Ontem, dia 13 de julho, celebramos solenemente uma eucaristia em ação de graças pelos 90 anos da criação da Paróquia de Nossa Senhora das Mercês em Ramos, no Rio de Janeiro. A celebração, presidida por Dom Antônio Luiz Catelan Ferreira, bispo auxiliar da Arquidiocese do Rio de Janeiro, teve início às 19h30.
As celebrações do Tríduo e da festa foram abertas por Dom Orani João Tempesta, O.Cist., Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, no dia 10, em uma eucaristia marcada por confraternização e ação de graças pelo caminho percorrido pela Paróquia de Nossa Senhora das Mercês.
Durante o tríduo e a festa, centenas de fiéis passaram pela igreja das Mercês, recebendo os sacramentos e vivenciando a dimensão comunitária de sua fé. Essa importante paróquia do Rio de Janeiro marca a história das Mercês no Brasil em seu centenário (1922-2022), pois dela surgiram três bispos mercedários, além de muitos ministros, evangelizadores, religiosos e leigos engajados no serviço evangelizador da Igreja no Brasil.
É digno de destaque o trabalho social realizado pelos religiosos mercedários ao longo dessas nove décadas, como a creche de São Pedro Nolasco no Morro do Alemão. As atividades sociais paroquiais sempre foram um sinal de esperança e novas oportunidades para muitas pessoas que buscaram auxílio em nossas obras e pastorais.
Representando o governo provincial, o Pe. Frei Rogério Soares, responsável pela pastoral na Província de São Raimundo Nonato, participou da festa e cumprimentou todos os paroquianos por fazerem parte dessa bela história das Mercês no Brasil, da qual a Paróquia de Nossa Senhora das Mercês de Ramos continua sendo uma referência icônica.
O Recanto Mercê em Alexânia-GO, é uma obra Mercedária que acolhe pessoas que desejam se libertar dos vícios decorrentes do uso, abuso ou dependência de drogas. Uma obra de misericórdia que nasceu por vontade Divina, para que seus filhos sejam livres, que tenham vida, e vida em abundância!
Diversas atividades são oferecidas: palestras; acompanhamento psicossocial; esporte e lazer; espiritualidade; monitoramento e avaliação de sua evolução ao tratamento.
O Recanto servirá de fonte de autoestima e também de autossustento aos internos. Os recuperantes poderão trabalhar nas plantações, tratar dos animais ou ainda realizar trabalhos artesanais
O Recanto propicia moradia, alimentação e outras necessidades básicas para que os acolhidos continuem firmes na caminhada para uma nova vida. Muitos cativos das drogas clamam pela redenção, e o Recanto Mercê é a resposta de Deus para a salvação desses que sofrem com as mazelas dos vícios.
Conheça mais sobre o Recanto Mercê neste vídeo e colabore você também com a missão de restaurar vidas!
Uma das forma de ajudar é financeira, enviando um PIX: Chave CNPJ: 34.292.938/0001-44 Ou através da conta bancária: Banco do Brasil Agência: 3478-9 Conta Corrente: 136692-0
Todos os anos, o dia 24 de setembro é uma grande celebração em cada local onde a Ordem Mercedária se faz presente, pois comemora-se a Solenidade de Nossa Senhora das Mercês, mãe e patrona dos mercedários.
Solenidade em Brasília-DF
Este ano, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus e Nossa Senhora das Mercês, em Brasília, celebrou a festa Mariana às 19h do dia 24, com a presença de uma comitiva da embaixada da República Dominicana, que tem Nossa Senhora das Mercês como patrona do país e com a embaixador do Gabão, do Congo Brazzaville e a embaixadora da Espanha de onde se origina a Ordem das Mercês.
A delegação Dominicana trouxe um quadro da primeira imagem das Mercês que entrou no continente americano no ano de 1492. Uma belíssima fac-símile de 500 anos.
Presidiu a Celebração Eucarística o pároco e Frei Rogério Soares, que também, ao final da celebração, coroou a imagem de Nossa Senhora das Mercês.
Toda celebração teve a transmissão ao vivo pelas redes sociais.
Após a missa, aconteceu uma quermesse com barracas típicas para celebrar esse dia festivo.
