Beato Juan Nepomuceno: um sacerdote de verdadeira caridade redentora

Pelos frutos se conhece a árvore (Lc.6,44), diz o Evangelho, e assim conhecemos a vida do Beato Juan Nepomuceno, porque muitos são os frutos que ele deixou para a Igreja e para o povo de Deus.

Juan Nepomuceno Zegrí nasceu em Granada, Espanha, em 11 de outubro de 1831. Seus pais, Sr. Antonio Zegrí Martín e Sra. Josefa Moreno Escudero, eram católicos praticantes e o educaram com os princípios do Evangelho, principalmente a caridade.

Além de ser um aluno empenhado, foi um jovem religioso, dedicado à oração e aos pobres. E escolhido por Deus para deixar um rastro de santidade por onde passou! Sua vida nos ensina a jamais desistir da vontade divina! 

Beato Juan Nepomuceno e o chamado ao sacerdócio

Desde criança, o Beato Nepomuceno desejou seguir os passos do Senhor no sacerdócio. Sua alma era inflamada de amor por Deus e, à medida que ele cresceu, também desenvolveu-se o chamado a essa vocação, que se concretizou aos 24 anos, quando foi ordenado na catedral de Granada em 2 de junho de 1855.

A grande inspiração do novo sacerdote era Cristo Bom Pastor, que dá a vida por sua ovelhas. O Beato, então, empenhou-se, nas paróquias que assumiu, na busca pelas ovelhas desgarradas; na cura das feridas da alma; e como providência para os órfãos, situação muito comum na sua época devido aos conflitos e guerras.

No entanto, suas ações se justificam pela sua espiritualidade. Ele era inclinado à oração, logo sua vida e missão foram profundamente marcadas pela experiência de Deus. Seu amor a Jesus Crucificado o ensinou a viver a obediência, sobretudo no sofrimento.

Do mesmo modo, quando falamos de Nossa Senhora, ela era o seu grande amor, sua protetora e mãe. Essa intimidade com Deus e a Virgem o beatificou cedo, fez dele um bem-aventurado, um homem firme na fé, transparente nos atos e praticante da verdade e da caridade fraterna.

Beato Juan Nepomuceno, um evangelizador incansável

Como estudante, estudou humanidades e jurisprudência, destacando-se pela inteligência e facilidade na oratória. Ele gostava de escrever seus sermões e preocupava-se em dizer aquilo que rezava, que brotava de dentro da alma, fruto da experiência do amor de Deus.

Mas a ciência não o envaideceu, porém formou nele um coração próximo às misérias e aos sofrimentos humanos; ele próprio passou por vários deles. Por isso, tornou-se um evangelizador incansável, tanto na catequese quanto nas obras sociais.

Sua missão foi extensa: foi examinador sinodal nas dioceses de Granada, Jaén e Orihuela; Cónego da Catedral de Málaga e visitador das freiras; instrutor de seminaristas, pregador de Sua Majestade a Rainha, Elizabeth II, e capelão real. 

Porém, seu coração de pastor o levou a fundar uma Congregação religiosa para socorrer os mais necessitados. A fundação aconteceu em 1878, em Málaga, sob a proteção de Nossa Senhora das Mercês e tinha por objetivo consolar e ajudar os mais necessitados, porque a caridade, dizia o beato, é a única saída para todos os problemas sociais. 

Um legado de bem-aventuranças

Antes de mais nada, Juan Nepomuceno deixou uma herança espiritual muito sólida, apoiada na intimidade com Deus e nos sofrimentos vividos ao longo de anos. Ele chegou a ser expulso da Congregação que fundou e incompreendido pela própria Igreja, mas manteve-se fiel aos seus propósitos. 

Dessa forma desenvolveu uma rica espiritualidade que alimenta, até hoje, religiosos mercedários e muitos leigos que se sentem atraídos pela caridade aos pobres e o caminho da vida cristã, a partir de sua inspiração carismática. São características desta espiritualidade:

  • A caridade redentora em benefício da humanidade e dos mais pobres. Uma caridade que enxuga as lágrimas, faz o bem a todos e socorre as necessidades.
  • Amor e configuração a Jesus Cristo Redentor, em seu mistério pascal. Um amor que aproxima o homem do seu semelhante, sem interesse, apenas por caridade fraterna.
  • Amor por ‘Maria de la Merced’ – Nossa Senhora da Misericórdia! O título mais doce e suave da Mãe de Deus, que inspira misericórdia para com todos. 

Percebe-se que em tudo há amor! Não se pode agradar a Deus sem a prática do verdadeiro amor que é a caridade. E assim viveu o Beato Juan! 

Sua vida transbordou as virtudes teologais; sua coragem e paciência deixaram um rastro de santidade, que foi confirmado no dia 21 dezembro de 2001, quando ele foi proclamado venerável por João Paulo II. Agora, ele exala o perfume de Cristo para todos.

Conheça também a história do Sacerdote Mercedário que fundou o primeiro hospital psiquiátrico do mundo

10 anos de pontificado do Papa Francisco e as transformações da Igreja neste tempo

Nestes 10 anos do pontificado do Papa Francisco, muitas características já pudemos notar neste que é o primeiro Papa latino-americano. Antes de mais nada ele é um papa carismático, sensível aos dramas da humanidade e tem uma linguagem simples, popular, para falar sobre temas profundos com o povo de Deus. 

Seu nome de batismo é conhecido – Jorge Mario Bergoglio; e o que ele escolheu como Papa – Francisco. É admirado por muitos fora do ambiente religioso pela coragem de tratar a fundo temas polêmicos como os abusos na Igreja.

Mas também temido por muitos da ala conservadora da Igreja Católica, ainda assim, amado pela maioria do povo católico, inclusive por quem está distante da fé.

Afinal, qual o segredo desta popularidade e quais os efeitos seu governo causou na Igreja ao longo desses 10 anos de pontificado? Então vamos conhecer um pouco sua trajetória agora.

O pontificado do Papa Francisco começou com um pedido de oração

“E agora, eu gostaria de dar a bênção, mas primeiro quero pedir um favor. Antes que o bispo abençoe o povo, eu peço que vocês orem para que o Senhor me abençoe – a prece do povo por seu bispo. Façamos esta prece – sua prece por mim.”

Dessa forma começou seu pontificado na noite de 13 de março de 2013, na varanda central da Basílica de São Pedro. Vestido de branco, ele pediu a oração do povo por sua missão, e logo ganhou a simpatia dos que rezam e a admiração dos que não rezam.

