Governo Geral e os Provinciais da Ordem das Mercês realizam peregrinação à Basílica São Pedro durante o Ano Jubilar

O Governo Geral e os Provinciais da Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês, reunidos na Cúria Geral em Roma para V Conselho de Provinciais, realizaram uma peregrinação à Basílica de São Pedro por ocasião do Ano Jubilar “Peregrinos da Esperança”, convocado pela Igreja.

O momento expressou a profunda comunhão da Ordem das Mercês com o caminho espiritual proposto pelo Papa para este Jubileu: um tempo de graça, conversão e renovação da esperança cristã. O Ano Santo convida todos os fiéis a fortalecerem sua fé e assumirem com novo zelo o compromisso com a misericórdia — dimensões centrais do carisma redentor da Ordem.

Um gesto de fé, unidade e fidelidade à Igreja

Durante a peregrinação, os mercedários atravessaram a Porta Santa, gesto característico do Ano Jubilar, que simboliza a abertura do coração à graça de Deus e o desejo de vida nova. Esse momento marcou profundamente a caminhada espiritual dos religiosos, que renovaram sua entrega a Cristo e seu compromisso de serviço à Igreja.

A visita à Basílica São Pedro também recordou a relação histórica entre a Ordem Mercedária e o Ministério Petrino, presente desde sua confirmação pontifícia em 1235. Diante do túmulo do Apóstolo, os religiosos rezaram por toda a Família Mercedária e reafirmaram sua fidelidade à missão confiada pelo Evangelho.

Mercedários como “Peregrinos da Esperança”

A participação no Ano Jubilar reforça a convicção de que a missão da Ordem permanece atual diante dos desafios do mundo contemporâneo, especialmente onde há sofrimento, perseguição ou situações que ameaçam a dignidade e a fé cristã.

Como peregrinos da esperança, os Provinciais e o Governo Geral pediram a Deus que este Ano Santo seja fonte de renovação missionária, fraternidade e graça para todos os Mercedários espalhados pelo mundo.

Apresentação ao Papa Leão XIV – Campanha Redentora 2025-2026

Sua Santidade o Papa Leão XIV e seu servo, Pe. Leoncio Osvaldo Vivar Martínez, atualmente Superior Geral da Ordem das Mercês na Igreja, saúdam-no e expressam sua gratidão em nome dos meus confrades religiosos, membros do Conselho Geral, que me acompanham na animação da Ordem: Pe. Eduardo Navas Guerrero, Diretor do Secretariado da Vida Religiosa e Secretário Geral; Pe. Reginaldo Roberto Luiz, Postulador e Diretor do Secretariado da Pastoral Mercedária; Pe. Víctor Sundar Raj, Diretor do Secretariado das Vocações, Formação e Estudos; Pe. Damaso Masabo, Diretor do Secretariado de Animação e Economia, que não está presente por motivos alheios à sua vontade, mas gostaria de estar presente em tão importante encontro com Vossa Santidade. Queira aceitar as cordiais saudações e bênçãos de todos os religiosos da Ordem.

Gostaríamos de expressar nossa grande alegria e gratidão a Deus por sua eleição como sucessor de São Pedro, para guiar espiritualmente a Igreja Universal; para guardar, ensinar e difundir a fé cristã. Manifestamos nossa disposição de colaborar estreitamente com você, como afirmam nossas Constituições: “Seguindo São Pedro Nolasco e iluminados por seu carisma, nós, Mercedários, acreditamos que nossa missão redentora pertence à natureza da Ordem e a exercemos em nome da Igreja, a partir de uma íntima comunicação com Deus e de uma verdadeira encarnação nas necessidades da humanidade.”

Para cumprir esta missão, movidos pela caridade, consagramo-nos a Deus com um voto particular, chamado REDENÇÃO, em virtude do qual prometemos dar a nossa vida como Cristo deu a sua por nós, se necessário, para salvar os cristãos que correm o extremo perigo de perder a fé nas novas formas de cativeiro” (COM 13 e 14).

O voto de Redenção que professamos, além de continuar a exercê-lo por meio de diversas obras de misericórdia em diversas partes do mundo em relação à Igreja necessitada, desejamos continuar a visitar e libertar os cristãos perseguidos por sua fé, pois: “O espírito mercedário pressupõe fundamentalmente a descoberta de Cristo que continua a sofrer entre os cristãos oprimidos e cativos, em risco de perder a fé; e assume o compromisso concreto da caridade, colocando a própria vida a serviço desses irmãos e irmãs para que vivam a liberdade de serem filhos de Deus. Por isso, nós, mercedários, devemos ser fortes na fé, destacados na caridade e firmes na esperança do Reino de Deus” (COM 9).