Assista a celebração da Missa a Nossa Senhora das Mercês
Como surgiu a devoção à Senhora das Mercês?
Sua origem aconteceu na passagem do dia primeiro para o dia dois de agosto de 1218, na ocasião da inspiração que levou o jovem Pedro Nolasco a fundar uma Ordem redentora: a Ordem de Nossa Senhora das Mercês para a redenção dos cativos cristãos.
Nesse momento a Virgem Maria das Mercês vem ao encontro do jovem comerciante Pedro Nolasco, que em sua oração buscava uma iluminação para dar continuidade ao seu trabalho redentor.
Pedro Nolasco e seus companheiros estavam resgatando cristãos desde 1203 dos cativeiros dos sarracenos e mouros. Entretanto, seus recursos haviam se exaurido, mas o desejo de dar a vida pelos cativos só aumentava em seu coração e nos corações de seus amigos.
A inspiração mariana que Pedro Nolasco recebeu, comunicando a vontade de Deus a seu respeito, foi tão profunda e forte que ele fundou uma Ordem com o auxílio do Bispo de Barcelona e do Rei de Aragão e deu a essa Ordem o nome da Santíssima Virgem.
Desta forma, Nossa Senhora tem um lugar especial na Ordem Mercedária e merece todas as homenagens que lhe prestamos todos os anos.
“O Senhor nos pede para recomeçar, todos os dias, em todos os projetos, sem cessar e sem desanimar”. Palavras do Santo Padre manhã deste sábado (07/5), no Vaticano, os participantes do Capítulo Geral da Ordem de Nossa Senhora das Mercês
O Santo Padre recebeu na manhã deste sábado (07/5), no Vaticano, os participantes do Capítulo Geral da Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Ao agradecer a presença dos sacerdotes e religiosas capitulares, Francisco referiu-se ao tema escolhido pela Assembleia, em plena sintonia com a origem mariana de sua vocação: “Fazei tudo o que Ele vos disser!”. Trata-se de uma escolha significativa – disse – por ser um projeto que está prestes a ser implementado, do ponto de vista do serviço. De fato, os religiosos jamais devem esquecer que não há seguimento sem serviço, nem serviço sem a Cruz.
“Fazei tudo o que Ele vos disser!”
Por isso, disse Francisco, o primeiro pedido que Nossa Senhora faz a vocês, hoje, como membros do Capítulo Geral, é pôr-se à escuta. A situação atual pode ser comparada àquela do Evangelho, durante as Bodas de Caná: “Não têm mais vinho”. E explicou:
“Muitas realidades existentes hoje no mundo, na Igreja, na sua Ordem referem-se a esta falta: falta de esperança, de motivação, de soluções. Por isso, a Virgem os desafia a pôr-se à escuta! Mas, ouvir o que? Ouvir as vozes que só nos falam de modo negativo? As que só propõem soluções fáceis, programas complicados e repletos de erudição ou, talvez, as que nos oferecem soluções para um maior compromisso?”
Porém, o Papa diz que Maria também nos diz outra coisa hoje: “ela pede que seja Jesus a desafiar os nossos corações de modo novo, original, inesperado. Quem sabe se os servos de Caná também estivessem reunidos em capítulo e pensassem o que poderiam fazer. Provavelmente, algumas vozes suscitariam problemas, outras ofereceriam soluções viáveis, embora arriscadas, e ainda outras, talvez, recomendassem dispensar os convidados, diante da própria incapacidade de enfrentar a situação”.
No entanto, Jesus não responde a essas perguntas, mas propõe algo que, certamente, nenhum servo tinha pensado: encher as jarras de purificação e de água. Trata-se de um gesto interessante que o Papa propõe à consideração dos capitulares: Jesus não diz o que eles querem e que jamais teriam imaginado ouvir. Em primeiro lugar, devemos ouvir a Deus que fala através do irmão ou das circunstâncias.
Recomeçar todos os dias
As jarras de purificação, que serviram no início do banquete, nos convidam a retornar ao nosso primeiro amor, à fonte da nossa vida consagrada; requerem atenção diante da necessidade. As jarras esvaziadas devem ser enchidas, novamente, com o mesmo entusiasmo com que foram enchidas antes do banquete começar. O Senhor nos pede para “recomeçar, todos os dias, em todos os projetos, sem cessar e sem desanimar”.
