O Governo Geral e os Provinciais da Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês, reunidos na Cúria Geral em Roma para V Conselho de Provinciais, realizaram uma peregrinação à Basílica de São Pedro por ocasião do Ano Jubilar “Peregrinos da Esperança”, convocado pela Igreja.
O momento expressou a profunda comunhão da Ordem das Mercês com o caminho espiritual proposto pelo Papa para este Jubileu: um tempo de graça, conversão e renovação da esperança cristã. O Ano Santo convida todos os fiéis a fortalecerem sua fé e assumirem com novo zelo o compromisso com a misericórdia — dimensões centrais do carisma redentor da Ordem.
Um gesto de fé, unidade e fidelidade à Igreja
Durante a peregrinação, os mercedários atravessaram a Porta Santa, gesto característico do Ano Jubilar, que simboliza a abertura do coração à graça de Deus e o desejo de vida nova. Esse momento marcou profundamente a caminhada espiritual dos religiosos, que renovaram sua entrega a Cristo e seu compromisso de serviço à Igreja.
A visita à Basílica São Pedro também recordou a relação histórica entre a Ordem Mercedária e o Ministério Petrino, presente desde sua confirmação pontifícia em 1235. Diante do túmulo do Apóstolo, os religiosos rezaram por toda a Família Mercedária e reafirmaram sua fidelidade à missão confiada pelo Evangelho.
Mercedários como “Peregrinos da Esperança”
A participação no Ano Jubilar reforça a convicção de que a missão da Ordem permanece atual diante dos desafios do mundo contemporâneo, especialmente onde há sofrimento, perseguição ou situações que ameaçam a dignidade e a fé cristã.
Como peregrinos da esperança, os Provinciais e o Governo Geral pediram a Deus que este Ano Santo seja fonte de renovação missionária, fraternidade e graça para todos os Mercedários espalhados pelo mundo.
Sua Santidade o Papa Leão XIV e seu servo, Pe. Leoncio Osvaldo Vivar Martínez, atualmente Superior Geral da Ordem das Mercês na Igreja, saúdam-no e expressam sua gratidão em nome dos meus confrades religiosos, membros do Conselho Geral, que me acompanham na animação da Ordem: Pe. Eduardo Navas Guerrero, Diretor do Secretariado da Vida Religiosa e Secretário Geral; Pe. Reginaldo Roberto Luiz, Postulador e Diretor do Secretariado da Pastoral Mercedária; Pe. Víctor Sundar Raj, Diretor do Secretariado das Vocações, Formação e Estudos; Pe. Damaso Masabo, Diretor do Secretariado de Animação e Economia, que não está presente por motivos alheios à sua vontade, mas gostaria de estar presente em tão importante encontro com Vossa Santidade. Queira aceitar as cordiais saudações e bênçãos de todos os religiosos da Ordem.
Gostaríamos de expressar nossa grande alegria e gratidão a Deus por sua eleição como sucessor de São Pedro, para guiar espiritualmente a Igreja Universal; para guardar, ensinar e difundir a fé cristã. Manifestamos nossa disposição de colaborar estreitamente com você, como afirmam nossas Constituições: “Seguindo São Pedro Nolasco e iluminados por seu carisma, nós, Mercedários, acreditamos que nossa missão redentora pertence à natureza da Ordem e a exercemos em nome da Igreja, a partir de uma íntima comunicação com Deus e de uma verdadeira encarnação nas necessidades da humanidade.”
Para cumprir esta missão, movidos pela caridade, consagramo-nos a Deus com um voto particular, chamado REDENÇÃO, em virtude do qual prometemos dar a nossa vida como Cristo deu a sua por nós, se necessário, para salvar os cristãos que correm o extremo perigo de perder a fé nas novas formas de cativeiro” (COM 13 e 14).
O voto de Redenção que professamos, além de continuar a exercê-lo por meio de diversas obras de misericórdia em diversas partes do mundo em relação à Igreja necessitada, desejamos continuar a visitar e libertar os cristãos perseguidos por sua fé, pois:“O espírito mercedário pressupõe fundamentalmente a descoberta de Cristo que continua a sofrer entre os cristãos oprimidos e cativos, em risco de perder a fé; e assume o compromisso concreto da caridade, colocando a própria vida a serviço desses irmãos e irmãs para que vivam a liberdade de serem filhos de Deus. Por isso, nós, mercedários, devemos ser fortes na fé, destacados na caridade e firmes na esperança do Reino de Deus” (COM 9).