Sem falar que o nome Francisco diz muito do que ele semeia até hoje: a pobreza! Logo, o Papa associou seu nome a Francisco de Assis, “o homem da pobreza e da paz, que ama e protege a criação”. E o pobre é uma de suas preocupações constantes. 

Nesse sentido, não são poucas as ações empreendidas nas ruas de Roma, como a criação do dia mundial do pobre, além da sua preocupação com os refugiados, com as crianças e famílias vítimas dos conflitos entre países e regiões.

Esses gestos explicam sobretudo o perfil pastoral do pontífice. Um homem que veio de uma região pobre, do meio dos pobres, que assistiu de perto muitos conflitos políticos para governar a maior representatividade cristã do mundo – a Igreja Católica Apostólica Romana.

O pontificado do Papa Francisco como uma missão fecunda e criativa!

O Papa Francisco é um missionário apesar das limitações da sua saúde. Ainda muito jovem, retirou parte de um pulmão, devido a uma doença respiratória; Bem como em 2021, retirou 33 centímetros do intestino grosso e atualmente sofre com artrose no joelho que o obriga a usar bengala ou a cadeira de rodas quando precisa se locomover muito.

Ainda assim, em 10 anos de pontificado, o santo padre fez 40 viagens apostólicas por 60 países de quase todos os continentes: 32% na Europa, 31% na África, 20% na América e 17% na Ásia. Em 10 anos de pontificado, o Papa só não esteve na Oceania.

Inclusive, sua primeira viagem internacional foi ao Brasil, em 2013, para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro. E naquela ocasião, o Pontífice também celebrou Missa na Basílica Nacional de Aparecida, em honra à Padroeira do Brasil (SP).

Além disso tudo, há ainda as suas preocupações de chefe de estado, ele orienta a fé de uma Igreja milenar através das suas cartas e documentos. Desse modo, o Papa Francisco aborda temas atuais, polêmicos e urgentes dentro da Igreja e na sociedade, afinal incentiva uma Igreja em saída.

“Repousa sobre mim o Espírito do Senhor…” (Is.11)

Ao longo dos dez anos do pontificado do Papa Francisco, ele coleciona muitos atos de governo e escritos que vamos elencar agora:

Sínodos

III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos – “Os desafios pastorais da família no contexto da evangelização” (5 -19 de outubro de 2014); XIV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos – “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo” (4-25 de outubro de 2015); XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos – “Os jovens, a fé e o discernimento Vocacional” (3-28 de outubro de 2018); Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazônica – “Amazônia, novos caminhos para a Igreja e por uma ecologia integral” (6-27 de outubro de 2019); Em 2021, iniciou um inédito caminho sinodal em vista da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos – “Por uma Igreja Sinodal: comunhão, participação e missão” (2021-2024).

Principais documentos

Encíclicas – Lumen fidei (29 de junho de 2013); Laudato si (24 de maio de 2015); Fratelli tutti (3 de outubro de 2020); Constituições Apostólicas – Vultum Dei quaerere, sobre a vida contemplativa feminina (29 de junho de 2016); Veritatis gaudium, sobre as universidades e faculdades eclesiásticas (8 de dezembro de 2017); Episcopalis communio, sobre o Sínodo dos Bispos (15 de setembro de 2018); Pascite Gregem Dei, com a qual se reforma o livro VI do Código de Direito Canônico (23 de maio de 2021); Praedicate Evangelium, sobre a Cúria Romana e seu serviço à Igreja no mundo (19 de março de 2022); In Ecclesiarum Communion, sobre a organização do Vicariato de Roma (6 de janeiro de 2023).

Exortações apostólicas

Evangelii gaudium, sobre o anúncio do Evangelho no mundo de hoje (24 de novembro de 2013); Amoris laetitia (pós-sinodal), sobre o amor na família (19 de março de 2016); Gaudete et exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo contemporâneo (19 de março de 2018); Christus vivit (pós-sinodal), aos jovens e a todo o povo de Deus (25 de março de 2019); e Querida Amazônia (pós-sinodal), ao povo de Deus e a todos pessoas de boa vontade (2 de fevereiro de 2020).

Além disso, o Papa também publicou 76 cartas apostólicas, das quais 56 sob forma de Motu Proprio” – que significa “de sua iniciativa própria”, permitida pelas normas da Igreja e expedidas diretamente por ele. Há também as catequeses que são próprias do bispo de Roma. 

O que mudou na Igreja neste período?

Sem dúvida, o Papa escreve muito, viaja bastante, abre e fecha reuniões, faz muitos despachos no gabinete, celebra Missas, reza o suficiente e aparece publicamente para o povo de Deus. Mas em que isso impacta socialmente e para a Igreja?.

Em síntese, segundo informações jornalísticas, nesses 10 anos de pontificado do Papa Francisco, o número total de católicos no mundo passou de 1,253 bilhão em 2013 para 1,378 bilhão em 2021. Logo, um aumento de quase 10%.

Outro sinal significativo é o crescimento da educação católica global. Ou seja, mais jovens são educados em escolas católicas no mundo. Isso demonstra credibilidade para a fé e a doutrina da Igreja, reflexo do pontificado do santo padre.

Como resultado para a sociedade civil, dois acontecimentos foram fundamentais: o combate aos abusos sexuais que envolvem a Igreja, através do documento Vos Estis Lux Mundi; e as reformas implementadas no gerenciamento das contas do Vaticano, a fim de combater a corrupção e estabelecer transparência para a população.

Quem é o papa Francisco?

Depois de vermos todas essas ações, ainda podemos perguntar, Afinal, quem é este homem que também instituiu:

“24 horas para o Senhor” – a ser realizado na sexta-feira e no sábado que antecede o 4º Domingo da Quaresma, para facilitar que os fiéis participem do Sacramento da Reconciliação;

Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação – de cunho ecumênico, que se celebra, todos os anos, no dia 1° de setembro, instituído com o lançamento da encíclica Laudato si, no dia 24 de maio de 2015;

E o Dia Mundial dos Avós e dos Idosos – a ser comemorado no 4º domingo de julho, próximo à festa de Sant’Ana e São Joaquim (26 de julho), avós de Jesus e protetores de todos os avós. 

Certamente, é uma pessoa humana com suas qualidades e defeitos.