O Papa conclui seu discurso aos capitulares Mercedários, com a exortação:
“Abramos nossos corações para acolher a surpresa que Jesus nos traz… Escutemos Maria e não nos deixemos surpreender pela voz que nos chama a encher as jarras, a entregar-nos ao serviço concreto e simples, essenciais para reconhecer uma obra, que não é nossa, mas de Deus. Em tudo, devemos “ser” como Ela, ao lado de Cristo aos pés da Cruz, no corpo sofredor dos pobres”
Sábado, 7 de maio, os Padres Mercedários reunidos em Roma em seu 17º Capítulo Geral foram recebidos em audiência pelo Papa Francisco, no Vaticano: um encontro particularmente importante para a Família Mercedária. Entrevistados pela Rádio Vaticano – Vatican News, os padres frei Reginaldo Roberto Luiz e frei John Londerry – respectivamente, conselheiro geral e provincial dos Padres Mercedários no Brasil – nos falam sobre este encontro com o Santo Padre, momento particularmente marcante do Capítulo
A Ordem da Bem-Aventurada Virgem Maria das Mercês, mais conhecida no Brasil como Ordem dos Padres Mercedários, está realizando seu 17º Capítulo Geral. Iniciado no dia 30 abril, o Capítulo prosseguirá até este sábado, 14 de maio.
Sábado passado, dia 7, os padres capitulares – um grupo de trinta mercedários – foram recebidos em audiência pelo Santo Padre, no Vaticano. Um encontro particularmente importante no âmbito do Capítulo Geral da Ordem que em 2018 celebrou seu Ano jubilar pelos 800 anos dos Padres Mercedários.
Padre Frei Reginaldo Roberto Luiz
Entre os capitulares encontrava-se o padre frei Reginaldo Roberto Luiz, que é um dos conselheiros gerais da Ordem. Entrevistado pela Rádio Vaticano – Vatican News, ele nos diz, entre outras coisas, que “este encontro com o Papa Francisco foi para a Ordem Mercedária um momento de renovação”.
Padre Frei John Londerry
Outro capitular presente no encontro com o Papa foi o provincial dos Padres Mercedários no Brasil, padre frei John Londerry. Falando-nos sobre a mensagem que Francisco trouxe à família mercedária, destaca-nos, “entre muitas coisas preciosas – ressalta ele -, o fato de a gente diante das dificuldades não deixar-nos abater, mas olhar as dificuldades e a realidade com esperança, e recomeçar todos os dias”.
A Ordem dos Padres Mercedários esteve de 30 de abril a 14 de maio reunida em Roma em Assembleia capitular. Frades de 23 países representando mais de 150 comunidades e 160 paróquias espalhadas em várias partes do mundo avaliaram a caminhada da família mercedária, debateram e refletiram sobre os vários desafios em seu apostolado e, fiéis a seu carisma, renovaram seus compromissos de evangelização, escutando a voz do Senhor. A Rádio Vaticano – Vatican News ouviu o padre frei Reginaldo Roberto Luiz
Ouça a entrevista a padre frei Reginaldo Roberto Luiz
A Ordem de Nossa Senhora das Mercês, mais conhecida no Brasil como Ordem dos Padres Mercedários, concluiu no último sábado seu 17º Capítulo Geral, realizado em Roma de 30 de abril a 14 de maio. A Assembleia capitular, em plena sintonia com a origem mariana da família mercedária, teve como tema “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
O Capítulo Geral é sempre um momento particularmente importante na vida de uma congregação, instituto ou ordem religiosa, ocasião em que alguns de seus membros, representando as várias comunidades espalhadas nas diferentes realidades em que se encontram, fazem uma avaliação de sua caminhada, debatem e refletem sobre os vários desafios que se lhes apresentam em seu apostolado de evangelização e, a partir daí, traçam as linhas e diretrizes pastorais para os anos seguintes.