Compartilhamos com Sua Santidade sua avaliação da perseguição aos cristãos, levando em consideração o “crescente assédio que sofrem em várias partes do mundo: são perseguidos, condenados e assassinados”, mensagem que Sua Santidade expressou na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, concluindo que: “Lamentavelmente, apesar do fim das ditaduras do século XX, a perseguição não terminou” (Papa Leão XIV, discurso durante a cerimônia na Basílica de São Paulo Fora dos Muros).
Para renovar especificamente nosso carisma fundacional, organizamos uma GRANDE MISSÃO REDENTORA, levando em consideração a perseguição aos cristãos no mundo, que, como sabemos, tem crescido enormemente. Em mais de 50 países, existe a dramática realidade da perseguição, do cativeiro e até do assassinato de cristãos que preferem morrer a renunciar à fé em Cristo como Redentor do mundo. É um fato real que hoje existem grandes mártires do nosso tempo. Como Mercedários, queremos ser uma resposta concreta a esta grande emergência global.
A missão redentora será realizada dentro da Ordem por meio da participação dinâmica de todas as Províncias, organizando e promovendo “Campanhas Redentoras” em preparação ao 800º aniversário da Confirmação Pontifícia da Ordem, realizada em 17 de janeiro de 1235, pelo Papa Gregório IX.
Rogamos a Deus que nos conceda a graça de continuar sendo um sinal profético do Reino de Deus, realizando nossa missão carismática com generosidade e alegria. Confiamo-nos à amorosa intercessão de nossa Mãe, a Virgem Maria da Misericórdia, de nosso Fundador, São Pedro Nolasco, e especialmente à bênção de sua santidade como sucessor de São Pedro.
A Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês lança a Campanha Redentora 2025-2026, com o tema Farol de Libertação. O objetivo é unir a família mercedária em todo o mundo para apoiar cristãos perseguidos na Nigéria e na Síria, países que hoje vivem uma das situações mais graves de violência contra a fé.
A caridade sempre foi o coração da vida cristã. Desde os tempos apostólicos, os fiéis se uniam em coletas para ajudar comunidades em necessidade (cf. 2Cor 8,1-4). No século IV, Santo Ambrósio já afirmava que a Igreja deveria estar disposta a abrir mão até dos vasos sagrados para libertar os cativos.
Essa tradição ganhou nova força no século XIII, quando São Pedro Nolasco fundou a Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês. Inspirado por Cristo Redentor e pela Virgem das Mercês, ele dedicou sua vida e recursos para resgatar cristãos escravizados.
Desde então, a Campanha Redentora faz parte da identidade mercedária. Ao longo de séculos, frades e leigos se organizaram para arrecadar fundos, libertar prisioneiros e testemunhar a caridade redentora. Agora, às portas do Jubileu de 800 anos da Ordem (2035), essa missão se renova com novo vigor.
Por que falar em perseguição religiosa hoje?
Muitos pensam que a perseguição religiosa é apenas parte da história antiga. Mas a realidade é dura: em pleno século XXI, milhões de cristãos ainda sofrem discriminação, violência e até o martírio por professarem sua fé.
O Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo, da Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), revela que em 61 países, onde vivem quase 5 bilhões de pessoas, a liberdade religiosa é violada. Governos autoritários, grupos extremistas e até mesmo pressões culturais impõem restrições, ameaças, sequestros e assassinatos.
Como dizia Tertuliano nos primeiros séculos: “O sangue dos mártires é semente de cristãos.” Essa verdade permanece viva hoje.
Nigéria e Síria: ataques contra comunidades cristãs
A Nigéria é um dos países mais atingidos pela perseguição. No Natal de 2023, mais de 300 cristãos foram assassinados em ataques coordenados a mais de 20 aldeias, muitas delas incendiadas. Mulheres, crianças e idosos foram mortos, e milhares perderam suas casas.
Os sobreviventes, agora deslocados, encontram refúgio na Igreja. Mas os relatos mostram um cenário devastador: padres e religiosas sequestrados, comunidades destruídas e jovens apedrejados até a morte apenas por causa da fé em Cristo.
Apesar disso, a fé resiste. Em meio à dor, as comunidades cristãs continuam se reunindo, celebrando e testemunhando esperança.
A guerra civil síria reduziu drasticamente a presença cristã no país. Em 2011, eram 1,5 milhão. Hoje, não passam de 250 mil. Regiões inteiras foram esvaziadas, e aldeias cristãs desapareceram sob a violência de grupos extremistas.
O cardeal Mario Zenari, núncio apostólico na Síria, descreveu com dor: “Estamos vendo a Igreja morrer.”