No entanto, se você perguntar a quem já esteve perto dele, em resumo, ouvirá: simpático, atento, afetuoso e sem formalidades. Enfim, muito do que a humanidade precisa hoje como primeiro cartão postal antes de anunciar a fé. Esse é o Papa Francisco!

Por fim, possamos rezar pelo Papa Francisco, assim como ele sempre pede em suas aparições públicas; para que os próximos anos que virão sejam tão fecundos quanto todas estas obras já realizadas pela humanidade e pela Igreja. Deus abençoe o pontificado do papa Francisco! 

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Humildade: como e por que cultivar essa virtude

“Sem humildade, não encontramos o Senhor” Nos diz o Papa Francisco! E segundo Santo Agostinho:

“Para chegar ao conhecimento da verdade, há muitos caminhos: o primeiro é a humildade, o segundo é a humildade, e o terceiro é a humildade”.

Ou seja, conhecimento de Deus e de si mesmo são sinais de humildade. Mas por que e como cultivar essa graça? Vamos encontrar estas respostas agora!

O que não é humildade?

É difícil conceituarmos uma virtude tão nobre, mas é fácil dizer o que ela não é! Por isso, selecionamos alguns tópicos sobre esse “não”:

  1. Humildade não é sinônimo de submissão, passividade, resignação. A pessoa humilde não é aquela que aceita tudo sem dizer uma só palavra! Principalmente quando fere a dignidade da pessoa, algo que Deus resgatou para nós com sua Paixão.
  2. Humildade não é negar seus próprios talentos, colocar-se como frágil, vítima das situações. Quem vive a humildade reconhece os dons que tem, coloca-os a serviço e sabe agradecer a Deus e ao outro por ser útil.
  3. A humildade não é mentirosa, nem orgulhosa, ao contrário, o humilde reconhece sua limitação, é capaz de dizer “não” diante de uma prova e não se faz de super-herói diante dos desafios da vida e as armadilhas do pecado.

Portanto, essa virtude, é um dom divino que cresce de dentro para fora na medida em que conhecemos o Senhor em profundidade; ela não é superficial, logo não pode ser encenada, porque é exigente demais para se fingir! E só a entende quem compreende sua fonte! 

O grande modelo de humildade

Para entendermos essa virtude, precisamos olhar a vida de Cristo. Desde o seu nascimento, em condições desumanas, sua juventude no escondimento, a vida adulta como artesão, sua vida pública em missão até sua morte de cruz.

Diz-nos São Paulo:

“Embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas, esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens.” (Fl 2,6-7). 

Assim, com sua vida, Jesus nos fala sobre a humildade. Contudo, Ele não negou sua divindade, nem se vangloriou dela, mas colocou sua autoridade de Filho de Deus a serviço de todos, até as últimas consequências. Logo, humildade é sinônimo de verdade e serviço ao próximo.

Porém, só viveremos assim se nos relacionarmos sempre e mais intimamente com Jesus. Mesmo porque Ele deseja nos ensinar quando nos diz:

“Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração”.

Então, a fonte dessa virtude é a convivência com o Mestre.

Como está a minha humildade?

Em uma de suas catequeses, o Papa Francisco nos fez esta pergunta:

“Como está minha humildade?”

Com base em quê? Através da reflexão que o pontífice fez, entenderemos por que precisamos cultivar essa virtude.

Então, o Papa recordou o encontro dos Reis Magos com o Menino Jesus e destacou o gesto que eles tiveram de se prostarem. Eles viajaram tanto para encontrar uma criança como Rei dos Judeus, mas não reclamaram, nem se revoltaram.

No entanto, adoraram a criança. Esse é um gesto humilde; eles acolheram o Senhor como Ele é – pobre e pequeno – e não como eles imaginavam. Logo, a prostração é sinal de humildade, é próprio de quem coloca ao lado suas ideias e dá espaço para Deus.

continua o santo Padre: 

“A adoração passa pela humildade do coração: aqueles que têm a vontade de superar os outros, não percebem a presença do Senhor”. 

Portanto, precisamos da humildade para nos parecermos com Deus, nosso Pai e Senhor.

Por fim, a pergunta encontra com outras: “Olhando para os Magos, nos perguntamos: como está minha humildade? Estou convencido de meu orgulho? Sou capaz de abraçar o ponto de vista de Deus e do outro? E o remédio para a falta de humildade é a adoração.

Os santos nos mostram o caminho desta virtude

Todos os santos fizeram o caminho da humildade. Há exemplos grandiosos que nos inspiram a buscar esta virtude para crescermos no amor a Deus e ao próximo. Mas falemos de alguém que é brasileiro como a gente: Santa Dulce dos Pobres.

Dois exemplos seus nos ajudam a entender a força da humildade: quando pediu esmola para os pobres e recebeu saliva em sua mão, então respondeu que a saliva era para ela e estendendo a outra mão, pediu a doação para os pobres! Quanta humildade!

Sabemos que ela foi exclaustrada, ou seja, tirada da clausura pela Congregação por causa da missão. Mas se manteve religiosa, sozinha até que a vontade de Deus se tornou clara para seus superiores e eles a apoiaram! Parece injusto, mas é real!

O caminho da humildade não é fácil, mas gera frutos de verdadeira conversão. Assim foi com Santa Dulce e não é diferente para aquele que ama a Deus. Do mais, não nos esqueçamos da Santíssima Virgem de quem bem falou Santo Afonso: 

“Humildíssima Senhora e Mãe de Deus, Maria, vós que em tudo, mas particularmente no sofrer, fostes a mais semelhante a vosso Filho, alcançai-me a graça de suportar em paz os ultrajes que de hoje em diante me forem feitos”.

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Ano Vocacional 2023 e a Ordem Mercedária

“Desejamos que o Ano Vocacional ajude cada pessoa a acolher o chamado de Jesus como graça e seja uma oportunidade para que mais e mais corações ardam e que os pés se ponham a caminho em saída missionária”.

Com essas palavras, Dom João Francisco Salm, presidente da Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB, anima toda a Igreja do Brasil a viver o 3º Ano Vocacional.

O 3º Ano Vocacional da Igreja no Brasil acontece de 20 de novembro de 2022 a 26 de novembro de 2023. A iniciativa celebra os 40 anos do primeiro ano dedicado à reflexão, oração e promoção das vocações no país.

Neste post vamos conhecer um pouco dessa história, sua importância e os motivos para incentivarmos as vocações no Brasil. Confira!

Por que um ano vocacional?