Compartilhamos com Sua Santidade sua avaliação da perseguição aos cristãos, levando em consideração o “crescente assédio que sofrem em várias partes do mundo: são perseguidos, condenados e assassinados”, mensagem que Sua Santidade expressou na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, concluindo que: “Lamentavelmente, apesar do fim das ditaduras do século XX, a perseguição não terminou” (Papa Leão XIV, discurso durante a cerimônia na Basílica de São Paulo Fora dos Muros).

Para renovar especificamente nosso carisma fundacional, organizamos uma GRANDE MISSÃO REDENTORA, levando em consideração a perseguição aos cristãos no mundo, que, como sabemos, tem crescido enormemente. Em mais de 50 países, existe a dramática realidade da perseguição, do cativeiro e até do assassinato de cristãos que preferem morrer a renunciar à fé em Cristo como Redentor do mundo. É um fato real que hoje existem grandes mártires do nosso tempo. Como Mercedários, queremos ser uma resposta concreta a esta grande emergência global.

A missão redentora será realizada dentro da Ordem por meio da participação dinâmica de todas as Províncias, organizando e promovendo “Campanhas Redentoras” em preparação ao 800º aniversário da Confirmação Pontifícia da Ordem, realizada em 17 de janeiro de 1235, pelo Papa Gregório IX.

Rogamos a Deus que nos conceda a graça de continuar sendo um sinal profético do Reino de Deus, realizando nossa missão carismática com generosidade e alegria. Confiamo-nos à amorosa intercessão de nossa Mãe, a Virgem Maria da Misericórdia, de nosso Fundador, São Pedro Nolasco, e especialmente à bênção de sua santidade como sucessor de São Pedro.

Farol de Libertação: a Campanha Redentora da Ordem das Mercês em favor dos cristãos perseguidos

A Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês lança a Campanha Redentora 2025-2026, com o tema Farol de Libertação. O objetivo é unir a família mercedária em todo o mundo para apoiar cristãos perseguidos na Nigéria e na Síria, países que hoje vivem uma das situações mais graves de violência contra a fé.

A caridade sempre foi o coração da vida cristã. Desde os tempos apostólicos, os fiéis se uniam em coletas para ajudar comunidades em necessidade (cf. 2Cor 8,1-4). No século IV, Santo Ambrósio já afirmava que a Igreja deveria estar disposta a abrir mão até dos vasos sagrados para libertar os cativos.

Essa tradição ganhou nova força no século XIII, quando São Pedro Nolasco fundou a Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês. Inspirado por Cristo Redentor e pela Virgem das Mercês, ele dedicou sua vida e recursos para resgatar cristãos escravizados.

Desde então, a Campanha Redentora faz parte da identidade mercedária. Ao longo de séculos, frades e leigos se organizaram para arrecadar fundos, libertar prisioneiros e testemunhar a caridade redentora. Agora, às portas do Jubileu de 800 anos da Ordem (2035), essa missão se renova com novo vigor.

Por que falar em perseguição religiosa hoje?

Muitos pensam que a perseguição religiosa é apenas parte da história antiga. Mas a realidade é dura: em pleno século XXI, milhões de cristãos ainda sofrem discriminação, violência e até o martírio por professarem sua fé.

O Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), revela que em 61 países, onde vivem quase 5 bilhões de pessoas, a liberdade religiosa é violada. Governos autoritários, grupos extremistas e até mesmo pressões culturais impõem restrições, ameaças, sequestros e assassinatos.

Como dizia Tertuliano nos primeiros séculos: “O sangue dos mártires é semente de cristãos.” Essa verdade permanece viva hoje.

Nigéria e Síria: ataques contra comunidades cristãs

A Nigéria é um dos países mais atingidos pela perseguição. No Natal de 2023, mais de 300 cristãos foram assassinados em ataques coordenados a mais de 20 aldeias, muitas delas incendiadas. Mulheres, crianças e idosos foram mortos, e milhares perderam suas casas.

Os sobreviventes, agora deslocados, encontram refúgio na Igreja. Mas os relatos mostram um cenário devastador: padres e religiosas sequestrados, comunidades destruídas e jovens apedrejados até a morte apenas por causa da fé em Cristo.

Apesar disso, a fé resiste. Em meio à dor, as comunidades cristãs continuam se reunindo, celebrando e testemunhando esperança.

A guerra civil síria reduziu drasticamente a presença cristã no país. Em 2011, eram 1,5 milhão. Hoje, não passam de 250 mil. Regiões inteiras foram esvaziadas, e aldeias cristãs desapareceram sob a violência de grupos extremistas.

