para trabalhar em um hospital para doentes de tuberculose e contraiu a doença, que a levou à morte em 13 de outubro de 1941, aos 28 anos. Mas a vida de quem ama a Deus não morre nunca, transforma-se em semente de vida.

As Irmãs Mercedárias testemunham o quanto a vida da venerável Isabel Lete Landa foi um exemplo que apaixonou a todos, porque ela entregou-se totalmente a Deus ao serviço do próximo sem se poupar; sua vida era toda amor.

E assim confirmou a Igreja quando a declarou venerável pelo Papa Bento XVI, em 2006. Logo, seu testemunho se tornou alimento espiritual para toda a Igreja, em qualquer lugar e tempo.

Agora, sigamos os passos dos virtuosos Isabel Lete Landa e João Nepomuceno Zegri e Moreno.

Conheça também a história do Sacerdote Mercedário que fundou o primeiro hospital psiquiátrico do mundo

O Recanto Mercê acolhe dependentes químicos que livremente desejam ser libertos das drogas

O Recanto Mercê em Alexânia-GO, é uma obra Mercedária que acolhe pessoas que desejam se libertar dos vícios decorrentes do uso, abuso ou dependência de drogas.
Uma obra de misericórdia que nasceu por vontade Divina, para que seus filhos sejam livres, que tenham vida, e vida em abundância!

Diversas atividades são oferecidas: palestras; acompanhamento psicossocial; esporte e lazer; espiritualidade; monitoramento e avaliação de sua evolução ao tratamento.

O Recanto servirá de fonte de autoestima e também de autossustento aos internos. Os recuperantes poderão trabalhar nas plantações, tratar dos animais ou ainda realizar trabalhos artesanais

O Recanto propicia moradia, alimentação e outras necessidades básicas para que os acolhidos continuem firmes na caminhada para uma nova vida.
Muitos cativos das drogas clamam pela redenção, e o Recanto Mercê é a resposta de Deus para a salvação desses que sofrem com as mazelas dos vícios.


Conheça mais sobre o Recanto Mercê neste vídeo e colabore você também com a missão de restaurar vidas!


Uma das forma de ajudar é financeira, enviando um PIX: Chave CNPJ: 34.292.938/0001-44
Ou através da conta bancária:
Banco do Brasil
Agência: 3478-9
Conta Corrente: 136692-0

Deus abençoe e retribua sua generosidade!

Sacerdote Mercedário fundou o primeiro hospital psiquiátrico do mundo

Ao presenciar uma cena na qual batiam em um doente mental, o sacerdote mercedário padre Jofré o defendeu e começou um trabalho que culminou na construção do primeiro hospital psiquiátrico do mundo, na cidade de Valência (Espanha). 

Padre Juan Gilabert Jofré nasceu em Valência, em 1350. Desde criança, sentiu o chamado a ser religioso, mas para agradar seus pais, estudou Direito Civil e Canônico, em Lérida. Durante seu tempo universitário, conheceu São Vicente Ferrer que estudava Teologia lá.

Em 1369, retornou a Valência e começou a viver uma intensa vida espiritual, comungando com frequência, visitando os pobres e participando da Missa todos os dias. Entrou na Ordem das Mercês, no ano de 1370.

Depois, mudou-se para Valência e foi nesta cidade que padre Jofré realizou uma das obras mais importantes e pela qual será recordado: a criação do primeiro hospital psiquiátrico no mundo ocidental.

Em uma sexta-feira, 24 de fevereiro de 1409, padre Jofré estava saindo do convento da Praça da Mercê para a catedral. No caminho, provavelmente na rua Martín Mengod, antiga Platerías, perto da igreja de Santa Catarina, um forte alvoroço chamou sua atenção. Alguns jovens batiam e zombavam de um homem perturbado, gritando para ele: “louco, louco!”. O sacerdote se colocou entre os agressores e o agredido, protegeu o homem e levou-o para a residência mercedária, onde lhe concedeu abrigo e pediu que cuidassem de suas feridas.

Lá, começou a pedir caridade com os doentes mentais e a promover a criação de um hospital para essas pessoas. A iniciativa chegou aos ouvidos do papa Bento XIII, que autorizou o hospital em uma bula de 16 de maio de 1410, na qual o centro deveria estar sob a invocação dos Santos Mártires Inocentes.

Em 1º de junho de 1410, fundou-se o Hospital dos Inocentes para acolher os doentes mentais, pobres e crianças abandonadas. A capela do hospital foi dedicada à devoção de Nossa Senhora dos Desamparados, que depois seria a padroeira de Valência.