Durante o capítulo, os padres mercedários foram recebidos pelo Santo Padre no sábado, 7 de maio, no Vaticano, ocasião em que o Papa Francisco os encorajou a olhar as dificuldades e a realidade com esperança, e a recomeçar todos os dias.
Na reta final dos trabalhos capitulares, o padre frei Reginaldo Roberto Luiz, que é conselheiro geral, postulador geral e secretário geral de pastoral da Ordem dos Padres Mercedários, concedeu uma entrevista à Rádio Vaticano – Vatican News.
Inicialmente, frei Reginaldo falou-nos sobre como se estruturou este 17º Capítulo Geral e destacou-nos os temas candentes que nortearam os trabalhos capitulares (ouça na íntegra clicando acima).
O provincial dos Padres Mercedários no Brasil, padre frei John Londerry, em entrevista concedida à Rádio Vaticano – Vatican News fala-nos sobre a celebração deste centenário da Família Mercedária em nosso país, a atualização do carisma da Ordem, os desafios pastorais e a realidade das vocações no Brasil. Destaca-nos, também, o grande trabalho de evangelização feito pelas irmãs mercedárias.
Ouça a entrevista ao provincial dos Mercedários no Brasil
Fundada em 1218 por São Pedro Nolasco, a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, mais conhecida no Brasil como Ordem dos Padres Mercedários, está vivendo este 2022 um ano muito especial em nosso país, porque está celebrando 100 anos de presença no Brasil.
Recentemente, a Ordem Mercedária celebrou em Roma seu 17º Capítulo Geral, realizado de 30 de abril a 14 de maio, durante o qual foi recebida pelo Papa Francisco. A assembleia capitular, em plena sintonia com a origem mariana da família mercedária, teve como tema “Fazei tudo o que Ele vos disser”.
Um dos frades capitulares desta assembleia foi o provincial dos Padres Mercedários no Brasil, padre frei John Londerry. Entrevistado pela Rádio Vaticano – Vatican News, ele falou-nos, entre outros, sobre a celebração deste centenário, a atualização do carisma da Ordem, os desafios pastorais e a realidade das vocações no Brasil.
Ao apresentar-nos a Província dos Padres Mercedários no Brasil, padre frei John Londerry começa por destacar estes 100 anos de presença da Ordem Mercedária em terras brasileiras (ouça na íntegra clicando acima).
Dom Inocêncio López Santamaria, bispo que viveu no sertão do Piauí combatendo a fome, a seca e o analfabetismo, pode virar santo.
Uma equipe de Roma, contratada pela Ordem Mercedária do Brasil, exumou em fevereiro os restos mortais do religioso espanhol, que viveu por 27 anos no município de São Raimundo Nonato (a 517 km de Teresina). Santamaria morreu de câncer em 1958, aos 83 anos, em Salvador. Um dos milagres atribuído a ele seria um bebê que acordou do coma.
A exumação do corpo de dom Inocêncio faz parte do processo de beatificação e canonização autorizada pelo papa Francisco.
O bispo entra na lista de “servo de Deus” assim como Dom Helder Câmara, arcebispo de Recife (PE), Odete Vidal de Oliveira (Odetinha) e Zilda Arns. Todos vão passar por uma análise criteriosa da igreja Católica para serem beatos [se houver a confirmação de um milagre] e em seguida declarados santos [se comprovados dois milagres].
No Brasil, há seis religiosos canonizados. Outros 30 serão elevados a santos em outubro deste ano, conforme anunciou o Vaticano na última quinta (2). Se confirmado, dom Inocêncio será o 37º santo nacional.
Um Tribunal Eclesiástico foi instalado para investigar a vida de Dom Inocêncio que nasceu no dia 28 de dezembro de 1874, na aldeia de Sotovellanos, na província de Burgos, na Espanha.
Os restos mortais do bispo estavam enterrados dentro da catedral de São Raimundo Nonato, em frente ao altar. A cerimônia foi fechada e a catedral isolada.
Os especialistas em exumação do Vaticano encontraram intactos o anel do bispo, seu crucifico e o solidéu vermelho (boina em tecido).