O cardeal Mario Zenari, núncio apostólico na Síria, descreveu com dor: “Estamos vendo a Igreja morrer.”

A tragédia síria não é apenas humanitária, mas espiritual: a presença cristã, que remonta aos tempos apostólicos, corre risco de desaparecer.

Farol de Libertação

Diante dessa realidade, a Ordem das Mercês lança a Campanha Redentora 2025-2026 com o tema Farol de Libertação.

O farol é símbolo de orientação e esperança: luz que atravessa a escuridão e aponta o caminho seguro. A Igreja, representada como a barca de Pedro, avança em meio ao mar revolto da perseguição, guiada pela luz do carisma mercedário.

A logo da campanha reúne elementos da tradição mercedária:

  • Cruz de Malta – sinal de fé, entrega e martírio;
  • Quatro barras vermelhas – memória do sangue derramado por Cristo e pelos mártires;
  • Mar revolto e luz que rompe as trevas – lembrança das provações e da vitória de Cristo.

Assim, cada religioso e devoto de Nossa Senhora das Mercês é chamado a ser um farol de libertação para os irmãos perseguidos na fé.

Como participar

A Campanha Redentora é um convite para todos:

  • Conhecer a realidade dos cristãos perseguidos;
  • Rezar pelos que sofrem por causa da fé;
  • Contribuir com doações que chegarão diretamente às comunidades na Nigéria e na Síria.

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De Brasília para o Mundo: O Encontro do Conselho de Provinciais da Ordem das Mercês

Entre os dias 21 e 25 de abril de 2025, Brasília foi palco de um importante encontro da Ordem de Nossa Senhora das Mercês: o Conselho de Provinciais, que reuniu os provinciais de oito províncias mercedárias, juntamente com o Mestre Geral, Frei Leoncio Osvaldo Vivar Martínez, O. de M., no Centro Cultural de Brasília, Asa Norte. O evento foi marcado por momentos de fraternidade, oração, reflexão e planejamento para o futuro da Ordem, em espírito de comunhão e corresponsabilidade.

Os provinciais presentes vieram das seguintes províncias: Quito, Peru, Argentina, México, Castilla, Brasil, Aragão e Chile. Ao longo dos dias, os frades se reuniram para refletir e dialogar sobre temas essenciais à vida e à missão mercedária, com destaque para a assessoria oferecida pelo Fernando Kuhn, da Congregação dos Claretianos, que abordou com profundidade o tema da identidade religiosa mercedária.

Além das sessões de trabalho, os participantes viveram momentos de espiritualidade e convivência. Um dos destaques do encontro foi o passeio cultural por diversos pontos turísticos da capital federal, guiado por Juan Luis Hermida Stefani. O itinerário incluiu visitas à Torre de TV, Memorial JK, Quartel General do Exército, Parque da Cidade, Santuário Dom Bosco, Catedral Metropolitana, Esplanada dos Ministérios, Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes, Ponte JK e Palácio do Itamaraty.

Na noite do dia 24, os frades participaram de uma Missa em sufrágio pela alma do Papa Francisco, celebrada na Paróquia Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora das Mercês, na Asa Sul. A celebração, profundamente comovente, foi presidida por Frei Leoncio e concelebrada pelos provinciais presentes.

Após a missa, um jantar cultural foi oferecido ao conselho, religiosos da comunidade local, irmãos maiores da ordem e amigos, enriquecido por apresentações vibrantes de capoeira e dança tradicional. O público foi agraciado com a energia contagiante da Escola do Mundo, sob a condução do Mestre Ligeirinho; do Grupo Raça, com os Mestres Aroeira e Fred Cachorrão; e do Grupo do Mestre Huguinho. Também houve a belíssima apresentação da quadrilha junina “Sabugo de Milho”, que encantou os presentes com sua coreografia e animação.

O encontro foi encerrado com gratidão e esperança, fortalecendo os laços entre as províncias e reafirmando o compromisso da Ordem das Mercês com sua missão redentora no mundo de hoje.

Frei Rafael Assunção: Liberdade e a Vocação

Após viver intensamente os dias de sua Profissão Solene e Ordenação Diaconal, Frei Rafael A. Assunção compartilhou conosco um depoimento sobre sua vocação e missão mercedária. Confira a seguir a síntese desse momento de graça e entrega.

Nos dias 7 e 8 de março de 2025, Frei Rafael A. Assunção, O. de M., viveu dois momentos cruciais de sua jornada vocacional: a Profissão Solene e a Ordenação Diaconal. Após essas celebrações, o frei compartilhou um depoimento pessoal, refletindo sobre a experiência e o significado desses momentos para sua vida e missão. “Vivi intensamente esses dois dias, 7 e 8 de março, datas importantíssimas para mim”, expressou ele, em um gesto de gratidão a Deus pela vocação recebida.