Este foi o primeiro hospital do mundo a fornecer aos doentes mentais um tratamento médico hospitalar e uma residência onde morar. Depois, tornou-se o atual Hospital Universitário de Valência (Espanha).

Padre Jofré se juntou a São Vicente Ferrer na evangelização de muçulmanos em Múrcia, Valência, Salamanca e Itália, e em outras missões de evangelização, até que, em 1417, retornou ao mosteiro mercedário de Nossa Senhora de Puig, onde faleceu assim que chegou. Era 18 de maio de 1417.

Em 1585, o corpo foi analisado e considerado incorrupto e flexível. Infelizmente, sua devoção declinou e no século XIX começou o processo de canonização, que foi retomado mais tarde no século XX. Finalmente, em 1996, foi reaberto e a fase diocesana foi concluída em 2007, e depois enviada para Roma.

Fonte: acidigital.com

Pastoral do empreendedor: a importância da formação espiritual e da vivência religiosa

Além de uma boa orientação técnica, a formação espiritual faz toda a diferença na hora de enfrentar os desafios do mundo dos negócios

Criar um negócio no Brasil não é tarefa fácil. Além dos desafios naturais do mercado e da construção e consolidação de uma nova marca, os empresários ainda têm que enfrentar a burocracia e a política fiscal, que nem sempre os favorece.

Dados do Sebrae mostram que, no país, uma em cada quatro empresas fecha a portas antes de completar dois anos.

Mas os especialistas são unânimes em dizer que um bom plano de negócio e assessoria técnica são fundamentais para o sucesso de uma empresa alicerçada em valores éticos. Nós vamos além: manter uma formação espiritual e uma vivência religiosa também fazem a diferença nesta caminhada.

Uma dica é participar da Pastoral do Empreendedor, que existe em muitas paróquias do Brasil. O trabalho da pastoral ajuda na formação técnica e espiritual do empresário (ou futuro empresário). Clique aqui e saiba onde este serviço da Igreja está presente.

Além disso, rezar a Deus pelo sucesso do negócio e pedir força diante dos desafios também devem ser uma constante. A oração abaixo pode te ajudar nesta empreitada. Reze com fé!

Senhor, ensinai-nos a praticar os vossos mandamentos,de modo que nossos empreendimentossejam realizados segundo a Vossa vontade!Chamados a completar a obra da criação,reconhecemos que nossos empreendimentos são vossos.Somos humildes servos a serviço do vosso Reino,chamados a testemunhar vossa Palavrae a construir um empreendedorismofundamentado no amor ao próximo e na ética cristã.Que tenhamos em nossos corações,diante dos desafios enfrentados,uma confiança ilimitada em Vós.Sejamos, em nossa missão, sal da terra e luz do mundo,e inspiremos um novo modo de empreender.Que a Virgem Maria, nossa Mãe,que acompanhou de perto os trabalhos de seu Filho Jesus,interceda por nós e por nossas famílias.Amém!

Fonte: Pastoral do Empreendedor e Aleteia

Conheça as ações missionárias dos Mercedários

As ações missionárias dos Mercedários têm sua força nesta passagem bíblica:

“Disse-lhes outra vez: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós”.”(cf.Jo.20,21).

Mas o que significa missão para a Igreja e qual a sua importância para uma Ordem religiosa?

Antes de Jesus subir aos céus, Ele enviou os apóstolos para continuar a anunciar ao mundo o plano do Pai: a salvação do gênero humano.

Dessa forma, o envio do Mestre e a força do Espírito Santo em Pentecostes, os apóstolos seguiram com o anúncio do evangelho.

Porém, hoje, essa responsabilidade se estendeu à vida de cada batizado, pastoral, movimento e Ordem religiosa.

Portanto, à missão da Igreja se unem todos aqueles que desejam tornar Cristo amado e conhecido, e  as ações missionárias dos Mercedários são parte dessa contribuição!

Vamos, então, conhecê-las e bendizer a Deus por tantas vidas salvas através delas. Confira!


A seta para as ações missionárias dos Mercedários


O Espírito Santo de Deus sempre encontra uma forma de atualizar o evangelho no mundo, e para isso, ele sabe com quem pode contar! Dessa forma, ele encontrou no coração de Pedro Nolasco a disponibilidade para começar uma obra bem específica.