Podemos avaliar o preço de uma vocação e quanto empenho ela exige de alguém? Não é possível medir, porém seus frutos são enormes. Uma vocação tem o valor de uma vida, ou seja, é incalculável, e atrai tantas outras para o seguimento de Cristo.

Esse seguimento pode acontecer pela vida matrimonial, através do sacerdócio, da vida consagrada ou do serviço leigo nas inúmeras pastorais existentes da Igreja. Logo, rezar pelas vocações e promovê-las é uma responsabilidade de todo cristão(ã).

Por isso, o ano vocacional é tão importante. E “ele não é uma campanha para alcançar pessoas  para o seminário e a vida religiosa”, mas um tempo de evangelização que nos conduz ao encontro com Deus e nos torna missionários em todos os lugares.

Assim, a primeira ação concreta em favor das vocações é a oração. Quem chama de fato é o próprio Deus; Ele se encarrega de colocar no coração humano a inquietação e o desejo de responder ao seu chamado. E como surgiu o Ano Vocacional?

Ano vocacional: um evento que veio para ficar!

Na vida cristã, tudo é providência, e como diz São Paulo: “Tudo concorre para o bem dos que amam a Deus” (cf. Rm 8,28). Com esse mesmo espírito, o mês vocacional, instituído em 1980, foi o marco inicial para começar o primeiro Ano Vocacional no Brasil. 

Nessa mesma data, durante o Encontro Nacional de Pastoral Vocacional, houve a proposta concreta de se instituir agosto como o mês vocacional. Em seguida, houve em 1983, de um Ano Vocacional, ambas iniciativas surgiram para incentivar as vocações.

E assim aconteceu: em 24 de abril de 1983, com o tema: “Vem e segue-me”, o 1º Ano Vocacional. Já em 2003, aconteceu o 2º Ano Vocacional do Brasil, com o tema “Batismo, fonte de todas as vocações”. 

Esses encontros favoreceram e ampliaram o reconhecimento e a consciência de que toda a comunidade cristã é responsável pela animação, cultivo e formação de uma vocação na vida eclesial e na sociedade. 

Um ano de “Graça e Missão” (cf. Lc 24, 32-33)

Agora, após 40 anos do primeiro Ano Vocacional, a 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou a realização do 3º Ano Vocacional da Igreja no Brasil, que acontece de 20 de novembro de 2022 a 26 de novembro de 2023. 

Com o tema “Vocação: Graça e Missão” e o lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24,32-33), os bispos afirmam:

A vocação aparece realmente como um dom de graça e de aliança, como o mais belo e precioso segredo de nossa liberdade”. 

O lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24,32-33) fala do coração que arde ao escutar a Palavra do Ressuscitado e os pés que se colocam a caminho para anunciar o encontro com o Cristo. 

Já o texto bíblico de Mc 3,13-19 quando Jesus “chamou e enviou os que ele mesmo quis” ilumina e aprofunda que toda vocação tem na pessoa de Jesus o seu início, meio e fim. Portanto, Ele é o centro e a meta de todo vocacionado.

Somos todos responsáveis pelas vocações!

O Texto Base ainda nos diz:

“Toda vocação é con-vocação, ou seja, somos chamados a caminhar juntos no seguimento do Mestre e no empenho pessoal e conjunto de manifestar sua presença no mundo – configurados e conformados a ele –sendo portadores de vida e esperança…” (N. 22).

E tem como objetivo geral:

“Promover a cultura vocacional nas comunidades eclesiais, nas famílias e na sociedade, para que sejam ambientes favoráveis ao despertar de todas as vocações, como graça e missão, a serviço do Reino de Deus”.

Portanto, toda a Igreja é responsável por zelar, promover e incentivar as vocações à luz da Palavra de Deus. Dessa maneira sabemos que contamos também com os leigos para anunciar essa graça e publicar esse chamado de Deus.

A Ordem Mercedária está unida à Igreja pelas vocações!

A Ordem Mercedária é uma vocação na Igreja. É um caminho de liberdade que nasceu em 10 de agosto de 1218, do coração inquieto de São Pedro Nolasco, nosso fundador, com a missão de redimir os cativos que à época eram escravizados pelos mouros.

Hoje é uma vocação presente em vários países, realizando diversas atividades e comunicando a vida de Cristo a todos as pessoas a fim de gerar uma sociedade livre das prisões do mundo moderno e comprometida com o Evangelho.

Junto com a CNBB, incentiva e alimenta as vocações e acredita que o caminho da felicidade humana passa pelo encontro com Deus, através de um relacionamento pessoal. E o que é vocação senão o encontro de duas vontades: a Divina e a humana.

Assim, façamos deste 3º Ano Vocacional não apenas um momento, mas a oportunidade de lançar as redes como se fosse a primeira vez já que cada chamado é único e irrepetível.

Continue lendo: Chamado vocacional: existe um para mim?

São José: 5 maneiras de fortalecer a sua devoção Josefina em março

São José é um santo admirável, e não é à toa que o mês de março é dedicado a ele. Logo, seu mês antecede justamente o mês de maio, que é dedicado em honra a Nossa Senhora e ambos cuidaram de Jesus com total dedicação, segundo o coração do Pai do Céu. 

Sobre ele, o Papa Francisco escreveu:

“Os dois evangelistas que puseram em relevo a sua figura, Mateus e Lucas, narram pouco, mas o suficiente para fazer compreender o gênero de pai que era e a missão que a Providência lhe confiou.”

Assim, o Santo Padre utiliza duas palavras que definem bem o caráter e a missão de São José: pai e homem escolhido pela Providência de Deus. Isso sem dúvida é suficiente para darmos graças e louvores ao pai adotivo de Jesus.

São José, um homem segundo o coração do Pai!

São José esperava a salvação do seu povo, prometida aos seus pais da fé; era descendente de Davi, porque Jesus vinha dessa descendência para que sua missão tivesse validade. Logo, era um homem de fé, de esperança e caridade. 

Era um homem do Espírito Santo, sensível à voz de Deus, que se apresentou a ele por meio de quatro sonhos; e o homem de Deus entendeu, acolheu Maria e a missão que o próprio Deus lhe confiou. Sua abertura ao Espírito era abertura à Trindade Santa.

Homem corajoso, experiente! Não poderia ser diferente para enfrentar as inseguranças do caminho até que Jesus estivesse pronto para cuidar das obras de seu Pai. Sua coragem não foi provada, mas comprovada diante das fugas para proteger o Menino e sua Mãe.