A tragédia síria não é apenas humanitária, mas espiritual: a presença cristã, que remonta aos tempos apostólicos, corre risco de desaparecer.
Farol de Libertação
Diante dessa realidade, a Ordem das Mercês lança a Campanha Redentora 2025-2026 com o tema Farol de Libertação.
O farol é símbolo de orientação e esperança: luz que atravessa a escuridão e aponta o caminho seguro. A Igreja, representada como a barca de Pedro, avança em meio ao mar revolto da perseguição, guiada pela luz do carisma mercedário.
A logo da campanha reúne elementos da tradição mercedária:
Cruz de Malta – sinal de fé, entrega e martírio;
Quatro barras vermelhas – memória do sangue derramado por Cristo e pelos mártires;
Mar revolto e luz que rompe as trevas – lembrança das provações e da vitória de Cristo.
Assim, cada religioso e devoto de Nossa Senhora das Mercês é chamado a ser um farol de libertação para os irmãos perseguidos na fé.
Como participar
A Campanha Redentora é um convite para todos:
Conhecer a realidade dos cristãos perseguidos;
Rezar pelos que sofrem por causa da fé;
Contribuir com doações que chegarão diretamente às comunidades na Nigéria e na Síria.
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Entre os dias 21 e 25 de abril de 2025, Brasília foi palco de um importante encontro da Ordem de Nossa Senhora das Mercês: o Conselho de Provinciais, que reuniu os provinciais de oito províncias mercedárias, juntamente com o Mestre Geral, Frei Leoncio Osvaldo Vivar Martínez, O. de M., no Centro Cultural de Brasília, Asa Norte. O evento foi marcado por momentos de fraternidade, oração, reflexão e planejamento para o futuro da Ordem, em espírito de comunhão e corresponsabilidade.
Os provinciais presentes vieram das seguintes províncias: Quito, Peru, Argentina, México, Castilla, Brasil, Aragão e Chile. Ao longo dos dias, os frades se reuniram para refletir e dialogar sobre temas essenciais à vida e à missão mercedária, com destaque para a assessoria oferecida pelo Fernando Kuhn, da Congregação dos Claretianos, que abordou com profundidade o tema da identidade religiosa mercedária.
Além das sessões de trabalho, os participantes viveram momentos de espiritualidade e convivência. Um dos destaques do encontro foi o passeio cultural por diversos pontos turísticos da capital federal, guiado por Juan Luis Hermida Stefani. O itinerário incluiu visitas à Torre de TV, Memorial JK, Quartel General do Exército, Parque da Cidade, Santuário Dom Bosco, Catedral Metropolitana, Esplanada dos Ministérios, Congresso Nacional, Praça dos Três Poderes, Ponte JK e Palácio do Itamaraty.
Na noite do dia 24, os frades participaram de uma Missa em sufrágio pela alma do Papa Francisco, celebrada na Paróquia Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora das Mercês, na Asa Sul. A celebração, profundamente comovente, foi presidida por Frei Leoncio e concelebrada pelos provinciais presentes.
Após a missa, um jantar cultural foi oferecido ao conselho, religiosos da comunidade local, irmãos maiores da ordem e amigos, enriquecido por apresentações vibrantes de capoeira e dança tradicional. O público foi agraciado com a energia contagiante da Escola do Mundo, sob a condução do Mestre Ligeirinho; do Grupo Raça, com os Mestres Aroeira e Fred Cachorrão; e do Grupo do Mestre Huguinho. Também houve a belíssima apresentação da quadrilha junina “Sabugo de Milho”, que encantou os presentes com sua coreografia e animação.
O encontro foi encerrado com gratidão e esperança, fortalecendo os laços entre as províncias e reafirmando o compromisso da Ordem das Mercês com sua missão redentora no mundo de hoje.