No dia 7 de março, Frei Rafael fez seus votos solenes, consagrando-se definitivamente a Deus e à Igreja. A celebração foi presidida pelo Mestre Geral da Ordem, Pe. Fr. Leoncio Osvaldo Vivar Martínez, O. de M., sucessor de São Pedro Nolasco. Para Frei Rafael, a Profissão Solene foi mais que um rito litúrgico; foi um ato de total entrega, renovando seu compromisso com o carisma mercedário.

A cerimônia teve grande significado espiritual. Frei Rafael destacou a missão de levar a liberdade aos cativos da fé, uma missão que ele abraça com fervor. “Levar a liberdade é um compromisso diário, é viver e testemunhar a liberdade, tanto física quanto interior”, refletiu. A celebração contou com a presença de familiares, amigos, religiosos e fiéis, que acompanharam com alegria o compromisso definitivo de Frei Rafael.

No dia 8 de março, Frei Rafael foi ordenado diácono por Dom Carlos Lema Garcia, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de São Paulo. O frei descreveu o momento como uma grande graça. “Foi um momento de intensa alegria poder reunir minha família e minha comunidade para render graças a Deus pelo dom da vocação”, compartilhou. Como diácono, Frei Rafael assume a missão de serviço, proclamando o Evangelho, auxiliando nos sacramentos e dedicando-se à caridade, enquanto se prepara para o sacerdócio.

Em seu depoimento, Frei Rafael falou também sobre a importância da liberdade. “A liberdade é um dom precioso que não pode ser tirado de ninguém”, afirmou ele, destacando o compromisso de levar a verdadeira liberdade aos outros. “É necessário ser visita e fazer visita”, disse, lembrando que a missão mercedária é também um convite à vivência da liberdade interior, além da física.

Frei Rafael também ressaltou o impacto do carisma mercedário no mundo e na Igreja. “O mundo precisa conhecer esse carisma, tão belo e desafiador”, afirmou, reconhecendo que a missão de liberdade que os mercedários abraçam é, ao mesmo tempo, uma responsabilidade e um chamado. Ele também lembrou as palavras inspiradoras do Mestre Geral, que comparou a missão de Moisés e São Pedro Nolasco com a sarça ardente, enfatizando a importância de aquecer os corações e conduzir o povo à liberdade.

Agora, após esses momentos de graça, Frei Rafael segue sua caminhada com renovado compromisso e esperança. Ele exercerá seu ministério em São Raimundo Nonato, no Piauí, com a missão de servir a Deus, à Igreja e aos mais necessitados. Com a intercessão de São Pedro Nolasco e a inspiração da Mãe das Mercês, ele se dedica ao exercício de seu ministério, levando a liberdade e a dignidade para aqueles que mais precisam. Sua vida consagrada é um testemunho de amor, liberdade e entrega a Deus, e ele nos convida a refletirmos sobre a liberdade em nossas próprias vidas, para que possamos, também, viver e compartilhar esse dom com o mundo.

Projeto Padaria Artesanal comemora um ano de transformação social no Distrito Federal

Nesta quinta-feira, 12 de dezembro, o Projeto Padaria Artesanal celebrou seu primeiro ano de atuação no Distrito Federal. O evento contou com a presença do Cardeal Dom Paulo Cezar Costa, da segunda-dama do Brasil, Lu Alckmin, do Diretor do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Tiago Emmanuel, e do pároco da Paróquia Sagrado Mercês, frei Elionaldo Silva, onde o projeto teve início.

Durante a cerimônia, o Cardeal Dom Paulo destacou a relevância da iniciativa, que tem parceria com a Arquidiocese de Brasília. “Este projeto trouxe a iniciativa de São Paulo para a capital da República e, logo no início do ano, nasceu a parceria com a Arquidiocese. Nós abrimos nossos espaços, e o projeto começou aqui na Paróquia Sagrado Mercês, expandindo-se para outras partes do Brasil. Muitas pessoas já foram qualificadas e hoje podem ganhar seu pão com o fruto do seu suor, dignificando suas vidas e contribuindo para o fortalecimento da sociedade”, afirmou.

Lu Alckmin ressaltou os planos de expansão do projeto, enfatizando o impacto positivo da capacitação profissional na geração de renda. “A ideia é continuar expandindo as ações da Padaria Artesanal para atender mais pessoas e transformar vidas por meio da capacitação e da geração de renda”, declarou.