Representa o modelo de fidelidade, castidade, obediência e disposição em fazer a vontade de Deus. Além de ser um trabalhador – ele sustentou sua família com o suor de seu trabalho. E não há privilégios para José, mas testemunho de responsabilidade com a obra divina.

Há muitos motivos para ser devoto de São José

São Tomás de Aquino diz com propriedade:

“Alguns santos têm o privilégio de estender-nos seu patrocínio com eficácia específica em determinadas necessidades, mas não em outras; mas nosso santo padroeiro São José tem o poder de nos ajudar em todos os casos, em todas as necessidades, em todos os empreendimentos. ”

Se São Tomás de Aquino, juntamente com os Papas da Igreja e demais santos, nos recomenda a devoção a São José, o que estamos esperando então? Por isso, separamos 5 maneiras de fortalecermos nossa fé e nos tornamos amigos de São José! Confira:  

Tenha uma imagem de São José

A imagem de São José acompanha todo devoto e é uma bênção para a família inteira. Existem diversas formas de representar o santo Patriarca: trabalhando, com Jesus nos braços; com Maria e o Menino; dormindo; e sozinho. Então escolha a que mais lhe afeiçoar e faça as orações próprias a ele! São inúmeras, inclusive ofício, terço, novenas e ladainhas. As orações são por diversas necessidades, mas escolha uma em particular para esse mês de março e experimente o prestígio que São José tem diante de Deus.

Ajude uma família necessitada

Se há algo que agrada a qualquer pessoa é a caridade! E São José sabe quantos trabalhadores, pais e mães de famílias estão necessitados de ajuda. Assim como ele se empenha em interceder por nós, também espera nossa gratidão através da ajuda ao outro.

Faça um altar com flores e velas

Especialmente no mês de março, podemos ornar o altar de São José com flores, mesmo no Tempo da Quaresma! Deus o escolheu e se alegra conosco quando reconhecemos isso. 

Portanto, escolha um lugar, prepare o altar, coloque velas, flores e faça suas orações, principalmente às quartas-feiras, dia dedicado na liturgia a São José.

Adoração ao Santíssimo sacramento

O centro de nossa fé é Cristo Ressuscitado. E isso não foi diferente para José! Logo, ele esteve com o Menino durante pelo menos 12 anos, quando a criança foi apresentada ao templo, e o Evangelho não fala sobre sua morte, mas a presença de Jesus foi motivo de adoração!

Portanto, adorar Jesus é uma atitude de todo devoto de São José. Se honramos o pai adotivo, muito mais amamos o Filho. E quem assim o faz, recebe os benefícios das duas partes, porque, dizem as Escrituras, que Jesus era submisso a José, Ele o honrava. 

Conclua suas orações sempre honrando o Pai de Céu e a Virgem Maria

As nossas orações no mês de março estão voltadas para São José, mas o santo se volta para o Filho de Deus e sua Mãe, a esposa de José. Assim, é importante entrarmos em comunhão com todos eles. Por isso, após suas devoções, termine com o Pai-Nosso e a Ave-Maria em honra aos dois corações a quem São José amou e foi amado sempre.

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Quaresma, instrumento de conversão e vida nova

A Quaresma é um tempo de muita graça porque nos prepara para a celebração do centro de nossa fé, o Tríduo Pascal, ou seja, a memória da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo.

Apesar de todo domingo vivenciarmos a ressurreição do Senhor, inclusive nos disse São João Paulo II que o domingo é o senhor de todos os dias por esse motivo, é importante valorizar a vida de Cristo a partir do ponto alto de sua missão que aconteceu na semana santa.

Logo, a Quaresma é uma proposta, um caminho, uma oportunidade de novamente abraçar a salvação de Cristo em nossa vida. E para trilhar bem essa estrada, preparamos este post!

A Quaresma nos traz a proposta para um novo coração

É normal que alguém se pergunte por que viver a Quaresma todo ano se Cristo já morreu e ressuscitou? De fato, Ele está vivo, mas e quanto a nós? Será que vivemos a vida nova que o Senhor nos deu de graça através de sua morte e ressurreição?

Com certeza, ainda há muito para melhorarmos. No entanto, a Igreja, como mãe e educadora, nos relembra, através da Quaresma, que estamos a caminho da vida nova cada ano que passa. E onde vamos experimentar o amor de Deus? No coração.

De forma que o coração é o lugar onde acontece a verdadeira experiência de Deus. O Evangelho nos diz que “do coração que provêm os maus pensamentos, os homicídios, os adulté­rios, as impurezas, os furtos, os falsos testemunhos, as calúnias.” (cf. Mt 15,19)

Então são nossas intenções – o que está dentro de nós – que precisam mudar a fim de que o mundo veja que Cristo vive de verdade. Para isso, a Quaresma existe, ano após ano, para que abracemos o Evangelho, como uma decisão do coração, por amor a Deus e aos irmãos.

Práticas indispensáveis da Quaresma

Então, a Quaresma é um meio para alcançar um coração semelhante ao Coração de Deus. Porém, não é fácil alcançar a transformação do coração, ninguém consegue por suas próprias forças, porque logo cansa. Mas o Evangelho nos dá as ferramentas certas:

  1. A oração: a prática da oração na Quaresma é sincera. O Evangelho da quarta-feira de cinzas diz: “…quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai…” (Mt.6,1ss). O quarto é o lugar da intimidade, onde ninguém se esconde. Logo, é diante de Deus, na oração, que reconhecemos nossa pequenez, nossa grandeza e em que precisamos melhorar. Faça essa experiência com a verdade do seu coração!
  2. O jejum e a penitência: o jejum e a penitência são práticas sadias. Através deles oferecemos a Deus a carne – nos dias prescritos – e algo que nos impeça de viver as bem-aventuranças do Evangelho. Portanto, não é nada fácil, nem simples, mas que nos recorda em que aspecto da vida precisamos de conversão. Observe o jejum e a penitência como um caminho de libertação. Liberte seu coração!
  3. A caridade: O evangelho fala sobre a esmola na Quaresma. Quando jejuamos, a intenção é dar de comer a alguém. Isso pode acontecer através da doação de alimentos ou dinheiro aos pobres. Não há conversão sem caridade, assim como não se ama a Deus sem amar o outro. Logo, pratique a doação e desapegue o coração!

A Campanha da Fraternidade é o ato de caridade

Na Quaresma, a Igreja nos propõe um caminho de caridade através da Campanha da Fraternidade. A iniciativa nasceu em 1964, de uma inspiração de Dom Eugênio Sales, no Rio Grande do Norte, como uma expressão de amor e solidariedade a toda pessoa.