Nós, frades mercedários, estivemos reunidos em Capítulo Provincial entre os dias 06-12 de janeiro de 2024, na cidade de São Paulo – SP. Éramos 23 frades de diversas regiões do Brasil, inseridos em várias frentes de evangelização. Foi para nós uma oportunidade de nos encontrarmos como irmãos, unidos pelo carisma de São Pedro Nolasco, o qual continua a desafiar a humanidade a encontrar, em Cristo Redentor, a plena liberdade de filhos e filhas de Deus, empenhando-se para promover a justiça e a paz. O tema do nosso capítulo foi inspirado a partir do Sínodo da sinodalidade e pelo III Ano Vocacional da Igreja no Brasil: Vocação Mercedária e Sinodalidade: graça e missão, com lema: “Corações ardentes pés a caminho” (cf. Lc 24,32-33). Em torno desta temática vivenciamos: O Capítulo Provincial foi um processo de abertura ao Espírito Santo, buscando escutar de forma atenta e comprometida tanto o Evangelho como os irmãos, a realidade que nos abraça e os cativos – rosto mais próximo de Jesus Redentor. Em sintonia com nosso projeto Constitucional (COM 188, 2§) que indica que o Capítulo deve “examinar e decidir sobre a vida religiosa, vocações e formação, apostolado mercedário, governo e economia”, tivemos a oportunidade de avaliar a caminhada, identificar o presente e projetar com esperança o futuro. Recolhendo todas as contribuições num grande processo de escuta sinodal ouvimos frades, formandos e leigos de nossas comunidades. Dessa forma, construímos o projeto trienal, contemplando três eixos: vida fraterna, vocação e missão. Desejamos assim redescobrir o primeiro amor (Ap 2, 4b) sabendo que somos parte de um projeto comum “para organizar a esperança” em vista da missão redentora. Nossa Província tem identidade, um caminho já percorrido – com acertos e desafios – e busca revitalizar e ressignificar o carisma Mercedário em conversão permanente e em fidelidade criativa. Após a celebração do centenário da segunda vinda da Ordem ao Brasil, agradecemos a Deus os frutos deste grande labor missionário e apostólico. Finalizamos este VII Capítulo em clima de fraternidade e comunhão. Guiados pelo Espírito Santo, que faz arder os nossos corações e nos impulsiona a nos colocarmos a caminho, queremos continuar a ser portadores da boa nova da esperança e da liberdade nestas Terras de Santa Cruz e além-mar, por onde o Senhor nos enviar. Inspirados nas virtudes do grande Servo de Deus, Dom Inocêncio Lopez Santamaria, modelo de missão e coração ardente, suplicamos a benção de Deus para fazer frutificar tudo aquilo que foi semeado neste VII Capítulo da Província de São Raimundo Nonato.
Ao celebrarmos o Natal, somos convidados a refletir sobre o presente extraordinário que Deus nos concedeu em Seu Filho, Jesus Cristo. A luz que emana do presépio ilumina nossos corações, recordando-nos do amor infinito que Deus tem por cada um de nós.
Que a esperança, a alegria e a paz que o Natal nos traz estejam presentes em cada lar e em cada coração. Que a estrela de Belém guie nossos passos, nos conduzindo ao verdadeiro significado desta festa, onde encontramos a promessa da salvação e a manifestação do amor divino.
Expressamos nossos votos de que a fraternidade e a compaixão se espalhem como presentes, assim como os Magos levaram seus dons ao Menino Jesus. Que nossas ações diárias testemunhem a mensagem de Cristo, que veio ao mundo para nos resgatar e nos mostrar o caminho da verdadeira paz.
Neste Natal, que a luz do Salvador brilhe intensamente em nossos corações e nos guie ao longo do próximo ano. Que a celebração do Natal seja repleta de bênçãos e alegrias, unindo nossas comunidades em gratidão pelo dom da vida e da redenção.
Que o Menino Jesus, que nasceu humildemente em Belém, abençoe cada um de nós e ilumine o caminho à frente.
“O Senhor nos pede para recomeçar, todos os dias, em todos os projetos, sem cessar e sem desanimar”. Palavras do Santo Padre manhã deste sábado (07/5), no Vaticano, os participantes do Capítulo Geral da Ordem de Nossa Senhora das Mercês
O Santo Padre recebeu na manhã deste sábado (07/5), no Vaticano, os participantes do Capítulo Geral da Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Ao agradecer a presença dos sacerdotes e religiosas capitulares, Francisco referiu-se ao tema escolhido pela Assembleia, em plena sintonia com a origem mariana de sua vocação: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”. Trata-se de uma escolha significativa – disse – por ser um projeto que está prestes a ser implementado, do ponto de vista do serviço. De fato, os religiosos jamais devem esquecer que não há seguimento sem serviço, nem serviço sem a Cruz.
“Fazei tudo o que Ele vos disser!”
Por isso, disse Francisco, o primeiro pedido que Nossa Senhora faz a vocês, hoje, como membros do Capítulo Geral, é pôr-se à escuta. A situação atual pode ser comparada àquela do Evangelho, durante as Bodas de Caná: “Não têm mais vinho”. E explicou:
“Muitas realidades existentes hoje no mundo, na Igreja, na sua Ordem referem-se a esta falta: falta de esperança, de motivação, de soluções. Por isso, a Virgem os desafia a pôr-se à escuta! Mas, ouvir o que? Ouvir as vozes que só nos falam de modo negativo? As que só propõem soluções fáceis, programas complicados e repletos de erudição ou, talvez, as que nos oferecem soluções para um maior compromisso?”