O pároco Frei Elionaldo Silva também destacou a essência transformadora da iniciativa: “Este projeto trouxe novas formas de esperança e dignidade. Foi uma grande alegria para nós sediar este dia especial de uma iniciativa que ajuda tantas pessoas.” Ele ainda agradeceu ao Cardeal Dom Paulo, reconhecendo sua liderança à frente da Arquidiocese: “Hoje, completam-se quatro anos de seu pastoreio conosco. Este foi um dos primeiros ‘sins’ que ele deu aqui, entre tantos outros, promovendo a dignidade das pessoas e o bem da nossa Arquidiocese.”

Desde seu lançamento oficial em novembro de 2023, a Padaria Artesanal já capacitou mais de 2.100 pessoas em 41 localidades do Distrito Federal, do entorno e de outros estados brasileiros. O projeto oferece formação em panificação para moradores de regiões em situação de vulnerabilidade social, com aulas sobre higiene, valor nutricional dos alimentos e técnicas de produção de pães enriquecidos e livres de conservantes químicos. Como parte das comemorações de um ano, foi lançado o site oficial do projeto, desenvolvido em parceria com o IBICT. O endereço eletrônico, padariaartesanal.ibict.br.

Créditos: https://arqbrasilia.com.br/projeto-padaria-artesanal-comemora-um-ano-de-transformacao-social-no-distrito-federal/

Noite da Inspiração da Ordem das Mercês

Era a noite do primeiro para o segundo dia de agosto de 1218. Segundo as antigas crônicas, São Pedro Nolasco ponderava sobre a possibilidade de se retirar para um deserto. Durante suas orações, consultando a Deus, a Santíssima Virgem Maria apareceu-lhe, instruindo-o a não se retirar para a solidão, mas sim a fundar uma nova ordem religiosa. A Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês, teria como missão exercer caridade com os cativos, libertando-os da escravidão. A Virgem também indicou que ele deveria ser o primeiro a vestir o hábito branco da nova ordem.

São Pedro Nolasco conferiu sua visão com seu confessor São Raimundo de Peñafort e com o rei Dom Jaime I de Aragão, e ambos relataram ter recebido a mesma mensagem. Com o apoio do bispo de Barcelona, Dom Berenguer de Palou, e outros prelados, começaram as diligências para fundar a Ordem das Mercês. O nome da nova instituição, revelado divinamente, indicava claramente seu propósito: a redenção de cativos cristãos.

O evento da revelação da Santíssima Virgem a São Pedro Nolasco e outros envolvidos foi inicialmente de caráter privado. Poucas pessoas souberam no início, mas os efeitos dessa revelação deixaram marcas profundas na época de São Pedro Nolasco, perceptíveis até hoje. Uma nova devoção começou a honrar a Santíssima Virgem com a invocação da Misericórdia, e um grupo de homens heroicos, liderados por São Pedro Nolasco e movidos por essa devoção, dedicou-se a salvar seus irmãos cativos. Essa devoção e coragem foram o que mais impressionou a geração do século XIII.

A fundação da Ordem das Mercês foi um marco significativo na história da Igreja Católica. São Pedro Nolasco, estabeleceu uma rede de resgate que se estendia por toda a Europa e além, arrecadando fundos e negociando a libertação de cristãos escravizados pelos muçulmanos. A ordem cresceu rapidamente, recebendo apoio de diversas partes da sociedade medieval, incluindo nobres, comerciantes e clérigos.

A espiritualidade da Ordem das Mercês era profundamente enraizada na devoção à Virgem Maria, considerada a guia e protetora da missão redentora. O hábito branco dos mercedários simbolizava a pureza e a misericórdia, refletindo o compromisso com a libertação dos cativos e a caridade cristã. Ao longo dos séculos, a ordem continuou a evoluir, adaptando-se às necessidades de cada época, mas sempre mantendo a missão de redenção como seu núcleo central.

Hoje, a Ordem das Mercês mantém viva a chama da caridade e da misericórdia, trabalhando em diversas frentes para ajudar os necessitados e promover a justiça social. A noite de inspiração de São Pedro Nolasco permanece como um testemunho poderoso da fé e da dedicação à causa dos cativos, lembrando-nos da importância de agir em prol dos oprimidos e vulneráveis em nossa sociedade.

Santa Marta ensina-nos a cuidar, rezar e amar

Certamente você conhece essa passagem bíblica na qual Jesus chama atenção de Santa Marta:

“Respondeu-lhe o Senhor: Marta! Marta! Andas inquieta e te preocupas com muitas coisas. Entretanto, pouco é necessário ou mesmo uma só coisa; Maria, pois, escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada.”  (Lucas 10,41-42)

Contudo, temos o costume de ver o Evangelho de Lucas, em que Cristo adverte Marta sobre suas preocupações, apenas sob a lógica da dispersão. Porém, bem além da correção, Santa Marta é testemunha de quem busca viver um tripé evangélico do cuidado, da oração e do amor. 