Campanha da Fraternidade tem hoje os seguintes objetivos permanentes:

  • Despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum;
  • Educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho;
  • Renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária.

Este ano tem como tema “Fraternidade e fome” e o lema “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). A escolha não é aleatória, mas se une à difícil realidade da fome vivida por muitas famílias no Brasil. 

E a Igreja dá sua contribuição através de campanhas solidárias, que acontecem no Brasil inteiro, e da coleta realizada no Domingo de Ramos como um dos gestos concretos de conversão Quaresmal para com os pobres.

Cheguemos às festas Pascais!

Após o itinerário quaresmal, cheguemos à meta: a Páscoa do Senhor. Mas qual será a diferença deste ano para nossas vidas? Serão muitas, se levarmos a sério o trabalho no coração, através das ferramentas que o tempo nos oferece.

Nenhuma quaresma é igual, mas cada uma é única! E em cada esforço nosso, vem em nosso auxílio o Espírito Santo de Deus. Logo, nunca estamos sozinhos.

Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo

O Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo é recordado todo dia 20 de fevereiro. Esse é um tema muito discutido e delicado. Por isso, o dia tem por objetivo alertar e despertar a população sobre os impactos que o uso de substâncias ilícitas e o álcool geram.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência de drogas lícitas ou ilícitas é uma doença e um problema de saúde pública que exige atenção de todos os países, devido às graves consequências que causa à sociedade.

Este post explica mais sobre esse tema e deseja contribuir com informações e formações sobre o assunto. Veja o que preparamos!

Por que o Combate às Drogas e Alcoolismo?

Parece uma pergunta sem lógica, mas é necessária. Sabe-se que o consumo de drogas ilícitas e de álcool não é novidade e só crescem as estatísticas de pessoas que se tornam consumidores ativos desses produtos.

Por isso, essa data é fundamental para estimular a reflexão sobre diversos assuntos, sejam os efeitos, as prevenções e as políticas públicas de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. Faltam ainda muitos estudos e esclarecimentos educativos para promoção da saúde.

Segundo a OMS, a dependência química de drogas lícitas ou ilícitas é uma doença. O uso descontrolado de álcool, cigarro, crack, maconha, cocaína, entre outros, afeta o mundo inteiro porque prejudica valores culturais, sociais, econômicos e políticos.

O alcoolismo, por exemplo, é uma doença crônica que influencia aspectos comportamentais e socioeconômicos. Da mesma forma, o uso de drogas causa graves problemas físicos e emocionais nos dependentes, sem falar no sofrimento da família. 

No Combate às Drogas e Alcoolismos quem são os inimigos?

Atualmente, divide-se os tipos de drogas da seguinte maneira: 

  • Naturais: como maconha e ópio, derivadas de plantas; 
  • Semissintéticas: que são a heroína, cocaína e crack, feitas de componentes naturais, mas processadas; 
  • Sintéticas: fabricadas completamente em laboratórios, tais quais ecstasy e LSD. 

Há ainda outras que existem no anonimato e são produzidas de todo jeito para facilitar o acesso principalmente de quem não tem dinheiro para comprar as drogas mais caras. Por isso o Combate às Drogas e Alcoolismo se torna tão complexo, porque é um inimigo invisível.

Porém, as sensações são comuns, entre elas: euforia, excitação, relaxamento e alteração da percepção da realidade. Tudo isso faz com que um indivíduo recorra a elas com mais urgência, a cada novo uso, e a qualquer custo.

Mas os efeitos são perigosos! As drogas têm potencial para causar problemas no coração, pulmões, fígado e cérebro, impactando diretamente o sistema nervoso e gerando crises de abstinência após períodos maiores em que não são utilizadas.

Com o álcool é diferente? Apesar de ser uma droga lícita, altamente vendida e aceita socialmente, o consumo excessivo e recorrente dessa substância traz sérios riscos à saúde, inclusive dependência alcoólica, que leva a tratamentos com profissionais especializados.

Quem mais se prejudica

Os levantamentos sobre os consumidores de drogas e álcool são alarmantes, principalmente entre os jovens. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2016), a saúde escolar está prejudicada.

Uma vez que a porcentagem entre consumo frequente de álcool e até embriaguez é bem estreita, como também, o uso do cigarro. É importante destacar que o cérebro do jovem é um órgão em maturação e o consumo dessas substâncias é prejudicial para um desenvolvimento saudável.

Mas os jovens não estão sozinhos nesta escala de consumo, os idosos também são uma faixa etária crescente de consumo principalmente de álcool. O envelhecimento muitas vezes gera diversas situações, como: baixa estima, saudade da família, isolamento social.

De forma que esses fatores afetam o psicológico e, não raramente, levam as pessoas idosas a fugirem da realidade em substâncias químicas, normalmente começando com uma dose e progredindo no consumo até que ele ocorra de maneira descontrolada.

Mas onde está a verdadeira liberdade?

Falamos sobre as substâncias ilícitas e o álcool, suas consequências e os prejuízos na vida e na sociedade. Porém, por que as pessoas se envolvem com as drogas a ponto de se tornarem dependentes? Não existe uma única resposta, mas há muitos fatores.

E principalmente, em uma sociedade extremamente materialista, as pessoas buscam o verdadeiro sentido da vida, mas infelizmente optam por caminhos difíceis. Há uma crise existencial em cada pessoa humana que apenas tem alívio no Criador.

E é em Deus que a pessoa humana encontra a resposta para a sua sede de felicidade. Deus nos ama e nos fez livres, logo a liberdade é o caminho e a proposta contra qualquer tipo de dependência que causa a escravidão e rouba a dignidade humana.

Portanto a liberdade é a qualidade divina que motivou São Pedro Nolasco, fundador da Ordem Mercedária, a lutar pela recuperação dos cativos, há mais de 800 anos, através de ações concretas, como a doação da própria vida e o anúncio do Reino de Deus. 

Podemos aliviar essa dor!

A dor é sinal de que algo não vai bem. Sabemos que se não houver o combate às drogas e ao alcoolismo, os problemas só pioram e se enraízam mais. No entanto, toda ajuda à pessoa dependente e às famílias é um sinal de paz sobre um grande conflito.