Vale a pena lembrar, que a primeira inspiração de Pedro Nolasco aconteceu através do contato dele com os aprisionados pelos mouros como escravos para trabalhar na África.

E, então, Nolasco começou a pagar pela libertação deles, mas a Providência Divina já lhe reservava algo muito maior.

Assim, nasceu, no século XVIII, a Ordem Mercedária, uma família religiosa que traz o carisma do seu fundador – São Pedro Nolasco – e a missão de anunciar a libertação a todos os cativos, seja do corpo ou da alma.

Dessa forma, a Ordem Mercedária, ao longo de oito séculos, vem contribuindo com a edificação do reino de Deus através de suas ações missionárias.

E a primeira delas é levar a experiência de Deus ao coração de cada pessoa humana.

O Redentor nas ações missionárias dos Mercedários


Mas por onde começa a missão? A partir da acolhida do anúncio do evangelho em primeira pessoa.

Ou seja, quando cada um acolhe a palavra, a oração, a presença de Cristo nos sacramentos e faz seu caminho de retorno ao Amor de Deus.

Portanto, a missão começa com a busca pela conversão pessoal. No entanto, quem sempre tem a primeira iniciativa é Deus, como nos diz São João:

“Deus nos amou primeiro” (cf. I jo.4,19).

E há o momento de esse encontro amoroso se transformar em vocação.

Dessa forma, a primeira ação missionária dos Mercedários é o anúncio de Cristo com a própria vida!

E você sabia que os Mercedários fazem um quarto voto de redenção? Para dizer que estão dispostos a dar a própria vida pela salvação do outro.

Para os Mercedários, o Redentor é o centro do movimento espiritual em suas vidas e Ele traz a mensagem do Pai que os move: o amor misericordioso e toda obra redentora em favor de cada ser humano. 

Logo, o carisma Mercedário de libertar os cativos se une à obra redentora do Salvador que deseja a liberdade de seus filhos e filhas, além de que a Virgem Maria tem uma grande participação nessa obra de evangelização.

A estrela das ações missionárias mercedárias

A Virgem Maria, a Senhora das Mercês,  é a estrela que nos guia ao encontro com o seu filho Jesus.

Não é à toa que ela recebeu o título de “Estrela da nova evangelização”, porque ela nos aponta sempre o Cristo, logo não existe anúncio do reino sem passar por Ela.

De fato, Deus quis assim quando fez nascer a Ordem Mercedária, porque a visão que São Nolasco teve com a Virgem Maria foi decisiva para ele levar adiante a nova fundação em favor dos cativos. Dessa forma foi colocada, sobre a proteção e os cuidados de Nossa Senhora, com título de Mercês, todas as obras mercedárias. 

Leia também: Por que o título à Nossa Senhora das Mercês?

As ações missionárias dos Mercedários têm uma Mãe misericordiosa e atenta às necessidades de seus filhos, prova disso são as ajudas recebidas, desde o início da Ordem, que eram dadas em honra a Nossa Senhora.

Agora, a experiência, o carisma, a espiritualidade e a missão foram ganhando forma ao longo dos anos e, hoje, as ações missionárias dos Mercedários é vista no rosto de cada pessoa alcançada e beneficiada por essa obra.

Vamos conhecer!

Ações missionárias dos Mercedários

A missão de um Mercedário é comunicar a libertação a toda pessoa humana e esse anúncio acontece de diversas formas, vamos elencar as principais.

As paróquias 

A paróquia é o lugar da comunidade, dos irmãos, dos filhos (as) de Deus. E para o Mercedário, ela é lugar do encontro, do serviço, da celebração dos sacramentos, da liturgia, e a oportunidade de refletir o compromisso redentor da Trindade com o povo de Deus; o lugar da missão por excelência.

Atualmente, eles estão presentes em 4 continentes, 22 países e 152 comunidades.

As escolas 

As Escolas Mercedárias são espaços de promoção de valores humanos e evangélicos, e um meio de formar cidadãos e cristãos livres dos cativeiros modernos.

Assim, a Ordem pensa e atua nesses ambientes promovendo uma educação libertadora que atinja todas as realidade sociais e econômicas, buscando uma resposta criativa e concreta para cada realidade.

Leia mais: A importância dos relacionamentos familiares para a educação católica

A pastoral penitenciária 

A pastoral penitenciária é uma ação que se aproxima muito do carisma de São Pedro Nolasco, porém dentro de uma outra realidade.