Santa Marta e o cuidado com o lar

Imaginemos Santa Marta observando sua casa e sabendo que Jesus nela se encontra. Todos nós temos a sadia tendência  de desejar receber bem aqueles que amamos. E com Marta não foi diferente! Este cuidado expresso por ela nos recorda a importância do zelo com a casa familiar. Mas este cuidado doméstico também é oração e evangelização. Santa Marta expressa no interior deste evangelho o que o salmista afirma ao dizer: “o zelo por tua casa me consome” (Salmo 69,9). 

Portanto, neste primeiro momento, não podemos olhar para Marta como quem despreza o Cristo que a visita, mas como aquela que se consome pelo cuidado. Assim, o convite de Jesus, ao dizer que ela se preocupa com tantas coisas, é para que Santa Marta busque o justo equilíbrio através do essencial: a oração.

É necessário ao menos uma coisa…

Jesus fala a Marta de duas coisas: gerenciamento de tempo e concentração. Marta sabe cuidar do lar para amar os que por ele passam. Contudo, precisa aprender a dividir bem seu tempo para estar com os que ama, como, também, na oração, aprender a concentrar-se no Amado. 

Em Amoris Laetitia, o Papa Francisco afirma que se concentrar em Cristo é permitir que Ele unifique e ilumine toda a vida comum. E a união com Jesus na oração é a prova do equilíbrio cristão entre os afazeres do cotidiano que não deixam de ser missão e o cultivo da vida interior. Sendo assim, ao exortar Santa Marta de que apenas uma coisa lhe é necessária, Jesus a convida a estabelecer o ponto de partida da vida cristã que é a oração. E a partir deste ponto, exercer o cuidado e o serviço alcançado pela graça.

Conheça a Exortação Apostólica Amoris Laetitia sobre o amor na família

O que podemos aprender com Santa Marta

Com Marta, recebemos a certeza de que o Amor jamais nos será tirado. Sejam quais forem nossos esforços ou não, a boa parte jamais será privada da vida dos filhos de Deus. 

Além disso, o amor é também a feliz consequência de quem cuida e encontra com Cristo na oração. Em Jesus, o amor também é o remédio que pacifica todas as inquietações humanas. E é encontrando com o Amor que nossas preocupações se tornam esclarecidas e acalmadas.

Santa Marta está inquieta e preocupada, e aqui vemos outro lado deste evangelho: a preocupação nos dispersa. Talvez, junto ao cuidado do lar, estivesse também uma mulher querendo distrair-se diante de tantos problemas… E Jesus não a acusa ou culpa sua postura, mas aponta-lhe dois caminhos: a oração como necessidade, e o amor como conforto.

Santa Marta nos ensina a cuidar, rezar e amar e mostra-nos a determinação para encontrar o justo equilíbrio. Além disso, nos ensina o abandono na oração que gera um amor confortante capaz de fortalecer e pacificar o coração humano de todas as lutas e preocupações.

E, então, essa reflexão mudou algo em você? Então, compartilhe este texto para que mais pessoas façam essa experiência de mudança de mentalidade vivendo o tripé evangélico do cuidado, da oração e do amor que Jesus ensinou a Santa Marta. 

Reze esta oração à Santa Marta!

Ó gloriosa Santa Marta, entrego-me confiante em vossas mãos, esperando o vosso amparo. Acolhei-me sob a vossa proteção, consolai-me nos meus sofrimentos. 

Pela felicidade que tivestes em hospedar em vossa casa o Divino Salvador do mundo, consolai – me em minhas penas. Intercedei hoje e sempre por mim e por minha família, para que tenhamos o auxílio de Deus Todo-Poderoso nas dificuldades da nossa vida.

Suplico-vos, gloriosa santa, que em vossa grande bondade, me consigas especialmente a graça que ardentemente vos peço e que tanto preciso (fazer seu pedido).

Rogo-vos que me ajudeis a vencer todos os obstáculos que se apresentarem no meu caminho, com a mesma sinceridade e fortaleza que vós tivestes ao transpassar o dragão que tendes em vossos pés.

Santa Marta, rogai por nós. Amém.

5 conselhos bíblicos para encontrar amizades verdadeiras

Se até Jesus procurou amizades verdadeiras para andarem com Ele, imagina nós que temos a necessidade de conviver com outras pessoas e que fomos criados para estar em comunidade! Portanto, é comum estarmos sempre em busca de boas amizades. Além disso, amizades verdadeiras são um tesouro, e quem encontra um amigo é uma pessoa abençoada. 