Mas Deus tem uma resposta para tudo! Por isso nos presenteou com o Recanto Mercê, um lugar de misericórdia, onde jovens são resgatados das drogas através espiritualidade e ajuda especializada, além de aprenderem um ofício para reconstruir a vida após as drogas.

O Recanto Mercê fica em Alexânia-GO e é administrado pela Ordem Mercedária, que tem a missão de levar a pessoa humana a uma profunda experiência de libertação, combatendo todos os instrumentos de escravidão dos tempos modernos.

Atualmente, a casa tem capacidade para 20 jovens e há muitos na fila. Então, que tal se tornar um benfeitor desta obra e investir na recuperação de uma pessoa, da família e da sociedade, porque todos são beneficiados quando um dependente químico se recupera.

Conheça mais sobre o Recanto Mercê aqui

Bakhita, a escrava que se tornou santa

O nome Bakhita significa “afortunada”. Mas não sabia a menina, raptada aos 9 anos, que a fortuna que a esperava iria libertá-la da escravidão para sempre e torná-la a padroeira dos escravos e intercessora pelos sequestrados.

São suas as seguintes palavras:

“Vendo o sol, a lua e as estrelas, dizia comigo mesma: Quem é o Patrão dessas coisas tão bonitas? E sentia uma vontade imensa de vê-Lo, conhecê-Lo e prestar-Lhe homenagem”.

Mas como uma menina que experimentou a dor da escravidão no corpo e na alma pôde oferecer tudo a Deus e perdoar seus torturadores? Essa é mais uma história incrível do amor de Deus, que não conhece fronteiras para salvar aqueles que ama! Confira!

A história de Bakhita começa no Sudão

Bakhita nasceu no Sudão, África, em 1869. Com apenas  9 anos a sequestraram da família. O trauma foi tão grande que ela esqueceu o próprio nome. Os raptores a venderam várias vezes nos mercados de El Obeid e de Cartum, e como escrava conheceu a dor, a humilhação e a violência.

Então, após quase 10 anos, na capital do Sudão, Bakhita foi comprada por um Cônsul italiano chamado Calixto Legnani. Depois de tanto tempo, ela que acostumou-se com o chicote e a repressão, recebeu afeto e atenção em sua nova casa.

Mas as situações políticas obrigaram o Cônsul a partir para a Itália. Bakhita pediu para ir junto, e assim atenderam a seu desejo.  Mas, na Itália, uma nova família a esperava; ela foi morar em Veneza e tornou-se babá de “Mimina”, filha do novo casal que a acolheu.

No entanto, os ventos sopraram novamente a favor de Bakhita: a esposa do casal precisou viajar para ajudar o marido nos negócios da família. Foi, então, que Bakhita e a menina foram confiadas às Irmãs Canossianas do Instituto dos Catecúmenos de Veneza. 

Bakhita encontra-se com a liberdade!

Durante nove meses, Bakhita e Mimina estiveram com as Irmãs Canossianas. Dessa forma viveu como que um tempo de gestação, tonando-se conhecida como a irmã “Chocolate” até o dia em que ela recebe o batismo com o nome de Giuseppina Margherita Fortunata. Logo depois, recebe também o crisma e faz a primeira comunhão.

Durante o tempo em que esteve com as Irmãs, ela encontrou-se com a fonte da liberdade e pediu aos patrões para seguir o caminho da vida religiosa como prova de seu amor a Deus, a quem passou a chamar com carinho de “o meu Patrão”.  

Assim, com 24 anos, em 1893, entra no noviciado das Canossianas. Três anos depois, Josefina Bakhita se consagrou para sempre a Deus como filha da caridade e, por mais de cinquenta anos, dedicou-se às diversas atividades da Congregação com humildade.

Era chamada de “Irmã Morena”, conhecida e estimada pelas Irmãs pela generosidade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido. Bakhita transformou toda a dor da escravidão em oferta a Deus, perdoou todos que a fizeram sofrer por causa de Cristo.

Testemunha do Amor

“Sede bons, amai a Deus, rezai por aqueles que não O conhecem. Se soubéssemos que grande graça é conhecer a Deus!”.

Bakhita falava o que sentia, transbordava gratidão por onde passava, porque dizia que tudo concorreu para que ela conhecesse a Deus.

Dessa forma, mesmo com a doença longa e dolorosa da velhice, Irmã Bakhita testemunhava fé, bondade e esperança cristã. A todos que a visitavam e lhe perguntavam como se sentia, ela respondia sorridente: “Como o Patrão quer”. 

Irmã Bakhita faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947, na Casa de Schio, rodeada pela comunidade em pranto e em oração. Uma multidão acorreu logo à casa do Instituto para ver pela última vez a sua “Santa Irmã Morena”, e pedir-lhe a sua proteção lá do céu

Muitos foram os milagres alcançados por sua intercessão. Em 1992, foi beatificada pelo Papa João Paulo II e elevada à honra dos altares em 2000, pelo mesmo Sumo Pontífice. O dia para o culto de “Santa Irmã Morena” foi determinado o mesmo de sua morte.

Oração a Santa Bakhita

Ó Santa Josefina Bakhita, que, desde menina, foste enriquecida por Deus com tantos dons e a Ele correspondeste com todo o amor, olha por nós. Intercede junto ao Senhor para que cresçamos no Seu amor e no amor a todas as criaturas humanas, sem distinção de idade, de raça, de cor ou de situação social. Que pratiquemos sempre, como tu, as virtudes da fé, da esperança, da caridade, da humildade, da castidade e da obediência. Pede, agora, ao Pai do Céu, oh Bakhita, as graças que mais preciso, especialmente (pedido). Amém.

Os veneráveis da Ordem Mercedária: quem são eles?

No dicionário, veneráveis são aqueles que tornam-se dignos de veneração; aqueles que merecem respeito. Logo, são pessoas que podemos imitar, porque deixaram exemplos louváveis que beneficiam a vida de muitos e contribui com a melhora da sociedade.

E vida de Cristo é inspiração de virtudes para todos os batizados, e alguns, de forma especial, conseguiram imitá-lo tão de perto que deixaram testemunhos e obras que permanecem em pé até hoje.

Mas quem são essas pessoas veneráveis? Vamos responder neste post e contar a história de duas pessoas virtuosas da Ordem Mercedária. 

Veneráveis são imitadores de Cristo

A história da Igreja está repleta de pessoas que amaram a Deus e entregaram suas vidas pela causa do Reino. Alguns desses cristãos se destacaram por suas qualidades heroicas que admiram o mundo até hoje.