Porém, o Papa diz que Maria também nos diz outra coisa hoje: “ela pede que seja Jesus a desafiar os nossos corações de modo novo, original, inesperado. Quem sabe se os servos de Caná também estivessem reunidos em capítulo e pensassem o que poderiam fazer. Provavelmente, algumas vozes suscitariam problemas, outras ofereceriam soluções viáveis, embora arriscadas, e ainda outras, talvez, recomendassem dispensar os convidados, diante da própria incapacidade de enfrentar a situação”.
No entanto, Jesus não responde a essas perguntas, mas propõe algo que, certamente, nenhum servo tinha pensado: encher as jarras de purificação e de água. Trata-se de um gesto interessante que o Papa propõe à consideração dos capitulares: Jesus não diz o que eles querem e que jamais teriam imaginado ouvir. Em primeiro lugar, devemos ouvir a Deus que fala através do irmão ou das circunstâncias.
Recomeçar todos os dias
As jarras de purificação, que serviram no início do banquete, nos convidam a retornar ao nosso primeiro amor, à fonte da nossa vida consagrada; requerem atenção diante da necessidade. As jarras esvaziadas devem ser enchidas, novamente, com o mesmo entusiasmo com que foram enchidas antes do banquete começar. O Senhor nos pede para “recomeçar, todos os dias, em todos os projetos, sem cessar e sem desanimar”.
O Papa conclui seu discurso aos capitulares Mercedários, com a exortação:
“Abramos nossos corações para acolher a surpresa que Jesus nos traz… Escutemos Maria e não nos deixemos surpreender pela voz que nos chama a encher as jarras, a entregar-nos ao serviço concreto e simples, essenciais para reconhecer uma obra, que não é nossa, mas de Deus. Em tudo, devemos “ser” como Ela, ao lado de Cristo aos pés da Cruz, no corpo sofredor dos pobres”
Sábado, 7 de maio, os Padres Mercedários reunidos em Roma em seu 17º Capítulo Geral foram recebidos em audiência pelo Papa Francisco, no Vaticano: um encontro particularmente importante para a Família Mercedária. Entrevistados pela Rádio Vaticano – Vatican News, os padres frei Reginaldo Roberto Luiz e frei John Londerry – respectivamente, conselheiro geral e provincial dos Padres Mercedários no Brasil – nos falam sobre este encontro com o Santo Padre, momento particularmente marcante do Capítulo
A Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês, mais conhecida no Brasil como Ordem dos Padres Mercedários, está realizando seu 17º Capítulo Geral. Iniciado no dia 30 abril, o Capítulo prosseguirá até este sábado, 14 de maio.
Sábado passado, dia 7, os padres capitulares – um grupo de trinta mercedários – foram recebidos em audiência pelo Santo Padre, no Vaticano. Um encontro particularmente importante no âmbito do Capítulo Geral da Ordem que em 2018 celebrou seu Ano jubilar pelos 800 anos dos Padres Mercedários.
Padre Frei Reginaldo Roberto Luiz
Entre os capitulares encontrava-se o padre frei Reginaldo Roberto Luiz, que é um dos conselheiros gerais da Ordem. Entrevistado pela Rádio Vaticano – Vatican News, ele nos diz, entre outras coisas, que “este encontro com o Papa Francisco foi para a Ordem Mercedária um momento de renovação”.
Padre Frei John Londerry
Outro capitular presente no encontro com o Papa foi o provincial dos Padres Mercedários no Brasil, padre frei John Londerry. Falando-nos sobre a mensagem que Francisco trouxe à família mercedária, destaca-nos, “entre muitas coisas preciosas – ressalta ele -, o fato de a gente diante das dificuldades não deixar-nos abater, mas olhar as dificuldades e a realidade com esperança, e recomeçar todos os dias”.
O provincial dos Padres Mercedários no Brasil, padre frei John Londerry, em entrevista concedida à Rádio Vaticano – Vatican News fala-nos sobre a celebração deste centenário da Família Mercedária em nosso país, a atualização do carisma da Ordem, os desafios pastorais e a realidade das vocações no Brasil. Destaca-nos, também, o grande trabalho de evangelização feito pelas irmãs mercedárias.
Ouça a entrevista ao provincial dos Mercedários no Brasil
Fundada em 1218 por São Pedro Nolasco, a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, mais conhecida no Brasil como Ordem dos Padres Mercedários, está vivendo este 2022 um ano muito especial em nosso país, porque está celebrando 100 anos de presença no Brasil.