Deus nos ensinava sobre a preciosidade da amizade já no Antigo Testamento ao dizer: “amigo fiel é proteção poderosa, e quem o encontrar, terá encontrado um tesouro. Amigo fiel não tem preço, e o seu valor é incalculável. Amigo fiel é remédio que cura, e os que temem ao Senhor o encontrarão” (Eclo 6,14-16).

Porém, fique alerta, pois nem todas as relações servem como uma boa amizade aos olhos de Deus. Precisamos ser sensatos e andar com pessoas que nos levam para o Céu, que nos inspiram atitudes santas. Logo, em um mundo de tantas enganações, precisamos escolher com sabedoria com quem andamos. 

Portanto, é na Bíblia, a Palavra de Deus, que achamos sábios conselhos que nos ajudam a avaliar e encontrar amizades verdadeiras. 

Reunimos 5 passagens que falam sobre isso. Continue a leitura!  

Para encontrar amizades verdadeiras é preciso ser leal

No livro de João, Jesus afirma que “não há maior amor do que dar a vida pelo amigo” (Jo 15,13). Portanto, a lealdade e a sinceridade são valores inegociáveis em uma amizade cristã. 

Um bom amigo não nos abandona em meio ao caos e às dificuldades. Ao contrário, amizades verdadeiras amam e doam sua vida pelo bem do outro, faz pelo amigo o que faria por si mesmo. Afinal de contas, é isso que Jesus nos pede: amai uns aos outros como Eu os amei (cf. Jo 13,34).

Uma amizade verdadeira faz o outro crescer 

“Perfume e incenso trazem alegria ao coração; do conselho sincero do homem nasce uma bela amizade” (Pr 27,9).

Muitos santos foram e tiveram bons amigos, como as amizades entre São Basílio e São Gregório ou São Francisco de Assis e Santa Clara. E certamente essas amizades foram o combustível que fizeram com que eles crescessem e seguissem firmemente o caminho do céu, alcançando a santidade. 

Portanto, amigos verdadeiros precisam instigar o melhor de nós, ser bons conselheiros e nos inspirar a sermos santos. 

Então, quando estiver fazendo uma nova amizade, ou avaliando as que já tem, observe quais os impulsos que ela os leva a ter, quais os conselhos esse amigo dá e se quando estão juntos, vocês seguem os princípios de Deus.

Amizades verdadeiras: reze um pelo outro 

A oração é a base de qualquer relacionamento, inclusive, e especialmente, a amizade. Afinal, a oração é um sinal de amor e generosidade, quando rezamos pelo outro, inclusive nós somos agraciados, mesmo sem esperar nada em troca.

“Depois que Jó orou por seus amigos, o Senhor o tornou novamente próspero e lhe deu em dobro tudo o que tinha antes” (Jó 42,10).

Portanto, para encontrar amizades verdadeiras esteja em oração. Reze a Deus por uma boa amizade e também reze pelos seus amigos, por aqueles que já tem e pelos que o Senhor está preparando. 

Amigos são amigos em todos os momentos

“Não é na prosperidade que se reconhece um amigo. Na prosperidade, até os inimigos são amigos, mas, na adversidade, até os amigos se afastam” (Eclo 12,8).

Observe quem está contigo, onde e quando. É nas adversidades que reconhecemos quem verdadeiramente gosta de nós e quer o nosso bem. 

E não se esqueça de ser amigo nas dificuldades. É comum reclamarmos que estamos sozinhos… Mas quando alguém precisa de nós, somos egoístas e ficamos fechados em nossas próprias preocupações. Portanto, sejamos nós aqueles que levam os outros para o céu!

E, por fim, em amizades verdadeiras não há abandono 

“Não abandones um velho amigo, pois o novo não o valerá. Vinho novo, amigo novo; é quando envelhece que o beberás com gosto” (Eclo 9,14-15).

Faça novos amigos, se empolgue com as alegrias de conhecer pessoas novas e diferentes, mas não se esqueça dos amigos verdadeiros que Deus já colocou em sua vida. 

E o óbvio: pessoas não são descartáveis e relacionamentos foram feitos para crescer e multiplicar. 

Lembre-se que, como diz Santa Teresa, as verdadeiras amizades são aquelas que “desejam ardentemente que o amigo tenha amor a Deus”. Portanto, baseie-se nesse princípio para encontrar bons amigos. 

Enfim, peça a Deus que, além de ter grandes e boas amizades, você também seja um bom amigo, alguém que leva o outro rumo à santidade. 

