O Governo Geral e os Provinciais da Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês, reunidos na Cúria Geral em Roma para V Conselho de Provinciais, realizaram uma peregrinação à Basílica de São Pedro por ocasião do Ano Jubilar “Peregrinos da Esperança”, convocado pela Igreja.
O momento expressou a profunda comunhão da Ordem das Mercês com o caminho espiritual proposto pelo Papa para este Jubileu: um tempo de graça, conversão e renovação da esperança cristã. O Ano Santo convida todos os fiéis a fortalecerem sua fé e assumirem com novo zelo o compromisso com a misericórdia — dimensões centrais do carisma redentor da Ordem.
Um gesto de fé, unidade e fidelidade à Igreja
Durante a peregrinação, os mercedários atravessaram a Porta Santa, gesto característico do Ano Jubilar, que simboliza a abertura do coração à graça de Deus e o desejo de vida nova. Esse momento marcou profundamente a caminhada espiritual dos religiosos, que renovaram sua entrega a Cristo e seu compromisso de serviço à Igreja.
A visita à Basílica São Pedro também recordou a relação histórica entre a Ordem Mercedária e o Ministério Petrino, presente desde sua confirmação pontifícia em 1235. Diante do túmulo do Apóstolo, os religiosos rezaram por toda a Família Mercedária e reafirmaram sua fidelidade à missão confiada pelo Evangelho.
Mercedários como “Peregrinos da Esperança”
A participação no Ano Jubilar reforça a convicção de que a missão da Ordem permanece atual diante dos desafios do mundo contemporâneo, especialmente onde há sofrimento, perseguição ou situações que ameaçam a dignidade e a fé cristã.
Como peregrinos da esperança, os Provinciais e o Governo Geral pediram a Deus que este Ano Santo seja fonte de renovação missionária, fraternidade e graça para todos os Mercedários espalhados pelo mundo.
Sua Santidade o Papa Leão XIV e seu servo, Pe. Leoncio Osvaldo Vivar Martínez, atualmente Superior Geral da Ordem das Mercês na Igreja, saúdam-no e expressam sua gratidão em nome dos meus confrades religiosos, membros do Conselho Geral, que me acompanham na animação da Ordem: Pe. Eduardo Navas Guerrero, Diretor do Secretariado da Vida Religiosa e Secretário Geral; Pe. Reginaldo Roberto Luiz, Postulador e Diretor do Secretariado da Pastoral Mercedária; Pe. Víctor Sundar Raj, Diretor do Secretariado das Vocações, Formação e Estudos; Pe. Damaso Masabo, Diretor do Secretariado de Animação e Economia, que não está presente por motivos alheios à sua vontade, mas gostaria de estar presente em tão importante encontro com Vossa Santidade. Queira aceitar as cordiais saudações e bênçãos de todos os religiosos da Ordem.
Gostaríamos de expressar nossa grande alegria e gratidão a Deus por sua eleição como sucessor de São Pedro, para guiar espiritualmente a Igreja Universal; para guardar, ensinar e difundir a fé cristã. Manifestamos nossa disposição de colaborar estreitamente com você, como afirmam nossas Constituições: “Seguindo São Pedro Nolasco e iluminados por seu carisma, nós, Mercedários, acreditamos que nossa missão redentora pertence à natureza da Ordem e a exercemos em nome da Igreja, a partir de uma íntima comunicação com Deus e de uma verdadeira encarnação nas necessidades da humanidade.”
Para cumprir esta missão, movidos pela caridade, consagramo-nos a Deus com um voto particular, chamado REDENÇÃO, em virtude do qual prometemos dar a nossa vida como Cristo deu a sua por nós, se necessário, para salvar os cristãos que correm o extremo perigo de perder a fé nas novas formas de cativeiro” (COM 13 e 14).
O voto de Redenção que professamos, além de continuar a exercê-lo por meio de diversas obras de misericórdia em diversas partes do mundo em relação à Igreja necessitada, desejamos continuar a visitar e libertar os cristãos perseguidos por sua fé, pois:“O espírito mercedário pressupõe fundamentalmente a descoberta de Cristo que continua a sofrer entre os cristãos oprimidos e cativos, em risco de perder a fé; e assume o compromisso concreto da caridade, colocando a própria vida a serviço desses irmãos e irmãs para que vivam a liberdade de serem filhos de Deus. Por isso, nós, mercedários, devemos ser fortes na fé, destacados na caridade e firmes na esperança do Reino de Deus” (COM 9).