Recentemente, a Ordem Mercedária celebrou em Roma seu 17º Capítulo Geral, realizado de 30 de abril a 14 de maio, durante o qual foi recebida pelo Papa Francisco. A assembleia capitular, em plena sintonia com a origem mariana da família mercedária, teve como tema “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
Um dos frades capitulares desta assembleia foi o provincial dos Padres Mercedários no Brasil, padre frei John Londerry. Entrevistado pela Rádio Vaticano – Vatican News, ele falou-nos, entre outros, sobre a celebração deste centenário, a atualização do carisma da Ordem, os desafios pastorais e a realidade das vocações no Brasil.
Ao apresentar-nos a Província dos Padres Mercedários no Brasil, padre frei John Londerry começa por destacar estes 100 anos de presença da Ordem Mercedária em terras brasileiras (ouça na íntegra clicando acima).
A história da Ordem dos Mercedários na Igreja começa com uma atitude de renúncia de um jovem que recebeu uma valorosa herança, cujo dinheiro usou unicamente em benefício do próximo.
Estamos falando de São Pedro Nolasco. Vamos conhecer sua história e a fundação da Ordem dos Mercedário na Igreja, cujos membros são conhecidos como freis ou frades mercedários.
Uma história de guerra e escravidão
Para compreendermos melhor como foi que tudo começou, precisamos voltar no tempo e olharmos para a realidade vivida por São Pedro Nolasco.
O jovem Pedro viveu em um tempo em que a Europa medieval vivia em guerras constantes, devido à expansão da cultura muçulmana que pretendia dominar o mundo.
Os cristãos precisavam lutar para defender sua fé, já que os árabes haviam tomado o Norte da África, grande parte da Espanha, o sul da França e a Sicília – região da Itália.
Além disso, os árabes sarracenos roubavam dos cristãos os alimentos, os animais, os metais preciosos e o dinheiro. E o mais absurdo: capturavam e prendiam mulheres, crianças e homens. Estes eram vendidos como escravos por um bom preço ou então eram usados como moeda de troca em transações comerciais.
Ao longo de mais de 600 anos, conflitos armados fizeram numerosos prisioneiros cristãos.
Ao mesmo tempo, nestes tempos, surgiram muitos hospitais fundados por Ordens Monásticas, além de centenas de instituições de caridade, que foram estabelecidas por confrarias da Igreja ou por fiéis leigos. O objetivo era sempre ajudar os cristãos cativos a se libertarem dos mulçumanos.
Um desses leigos que fez a diferença nesta dura e infeliz realidade foi o jovem São Pedro Nolasco.
Desde pequeno, São Pedro Nolasco foi caridoso
São Pedro Nolasco nasceu entre 1180 e 1882, em uma família de posses da França. Foi uma criança feliz, mas que amava o silêncio, o recolhimento e a oração.
Outra característica marcante que surgiu na sua infância, e que o acompanhou por toda a vida, foi a prática constante da caridade.
Dessa maneira, o pequeno Pedro Nolasco costumava ajudar com um prato de comida a todos que batiam à porta do castelo onde morava. E não foram poucas as vezes em que tirou o casaco do próprio corpo para entregar a uma criança que sofria com o frio por estar mal agasalhada, nas ruas.
Antes de tudo, para ele, o mais importante era socorrer o próximo, sem se importar consigo mesmo. E quando ele não tinha com o que ajudar, chorava de tristeza.
Na juventude, São Pedro Nolasco mudou-se com a família para a Espanha. Logo começou a acompanhar o pai na tarefa de vender mercadorias pelas cidades litorâneas. Foi então que ele se deparou com uma triste realidade que não apenas causou-lhe espanto, mas que mudou para sempre a sua vida.
Inúmeras vezes ele pôde testemunhar os maus tratos dos cristãos cativos que eram escravizados, negociados como mercadoria, ou mantidos como reféns dos muçulmanos. Pedro Nolasco desejou ardentemente poder ajudar esses irmãos na fé.
Uma herança de redenção
Porém, logo o jovem Nolasco perdeu seus pais e recebeu uma rica herança. Apesar da prática da caridade ser constante em sua vida, ele estava acostumado ao conforto do lar e a ter tudo o que sempre precisou.
Mas isso não o impediu de tomar uma atitude radical. Aqueles que o conheciam, certamente não se surpreenderam, porém para o mundo o que ele fez facilmente pode ser considerado como loucura.