Por isso, os Mercedários atuam nas penitenciárias prestando um serviço integral: para quem está preso, sua família, para os trabalhadores dos presídios, como também favorece e acompanha a inserção dos libertos na sociedade.

As casas de acolhida 

As casas são locais de hospitalidade para pessoas com diferentes necessidades.

Portanto, a falta de casa, resgate da dignidade: imigrantes, viciados, moradores de rua, mulheres e/ou famílias vítimas de violência de género ou tráfico de seres humanos e outros flagelos que atacam a pós-modernidade.

Assim, elas encontram nas casas de acolhida um amparo e apoio necessários para enfrentar as fatalidades da vida.

Os projetos educativos e sociais 

Os projetos atuam em diversas áreas, desde creches até recuperação de dependentes químicos e têm por objetivo trabalhar a consciência do povo diante de seus direitos e das situações de exploração, seja cultural, social ou econômica.

Assim, as ações missionárias Mercedárias visam incentivar nas pessoas o protagonismo de projetos; o fortalecimento de sua autoestima e a recuperação de suas histórias de vida.

Conheça o Recanto Mercê

Os Migrantes e refugiados 

Em resposta ao evangelho que diz: “Eu era estrangeiro e você me acolheu” e ao convite misericordioso do Pai, os Mercedários atuam junto ao irmãos migrantes e refugiados através do acolhimento, promoção da justiça, garantindo proteção e inclusão em diversas situações de vulnerabilidade.

Com cuidado redentor, os Mercedários procuram, por meio da ação pastoral, também atender a saúde psicológica, social e espiritual das pessoas com o propósito de buscar a recuperação integral da dignidade humana.

Os Centros de espiritualidade 

As casas de espiritualidade Mercedária são presenças pastorais que tornam visíveis, de maneira especial e concreta, a missão redentora entre religiosos e leigos.

Logo, são coordenados e animados pelos religiosos Mercedários, com a ajuda de leigos que se identificam e pertencem à Ordem.

Estas áreas tornam presente o carisma redentor através de várias dimensões: culturais, espirituais,  sociais, educacionais e outros.

Por fim, se a vida e a missão falam de Cristo Redentor e de sua Mãe, a Senhora das Mercês, então estamos no caminho certo. Venha conhecer de perto o que relatamos neste post.

Como vive um religioso mercedário?

O religioso mercedário é alguém que responde ao chamado de Deus todos os dias e preocupa-se com a redenção do povo que lhe foi confiado.

Há aproximadamente 450 religiosos mercedários no mundo, espalhados em 4 continentes, 23 países, 152 comunidades. Todos colocam em prática os ensinamentos do Evangelho a partir das inspirações do fundador São Pedro Nolasco.

Mas como vive esse religioso? Quais suas motivações e desafios? Vamos conhecer um pouco sobre a vida de um religioso mercedário a partir do carisma e espiritualidade da Obra, dois sustentáculos na vida deles.


Pedro Nolasco – o primeiro religioso mercedário


É a partir do contato, da experiência concreta com os cativos, que Nolasco sente que o Evangelho deve se tornar carne em suas carnes.” 

Assim começa a história do jovem comerciante Nolasco, mais tarde fundador da Ordem Mercedária, cujo brasão tem uma cruz de oito pontas com o emblema da Catedral da Espanha e símbolo do guerreiro cristão.

Por isso, se deve a origem do nome Ordem Real Celeste e Militar de Nossa Senhoras das Mercês, atualmente: Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês ou Ordem Mercedária.

Agora, vamos relembrar essa história que marcou o ano de 1218 e rompeu oito séculos até chegar aqui, quando São Pedro Nolasco inquietou-se com a situação do cristãos capturados como escravos pelos mulçumanos na Espanha.

No entanto, essa inquietação era divina e transformou-se no sentido da vida de Nolasco. Então, em primeiro de agosto, enquanto suplicava a Deus sobre o que fazer com a situação dos cristãos prisioneiros, ele sentiu-se tocado por Nossa Senhora para libertar os cristãos cativos transformando o seu trabalho numa Ordem Religiosa.

Portanto, nasce na Igreja e para os homens a Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Dessa forma, a presença de Maria, sua influência e modelo, traçam o perfil da nova Ordem religiosa.

Vamos falar sobre ela agora!


Nossa Senhora – inspiração do religioso mercedário


Está fora de toda dúvida que a Ordem das Mercês nasceu, cresceu e atuou em clima de amor e devoção à Virgem Maria.” 