Compartilhamos com Sua Santidade sua avaliação da perseguição aos cristãos, levando em consideração o “crescente assédio que sofrem em várias partes do mundo: são perseguidos, condenados e assassinados”, mensagem que Sua Santidade expressou na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, concluindo que: “Lamentavelmente, apesar do fim das ditaduras do século XX, a perseguição não terminou” (Papa Leão XIV, discurso durante a cerimônia na Basílica de São Paulo Fora dos Muros).
Para renovar especificamente nosso carisma fundacional, organizamos uma GRANDE MISSÃO REDENTORA, levando em consideração a perseguição aos cristãos no mundo, que, como sabemos, tem crescido enormemente. Em mais de 50 países, existe a dramática realidade da perseguição, do cativeiro e até do assassinato de cristãos que preferem morrer a renunciar à fé em Cristo como Redentor do mundo. É um fato real que hoje existem grandes mártires do nosso tempo. Como Mercedários, queremos ser uma resposta concreta a esta grande emergência global.
A missão redentora será realizada dentro da Ordem por meio da participação dinâmica de todas as Províncias, organizando e promovendo “Campanhas Redentoras” em preparação ao 800º aniversário da Confirmação Pontifícia da Ordem, realizada em 17 de janeiro de 1235, pelo Papa Gregório IX.
Rogamos a Deus que nos conceda a graça de continuar sendo um sinal profético do Reino de Deus, realizando nossa missão carismática com generosidade e alegria. Confiamo-nos à amorosa intercessão de nossa Mãe, a Virgem Maria da Misericórdia, de nosso Fundador, São Pedro Nolasco, e especialmente à bênção de sua santidade como sucessor de São Pedro.
Era a noite do primeiro para o segundo dia de agosto de 1218. Segundo as antigas crônicas, São Pedro Nolasco ponderava sobre a possibilidade de se retirar para um deserto. Durante suas orações, consultando a Deus, a Santíssima Virgem Maria apareceu-lhe, instruindo-o a não se retirar para a solidão, mas sim a fundar uma nova ordem religiosa. A Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês, teria como missão exercer caridade com os cativos, libertando-os da escravidão. A Virgem também indicou que ele deveria ser o primeiro a vestir o hábito branco da nova ordem.
São Pedro Nolasco conferiu sua visão com seu confessor São Raimundo de Peñafort e com o rei Dom Jaime I de Aragão, e ambos relataram ter recebido a mesma mensagem. Com o apoio do bispo de Barcelona, Dom Berenguer de Palou, e outros prelados, começaram as diligências para fundar a Ordem das Mercês. O nome da nova instituição, revelado divinamente, indicava claramente seu propósito: a redenção de cativos cristãos.
O evento da revelação da Santíssima Virgem a São Pedro Nolasco e outros envolvidos foi inicialmente de caráter privado. Poucas pessoas souberam no início, mas os efeitos dessa revelação deixaram marcas profundas na época de São Pedro Nolasco, perceptíveis até hoje. Uma nova devoção começou a honrar a Santíssima Virgem com a invocação da Misericórdia, e um grupo de homens heroicos, liderados por São Pedro Nolasco e movidos por essa devoção, dedicou-se a salvar seus irmãos cativos. Essa devoção e coragem foram o que mais impressionou a geração do século XIII.
A fundação da Ordem das Mercês foi um marco significativo na história da Igreja Católica. São Pedro Nolasco, estabeleceu uma rede de resgate que se estendia por toda a Europa e além, arrecadando fundos e negociando a libertação de cristãos escravizados pelos muçulmanos. A ordem cresceu rapidamente, recebendo apoio de diversas partes da sociedade medieval, incluindo nobres, comerciantes e clérigos.
A espiritualidade da Ordem das Mercês era profundamente enraizada na devoção à Virgem Maria, considerada a guia e protetora da missão redentora. O hábito branco dos mercedários simbolizava a pureza e a misericórdia, refletindo o compromisso com a libertação dos cativos e a caridade cristã. Ao longo dos séculos, a ordem continuou a evoluir, adaptando-se às necessidades de cada época, mas sempre mantendo a missão de redenção como seu núcleo central.
Hoje, a Ordem das Mercês mantém viva a chama da caridade e da misericórdia, trabalhando em diversas frentes para ajudar os necessitados e promover a justiça social. A noite de inspiração de São Pedro Nolasco permanece como um testemunho poderoso da fé e da dedicação à causa dos cativos, lembrando-nos da importância de agir em prol dos oprimidos e vulneráveis em nossa sociedade.
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