Afinal, qual foi a atitude desse jovem? Pedro Nolasco, em 1203, com apenas 20 anos, começou a usar o dinheiro da sua herança para a redenção dos cativos. E para isso usou até as suas últimas moedas para comprar a libertação dos cristãos. Ele cuidava também para que esses cristãos não perdessem a fé.
Por meio da caridade que realizou, Pedro Nolasco queria configurar-se ao próprio Cristo. Visitou os cativos como Jesus visita, quis libertá-los como Jesus liberta.
Contudo, mesmo depois de 15 anos se dedicando a esse trabalho, Nolasco notou que o número de cristãos que eram feitos escravos só aumentava, dia após dia.
Mas, talvez o que ele não soubesse, é que foram esses 15 anos que permitiram a São Pedro Nolasco ser preparado por Deus para algo grandioso: fundar e cuidar de uma frondosa obra na Igreja, a Ordem dos Mercedários.
Ordem dos Mercedários na Igreja: o chamado
A história relata que na noite do dia primeiro de agosto de 1218, São Pedro Nolasco estava muito inquieto em seu coração. Angustiado com a situação dos cristãos cativos, ele sabia que deveria fazer algo a mais, por isso clamava por uma inspiração divina.
Foi então que Nolasco foi consolado pela Virgem Maria, que naquele momento foi também para ele portadora de um convite do próprio Deus. “É vontade do meu Filho e minha que fundes uma família religiosa para a redenção dos cativos cristãos”.
Assim, o Senhor desejava que São Pedro Nolasco continuasse o seu trabalho em favor da libertação dos cristãos cativos, porém, agora, a partir de uma Ordem Religiosa que ele deveria fundar.
Estamos falando da Ordem de Nossa Senhora das Mercês, também chamada de Ordem da Redenção dos Cativos ou ainda da Ordem dos Mercedários.
Para esta nova Ordem, São Pedro Nolasco teve o apoio do Rei Jaime de Aragão e do Bispo de Barcelona, Dom Berenguer Palau. Contudo, conta-se que também o Rei Jaime havia tido uma visão de Nossa Senhora na qual Ela lhe pedia a fundação de uma Ordem para cuidar dos cristãos detidos pelos muçulmanos.
Além disso, São Raimundo de Penaforte, o confessor de Pedro Nolasco, também o encorajou e o ajudou nesse processo.
O próprio São Pedro Nolasco foi o primeiro a ser investido com o escapulário mercedário da Ordem, branco, em homenagem à pureza da Virgem Maria. Também Dom Berenguer presenteou a nova Ordem dos Mercedários com a cruz da catedral de Barcelona. Já o Rei Jaime deu a Nolasco o brasão de armas da Coroa de Aragão.
Foi então a partir desses dois presentes que o fundador desenvolveu o escudo mercedário.
Confirmação Pontifícia da Ordem
A Ordem dos Mercedários surgiu na Igreja em 10 de agosto de 1218. Ela é fruto do amor heroico que o jovem Nolasco tinha pelos cristãos cativos que sofriam porque escolhiam não renunciar à própria fé.
Neste primeiro momento, a Ordem era uma comunidade restrita à Igreja de Barcelona, e ficava aos cuidados do bispo de Barcelona.
Contudo, em 1235, deu um grande passo recebendo a Confirmação Pontifícia da Igreja, o que a tornou unida diretamente com o bispo de Roma, ou seja, com o Papa na época Gregório IX.
Por meio da Confirmação Pontifícia, o Sumo Pontífice confirma aquilo que já existe na vida da Igreja.
Neste tempo, a Ordem dos Mercedários já havia crescido, possuindo 4 conventos e o Mestre Geral era o seu fundador, Pedro Nolasco.
O Carisma da Ordem dos Mercedários
O carisma é a identidade de uma Ordem religiosa e deve ser vivido por todos os seus membros.
As constituições da Ordem dos Mercedário determinam: “trabalhem – os frades – de bom coração e de boa vontade em visitar e libertar os cristãos que estão em cativeiro, e em poder dos sarracenos ou de outros inimigos de nossa fé”. Ou seja, este é o carisma dos Mercedários.
Portanto, ao fundar a nova Ordem dos Mercedários na Igreja, São Pedro Nolasco determinou que seus membros devem professar 4 votos. Porém, três deles são os mesmos professados por todas as instituições religiosas: o voto da pobreza, da castidade e da obediência. Já o voto professado exclusivamente pelos que escolhem a Ordem dos Mercedários para viver sua vocação na igreja é este:
“Todos os irmãos da Ordem devem sempre de bom grado estarem dispostos a abrir mão de suas vidas, se necessário for, como Jesus Cristo deu a sua por nós…”
Assim, deste quarto voto, a Ordem dos Mercedários conta, atualmente, com mais de 200 mártires reconhecidos pela Igreja.