Em vista disso, a presença de Nossa Senhora na história do religioso mercedário é escolha de Deus. Desde o início da Ordem, ela está presente e a obra ergueu-se sob sua proteção. O próprio nome “Mercês” foi atribuído a ela pelo Papa Alexandre IV, em 1258.

Dessa forma, o religioso mercedário tem por Nossa Senhora uma profunda devoção. E relatos da história da Ordem falam de práticas Marianas que nasceram na Ordem e se estenderam para toda a Igreja.

Por exemplo, o ofício diário de Santa Maria, a Missa e a Salve Rainha dos dias de sábado, sem falar das procissões e dos louvores em honra da Virgem em cada missão realizada.

Além de que, o título “Mercês” consolidou-se na Ordem devido a obra de misericórdia que acontecia em favor dos cativos, então era chamada de Obra da Mercês, que significa misericórdia. Logo, o nome de Maria foi associado a essa nova fundação.

E o que o religioso mercedário traz em si da Virgem Maria? Vamos juntar as peças desse grande mosaico para responder em breve.

Santíssimo Redentor – Centro do movimento mercedário

Não há dúvidas de que Jesus Cristo e seu Evangelho são fontes de inspiração para o religioso mercedário. Mas vamos conhecer que aspecto influencia para entender, logo mais, como vivem os membros da Ordem.

Ora, a obra de São Pedro Nolasco pôs em movimento a libertação em favor dos cristãos cativos, isso é fato consumado na história da Ordem. Em Cristo temos a redenção de todo gênero humano. Dessa forma, a obra começada por Nolasco se encontra dentro da proposta do Redentor.

Logo, a Ordem Mercedária é consumida pelo zelo do Salvador: libertar os cristãos cativos. Para tanto, o religioso mercedário realiza o quarto voto – de redenção – que significa a disposição de dar sua vida, se for preciso, pela libertação dos cristãos.

A obra do Redentor Jesus teve como causa impulsionadora o amor misericordioso que o levou a “dar a vida por seus amigos”(Jo 15,13); e a obra redentora de Pedro Nolasco exige “que todos os frades dessa Ordem, como filhos de verdadeira obediência, estejam sempre alegremente dispostos a dar suas vidas, como a deu Jesus Cristo por nós”.

Como vive o religioso mercedário

“O Espírito do Senhor está sobre mim… Por isto me enviou para anunciar a liberdade aos cativos” (Lc 4,18).

O religioso mercedário é a pessoa que fez a experiência da libertação do mundo; abraça os conselhos evangélicos e mais o quarto voto de redenção, vivendo, ele mesmo, todos os dias, esse “êxodo” pessoal, em busca da vida nova em Cristo Jesus e ao lado de sua Mãe, a Senhora da Mercês.

Seu sim a Deus é um “não” ao poder, ao prazer e ao possuir, que constantemente aprisionam os filhos de Deus. E sua vida é uma resposta ao carisma e ao Evangelho hoje, porque a escravidão moderna tem uma nova roupagem, mas continua atormentando.

Portanto, a vida de um religioso mercedário acontece em vista desse carisma:

“Visitar e Libertar, levando o cativo para um lugar seguro (redenção)”, sendo, ele mesmo, o primeiro visitado por Deus.

Recentemente, o Papa Francisco dirigiu-se ao Mercedários:

“E até hoje existem prisioneiros, como sempre, mudam de geografia, mudam de forma, mudam de cor, mas a escravidão é uma realidade que se conforma cada vez mais.  Cada vez mais e com mais variedade[…] Novas formas de escravidão, dissimuladas, desconhecidas, escondidas, pois são muitas. Até em megalópoles como Roma, Londres, Paris, em toda a parte, há formas de escravidão que proliferam[…]”.

Logo, o religioso mercedário encontra muitos motivos para entregar sua vida a Deus e pela redenção dos cativos.

Sob o manto da Virgem e do Redentor!

O religioso mercedário veste um hábito branco, acompanhado de um escapulário, que representa a pureza da Virgem Maria e as vestes do Ressuscitado! E traz o brasão da Ordem gravado no tecido branco.

Da mesma forma que São Pedro Nolasco se arriscou no resgate dos cristãos cativos, há 800 anos os seus filhos espirituais são chamados a fazer o mesmo. Os tempos são outros, porém a Providência Divina é a mesma e não os deixa sozinhos nesta jornada de redenção.

Que Nossa Senhora das Mercês, a escrava do Senhor, os ponha sempre a caminho.