Santos Juninos: tradição, espiritualidade e evangelização

No Brasil, este mês é marcado pelas festas de três grandes santos juninos: Antônio de Pádua, João Batista e Pedro apóstolo. A tradição ganha os lares, o que faz dessa época uma oportunidade para reavivar a espiritualidade nos corações e evangelizar. 

Logo, no Nordeste do país, onde as comemorações têm mais força, bandeirolas coloridas já começam a ser penduradas pelas ruas no fim de maio, indicando que o mês dos Santos Juninos está chegando. 

E os festejos juninos estão entre as celebrações brasileiras mais populares, regado a comidas feitas à base de milho, fogos de artifício, novenas e brincadeiras. Por isso, separamos alguns destaques sobre a devoção aos grandes santos de junho.

Santos Juninos: Santo Antônio de Pádua (ou de Lisboa) – 13 de junho

Nascido por volta do ano de 1195, em Lisboa, em Portugal, Santo Antônio tinha o nome de batismo de Fernando Bulhões. Foi ordenado padre entre os Cônegos Regulares de Santo Agostinho e chegou a encontrar São Francisco de Assis e se transferiu para a Ordem dos Frades Menores.

Entre os brasileiros, é conhecido como o “fazedor de milagres”, o “santo dos pobres” e, principalmente, como o “santo casamenteiro“. Na história do Santo, se destacam o estudo da doutrina e o anúncio da Palavra nos grandes sermões que fazia. 

O “pãozinho de Santo Antônio”, distribuído em algumas igrejas e guardado em casa, para que não falte comida, também deve lembrar da necessidade do “Pão Espiritual”, a Eucaristia.

O “Martelo dos Hereges” morreu em Pádua, na Itália, no dia 13 de junho de 1231 e, menos de um ano depois, foi canonizado. Como preparação para sua festa, os devotos têm o costume de rezar a Trezena de Santo Antônio.

Santos Juninos:  24 de junho – São João Batista, o santo mais junino

Além do próprio Jesus e da Virgem Maria, João Batista é o único santo que tem o nascimento celebrado na liturgia da Igreja. É o Santo Junino mais conhecido e que, em boa parte dos casos, tem a maior festa.

Geralmente, as comemorações da data começam na véspera, na noite do dia 23, em torno da fogueira. A sabedoria popular narra que essas são acesas para lembrar uma fogueira feita por Santa Isabel, para anunciar à Maria o nascimento do filho.

Com um nome que significa “Deus dá a graça”, João teve a missão de preparar os caminhos do Senhor e os corações dos homens. Seu nascimento foi motivo de muita alegria para os pais que já tinham idade avançada, Zacarias e Isabel.

Nesta época, as quermesses e quadrilhas juninas podem ser uma forma de recordar a alegria desse nascimento. Os fogos, lançados no escuro, podem nos lembrar da missão que temos de levar a luz de Cristo a todos os lugares. E, claro, a participação na Santa Missa em honra à essa solenidade não pode ficar de fora.

Santos Juninos: 29 de junho – São Pedro

O dia de São Pedro e São Paulo marca o fim dos festejos juninos. Mas a festa segue até o último minuto, com fogueiras, comidas típicas, danças e procissões. Especialmente no Nordeste, os agricultores aproveitam a data para pedir chuva e uma boa colheita àquele que carrega a chave do Reino dos Céus.

Para os católicos, a solenidade é um convite a conhecer Cristo mais de perto e a professar, com fé, as mesmas palavras do primeiro Papa para Jesus: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo” (Mt 16,16).

Pedro também é um exemplo de que não é apenas possível, mas necessário, levantar após uma queda na caminhada com Deus. Afinal, aquele que negou Cristo, após se arrepender, honrou a missão de guiar a Igreja primitiva até o seu martírio.

No período junino, também acontece, em algumas cidades, a procissão de São Pedro e Bom Jesus dos Navegantes, geralmente em barcos que navegam por rios ou mares. 

Nessa ocasião, devemos lembrar do chamado à evangelização, a sair da comodidade e lançar as redes em águas mais profundas. “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens” (Mt 4,19).

As festividades de São João no Brasil 

O toque da sanfona indica que é São João no Brasil. Nos lares, uma boa música tocando, um bolo de milho na mesa ou uma imagem dos Santos Juninos já são suficientes para lembrar que chegou a época dessa festa tão popular. 

Que aproveitemos as fogueiras acesas em homenagem aos santos para reacender a chama do verdadeiro Amor em nossos corações. Um Amor que deve ser anunciado com a humildade de Santo Antônio, com a firmeza de São João Batista e o ânimo de São Pedro.