800 anos da Ordem dos Mercedários na Igreja
Em 2018, a Ordem dos Mercedários completou 800 anos de existência. São 800 anos de uma linda história de redenção dos cativos cristãos.
Na ocasião do Ano Jubilar desse importante marco, a família mercedária foi recebida pelo Papa Francisco no Vaticano. Cerca de 125 religiosos e religiosas da Ordem, de mais de 30 países, tiveram a alegria de ouvir palavras de incentivo do Sumo Pontífice e receber a sua bênção.
Além do encontrou, o Santo Padre enviou uma carta para os Mercedários, com uma mensagem para este momento memorável, dirigida ao Mestre-Geral da Ordem. Nela, o Papa Francisco expressou:
“No rico patrimônio da família mercedária, iniciado com os fundadores e enriquecido pelos membros da comunidade que se sucederam com o decorrer dos séculos, convergem todas as graças espirituais e materiais que recebestes. Este depósito faz-se expressão de uma história de amor que se enraíza no passado, mas sobretudo se encarna no presente e se abre ao futuro, nos dons que o Espírito continua a derramar hoje sobre cada um de vós”.
O frei Reginaldo Roberto Luiz ressaltou que o encontro com o Papa foi uma ocasião de encorajamento aos Mercedários a continuarem seu trabalho apostólico de fronteira das periferias.
A Obra Redentora dos Mercedários
Ao longo desses 800 anos, o carisma redentor de Nolasco se espalhou pelo mundo. Assim, expandiu-se como a Igreja que sai para as periferias onde a liberdade continua a ser ameaçada, encarnando-se nestas tristes realidades, para promover caminhos de libertação.
Isso é fruto do Espírito Santo que, por meio dos Mercedários, se dispõe ao serviço das vítimas das mais diversas formas de escravidão. Os religiosos Mercedários levam a esses a salvação redentora de Deus Trino, que liberta e salva a todos de qualquer cativeiro e daqueles que desejam os obrigar a negar a fé cristã.
Contudo, a Ordem dos Mercedários realiza concretamente na Igreja, em todo o mundo, trabalhos em 7 classes pastorais. São elas: nas Paróquias, por meio da Pastoral Penitenciária, nos abrigos, nas escolas e projetos sociais, na Pastoral dos Migrantes e Refugiados e em Casas de Espiritualidade.
A Ordem dos Mercedários em terras brasileiras
Os primeiros religiosos Mercedários chegaram ao Brasil em 1639, em Belém do Pará e na Arquidiocese de São Paulo.
Desde então, os religiosos realizam um papel extremamente importante na evangelização.
O trabalho pastoral dos Mercedários é realizado em projetos educacionais e sociais com crianças e jovens em situação de exclusão social e vítimas do tráfico de drogas.
Igualmente são feitos atendimento a idosos e famílias carentes, além dos trabalhos com a Pastoral da Criança e da Sobriedade.
Nos dias atuais, os Mercedários estão presentes no Distrito Federal, em Belém do Pará, em São Paulo, no Rio de Janeiro, na Bahia, no Piauí e em Minas Gerais.
Dos Mercedários, o título de Nossa Senhora das Mercês
Foi da Ordem das Mercês, ou seja, dos Mercedários, que surgiu a invocação e o título “Virgem Maria das Mercês”. A palavra “mercê”, no século 13, era sinônimo de obra de misericórdia.
Tendo a Virgem Maria uma especial participação na fundação da Ordem, desde quando a solicitou a São Pedro Nolasco, é natural que os Mercedários dedicassem à Ela uma festividade própria.
Por isso, em 1600 os Mercedários receberam a permissão da Igreja para celebrar a festa da Natividade de Maria sob o título de Nossa Senhora das Mercês.
Anos depois, em 1616, concedeu-se à Ordem a celebração litúrgica da festa de Nossa Senhora das Mercês com textos próprios. E em 1696, seu culto estendeu-se para toda a Igreja graças ao Papa Inocêncio XII.
Por isso, o dia de Nossa Senhora das Mercês é 24 de setembro. Para os Mercedário, trata-se de uma importante solenidade precedida de vigílias, oitava privilegiada e ofício próprio.
Nossa Senhora das Mercês é a principal padroeira de Barcelona, cidade onde São Pedro Nolasco fundou a Ordem dos Mercedários.
A Oração a São Pedro Nolasco
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