Garrafa com água, uma surpresa
O Frei Rogério Soares, 37 anos, provincial da Ordem Mercedária do Brasil, que acompanha o processo de Dom Inocêncio, contou ao Cidadeverde.com que uma surpresa na exumação foi encontrar uma garrafa com água dentro da sepultura.
“Na ata constava que no sepulcro existia uma garrafa contendo papéis com breve relato de sua vida e quando abrimos a sepultura não encontramos nenhum texto, apenas uma garrafa com água. Isso foi uma grande surpresa”, conta o frei que acompanhou a exumação do corpo.
O próximo passo é levantar a história do bispo e coletar testemunhos de quem conviveu com dom Inocêncio. Cerca de 60 pessoas serão ouvidas, entre eles cinco padres vivos que conheceram o bispo. O processo, que será entregue ao Vaticano, deve durar mais de dois anos.
“A fama de santidade de dom Inocêncio permanece mesmo após 59 anos de sua morte. A sua principal característica é a humildade e a gentileza”, destacou Frei Rogério.
Construiu 28 escolas na zona rural
Dom Inocêncio chegou ao município piauiense em 1931 após andar por 12 dias a cavalo da Bahia ao interior do Piauí. Encontrou uma região em absoluto atraso. Sem energia elétrica, água potável, comunicação e nem estradas – que incluíve o impediu de tomar posse na cidade de Bom Jesus do Gurgueia. Por isso, ficou em São Raimundo Nonato. Frei Rogério Soares conta que Dom Inocêncio construiu mais de 28 escolas somente na zona rural de São Raimundo.
“O bispo tinha uma preocupação muito grande com a educação. Ele trazia professores para dar aula de latim, francês, música para a população pobre e acreditava que a cultura era também uma forma de desenvolvimento”.
Entre os documentos descobertos pelo Tribunal Eclesiástico estão cartas do bispo encaminhadas as autoridades pedindo ajuda para alimentação das famílias, estradas e água.
“Um dos testemunhos conta que Dom Inocêncio chegava a colocar dinheiro em um envelope e pedia alguém para pôr debaixo da porta da família que passava fome. Ele não entregava pessoalmente para evitar o constrangimento”, conta o Frei.
Com sua persistência e ajuda financeira de campanhas, foram construídas mais de 700 km de estradas, escolas em áreas rurais, poços, açudes e capelas entre 1931 a 1958.
Legado de santidade
O padre José Deusdará da Rocha, 75 anos, que foi aluno de Dom Inocêncio, conta que todos os consideravam santo mesmo em vida.
“O povo sempre teve uma devoção por ele e era visto antes de morrer como um santo. Quem conheceu Dom Inocêncio não conseguia se esquecer dele. Ele reunia duas qualidades raramente encontradas em uma só pessoa: a magnificência e a humildade”.
Segundo o padre Deusdará, o bispo era um intelectual e assumiu todos os costumes de São Raimundo Nonato. “Ele gostava muito de umbu e dizia que era a uva do Brasil. Era um homem de oração, não tinha palácio e morava com os outros padres e antecipou preocupação do Vaticano como o clero autóctone, formando vários padres na região”.
Frei Rogério Soares da Ordem Mercedária do Brasil
Quem também conviveu com Dom Inocêncio foi o padre José Herculano de Negreiros, 73 anos. Ele estuda o sacerdote há cerca de 50 anos e lançou o livro “Dom Inocêncio – o Piauí abriga um santo”.
“Ele era um santo em vida. Uma pessoa calma, meiga, sorridente e acolhedora. Recebia em sua residência desde bêbados a padres, visitava os doentes, os presos e era adorado pelas crianças. Foi um homem que se entregou por inteiro ao sacerdócio”, lembra o padre Herculano Negreiros, que também é da Ordem das Mercês.
No livro, o padre descreve Dom Inocêncio como um homem “determinado, obstinado e incansável”.
“Embrenhava em matas e caatingas expondo ao cansaço, a fome, a sede, e ao calor impiedoso…realizou um duro e austero trabalho humanitário, social e cultural na região”, descreve padre Herculano
Bebê acorda do coma
O bispo é venerado na região e seu túmulo recebe uma peregrinação de fiéis. Há pessoas que caminham descalços sobre o sepulcro em busca de cura para os pés e dores nas pernas.