Por exemplo, Irmã Dulce dos Pobres, a primeira santa brasileira, se dedicou aos pobres, construiu um hospital para os doentes e um lar para as crianças abandonadas; sua vida emociona e atrai colaboradores para sua obra de todas as partes do mundo.  

Santa Dulce só teve o seu nome escrito no cânon da Igreja depois de passar pelo processo de canonização, cujo primeiro passo é o reconhecimento de suas virtudes heroicas, ou seja, a Igreja Católica concede o título de venerável.

No entanto, esse reconhecimento tem como espelho a vida de Cristo, seu exemplo, seu amor e entrega a Deus. Assim, o que demonstra que o candidato é venerável é a prática das virtudes teologais de Fé, Esperança e Caridade, unidas às virtudes cardeais

Claro que a pessoa testemunha essas virtudes em vida, mas concede-se o título somente após a morte do venerável, quando começa o processo de sua canonização.

Veneráveis mercedários

Mas, onde podemos encontramos pessoas veneráveis?

Na Igreja e no mundo. Porque muitos são os testemunhos de leigos, sacerdotes, religiosas, jovens e até crianças que seguiram a Cristo e cultivaram a santidade por onde passaram e são reconhecidos pela Igreja.

E entre eles estão os veneráveis da Ordem Mercedária, uma família religiosa presente nos 4 continentes, 22 países,152 comunidades. A Ordem foi fundada em 1218 por São Pedro Nolasco com o objetivo de resgatar os cristãos capturados e obrigados a trabalhos forçados.

Os Mercedários, ao longo de oito séculos, continuam anunciando a liberdade aos filhos de Deus que sofrem no corpo e na alma diversas formas de escravidão. Como também presentearam a Igreja com santos, santas e histórias de santidade veneráveis.  

São muitos testemunhos de homens e mulheres, mas destacamos dois que são lembrados neste mês de outubro.

Um santo no Piauí: conheça Dom Inocêncio, bispo

João Nepomuceno Zegri e Moreno

João Nepomuceno Zegri e Moreno nasceu em Granada, Espanha, no dia 11 de outubro de 1831, no seio de uma família cristã. Seus pais o formaram como um verdadeiro cristão e deram-lhe uma rica educação que o capacitou para abraçar sua vocação logo cedo. 

Em 02 de junho de 1855, realizou seu sonho de ser sacerdote. E então o venerável começou sua carreira de santidade abraçando desafios e respondendo aos obstáculos com as virtudes da fé, esperança e caridade, principalmente junto aos mais pobres.

Como homem de Deus, foi um evangelizador incansável; gostava de rezar, meditar e escrever seus sermões. Ocupou cargos importantes, mas sempre viveu a maravilhosa humildade de Deus; preocupou-se com os problemas sociais e não cruzou os braços.

Mas sentiu-se chamado a fundar uma Congregação religiosa feminina para libertar os seres humanos de suas escravidões; e assim colocou a nova família religiosa sob a proteção e inspiração de Nossa Senhora das Mercês.

Após provar de muitas humilhações e perseguições pela própria congregação que fundou, morreu em 17 de março de 1905. Mas a Igreja o proclamou venerável em 21 de dezembro de 2001. 

Além de uma vida virtuosa, o venerável dedicou-se a escrever intensamente. Logo, deixou uma rica espiritualidade que alimenta as religiosas, os mercedários da caridade e tantas pessoas leigas que, impressionadas pela sua vida e caridade, querem seguir o mesmo caminho.

A virtuosa Isabel Lete Landa 

Ela se chamava Regina; nasceu em 7 de setembro de 1913, na Espanha. Em 1918, seu pai morreu, sua mãe foi internada em um hospital psiquiátrico e a menina foi confiada aos seus tios. E já adolescente cuidou dos doentes da guerra em seu país.

Mas sua vida de intimidade com Deus a conduziu às Irmãs da Misericórdia da Caridade (Mercedárias), em 1929, quando recebeu o nome de Isabel. Assim como Teresinha de Jesus, ela se ofereceu por amor e viveu uma espiritualidade simples, humilde e profunda.

Já na vida religiosa, foi enviada para trabalhar em um hospital para doentes de tuberculose e contraiu a doença, que a levou à morte em 13 de outubro de 1941, aos 28 anos. Mas a vida de quem ama a Deus não morre nunca, transforma-se em semente de vida.

As Irmãs Mercedárias testemunham o quanto a vida da venerável Isabel Lete Landa foi um exemplo que apaixonou a todos, porque ela entregou-se totalmente a Deus ao serviço do próximo sem se poupar; sua vida era toda amor.

E assim confirmou a Igreja quando a declarou venerável pelo Papa Bento XVI, em 2006. Logo, seu testemunho se tornou alimento espiritual para toda a Igreja, em qualquer lugar e tempo.

Agora, sigamos os passos dos virtuosos Isabel Lete Landa e João Nepomuceno Zegri e Moreno.

Conheça também a história do Sacerdote Mercedário que fundou o primeiro hospital psiquiátrico do mundo

O Recanto Mercê acolhe dependentes químicos que livremente desejam ser libertos das drogas

O Recanto Mercê em Alexânia-GO, é uma obra Mercedária que acolhe pessoas que desejam se libertar dos vícios decorrentes do uso, abuso ou dependência de drogas.
Uma obra de misericórdia que nasceu por vontade Divina, para que seus filhos sejam livres, que tenham vida, e vida em abundância!

Diversas atividades são oferecidas: palestras; acompanhamento psicossocial; esporte e lazer; espiritualidade; monitoramento e avaliação de sua evolução ao tratamento.

O Recanto servirá de fonte de autoestima e também de autossustento aos internos. Os recuperantes poderão trabalhar nas plantações, tratar dos animais ou ainda realizar trabalhos artesanais

O Recanto propicia moradia, alimentação e outras necessidades básicas para que os acolhidos continuem firmes na caminhada para uma nova vida.
Muitos cativos das drogas clamam pela redenção, e o Recanto Mercê é a resposta de Deus para a salvação desses que sofrem com as mazelas dos vícios.


Conheça mais sobre o Recanto Mercê neste vídeo e colabore você também com a missão de restaurar vidas!


Uma das forma de ajudar é financeira, enviando um PIX: Chave CNPJ: 34.292.938/0001-44
Ou através da conta bancária:
Banco do Brasil
Agência: 3478-9
Conta Corrente: 136692-0

Deus abençoe e retribua sua generosidade!