O frei Rogério Soares informa que há relatos de milagres na região atribuída a intercessão de Dom Inocêncio. Dois casos são emblemáticos. Um aconteceu em outubro de 2016 quando um recém-nascido passou cinco dias em coma, sem temperatura corporal e sua tia, devota de Dom Inocêncio, fez orações pedindo intervenção do bispo e o bebê foi salvo.
Outra suposta graça envolve a recuperação de uma vítima de acidente de motocicleta ocorrido em 11 de março de 2008.
Trechos do livro de padre Herculano
Do alto clero em Madri a vida simples no Piauí
Filho de família pobre, Inocêncio López Santamaria nasceu no dia 28 de dezembro de 1874, na aldeia de Sotovellanos, na província de Burgos, na Espanha. Aos 15 anos foi para o seminário da Ordem de Nossa Senhora das Mercês no convento de Poyo, na Galícia.
Foi ordenado padre aos 22 anos. Sua vocação e dedicação se destacaram na igreja que foi designado vigário provincial e superior do convento de Madri. Dom Inocêncio chegou ao alto escalão e foi nomeado mestre geral da Ordem de Nossa Senhora das Mercês. Por 11 anos, ele morou em Roma. Com a dificuldade de encontrar sacerdote para ocupar o cargo criado em Bom Jesus do Gurgueia, no extremo Sul do Piauí, Inocêncio deixa Madri e com autorização do Papa Pio XI fez uma longa viagem até chegar a região considerada o polígono da seca. No País, ele funda a Congregação das Irmãs Mercedárias Missionárias do Brasil.
Uma característica marcante de Dom Inocêncio foi acreditar na superação da pobreza através da educação. Acometido com câncer no fígado, morreu em 9 de março de 1958, no Hospital Espanhol de Salvador, na Bahia. Era um bispo tão adorado que seu velório durou cinco dias passando por cidades da Bahia, Pernambuco até chegar em São Raimundo Nonato. Seu corpo foi sepultado no altar mor da catedral da cidade no dia 14 de março de 1958.
Contar a história inspiradora de São Pedro Nolasco de uma forma simples e atual a partir de uma narrativa poética. Esse foi o propósito de frei Elionaldo, com o livro Voto de sangue: a jornada de um jovem em busca de liberdade.
A obra detalha a trajetória do comerciante que, após de tornar órfão, usou o dinheiro recebido como herança para comprar a liberdade de cristãos cativos. Datada do fim do século XII, a atitude é um dos marcos que levaram à fundação da Ordem Mercedária, que tem Pedro Nolasco como patrono.
Ao longo de 58 páginas, frei Elionaldo destaca características da Ordem, traços da personalidade de São Pedro Nolasco, provocando o leitor a pensar sobre como a busca da liberdade que motivou o jovem religioso a mudar de vida se relaciona com cativeiros do tempo atual. A suavidade e a profundidade da poesia ajuda a estimulam reflexões sobre que é liberdade? E Como ser Livre?
O livro é o primeiro escrito por Frei Elionaldo Ecione e Silva, O.de M, que aposta na obra para tornar ainda mais conhecida a história de São Pedro Nolasco e mostrar como ela continua viva 800 anos após a criação da Ordem Mercedária. É também um convite a todos que se empenham para conquistar e manter a verdadeira liberdade: própria e do próximo.
Frei Elionaldo Ecione e Silva, O.de M
“De comerciante de telas e outras especiarias ele passa a negociar vidas, memórias, histórias e novas trajetórias de uma humanidade oprimida e opressora.”
Pontua o autor em um dos trechos do texto de apresentação.
No decorrer do livro, são evidenciadas características de São Pedro Nolasco como a coragem, a perseverança, a caridade e o heroísmo cristão. Tratado, não como personagem do passado mas como um paradigma de liberdade para os nossos tempos, Nolasco é descrito como “um homem aberto à ação de Deus e sensível às necessidades de sua época. Um jovem que busca a própria liberdade e a liberdade de seus irmãos cativos”.
Você pode adquiri o livro do Frei Elionaldo Ecione, O. de M. nas seguintes livrarias:
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