Dias dos namorados e Santo Antônio: qual a relação?

O dia dos namorados é uma data bem movimentada em todo o mundo. Porém, ela tem comemorações diferentes: 05 de fevereiro e 12 de junho. Além de contar com dois fortes intercessores: São Valentim e Santo Antônio. Conheça essa história!

Como surgiu o dia dos namorados

A origem do dia dos namorados é bem interessante e mais ainda que essa história está ligada à fé. Tudo começou no século III quando um bispo chamado Valentim realizou casamentos escondidos do Imperador Cláudio II, que queria os jovens na guerra.

Quando o Imperador descobriu, mandou executá-lo. Então, no século 7, o Papa Gelásio canonizou o padre Valentim e instituiu a data em 05 de fevereiro como o dia dos apaixonados em sua homenagem. Ou seja, o dia dos namorados é celebrado nesta data na maioria dos países.

Já no Brasil, a história é outra: O publicitário João Doria levou a data para o meio do ano porque precisava de um motivo especial para aumentar as vendas de uma loja que ele representava. A campanha conquistou o público e alavancou as vendas do comércio. 

Além disso, a solução de mudar para junho o dia dos namorados fez uma parceria perfeita com o dia de Santo Antônio, considerado o santo casamenteiro, comemorado no dia 13 de junho no calendário litúrgico. Vamos explicar o porquê dessa fama!  

Santo Antônio e o dia dos namorados

Santo Antônio foi um frade franciscano, do final do século XII, nascido em Portugal, mas viveu a maior parte de sua vida em Pádua, na Itália. Apesar de não falar especificamente sobre casamentos nos seus sermões, o santo fez mais do que pregar com relação a isso. 

Uma jovem pobre de Nápoles se ajoelhou aos pés da imagem do santo pedindo ajuda para conseguir um dote para casar. Diz a história que ela recebeu um bilhete indicando um comerciante para ajudá-la.

Mas que surpresa teve o comerciante: o bilhete dizia que ele desse a moça o peso do papel em moeda! Isso parecia bem simples, mas o peso chegou a 400 escudos de prata. E nessa hora, o comerciante se recordou que devia uma ajuda a Santo Antônio. Com o valor do dote conseguido, a moça casou-se.

Ainda existem outras histórias envolvendo o santo e casamentos. Por exemplo, uma jovem arremessou a imagem do santo pela janela com desgosto por não ser atendida em suas súplicas constantes. Mas a imagem atingiu um jovem que passava. Resultado: casaram-se.

Portanto, Santo Antônio conquistou a fama de casamenteiro! E são muitas as jovens que recorrem a ele através de novenas, trezenas, promessas e até fazem a imagem sofrer para alcançar um casamento. E o dia dos namorados conta, então, com esse bom intercessor.

Como celebrar sem comercializar!

Estar em um relacionamento é uma oportunidade de amadurecer. E se o namoro for cristão, então, é uma graça, porque há a presença de Deus para ensinar como viver e fazer cada coisa. Sendo assim, Jesus é a referência para todo relacionamento. 

E a gente comprova isso através do diálogo que Ele manteve com todos que se aproximaram. Ele era Deus, porém nunca se impunha, mas sempre dialogava. Foi assim com os apóstolos quando lhes perguntou: 

“E para vós, quem sou eu?” Da mesma forma com o cego: “Que queres que eu faça?” ou para Madalena: “Mulher, por que choras?”. Dessa forma, Ele nos ensina que o melhor do relacionamento é dialogar, conversar, saber do outro, ou seja, conviver, estar perto.

Por isso que o dia dos namorados não se limita ao comércio. Talvez o maior presente no mundo digital seja dar atenção consciente ao outro, sem interferências ou até mesmo presentes materiais. Sem esquecer, é claro, a comunhão com Deus.

Que tal esse subsídio: Livro sobre a Divina Providência é novo subsídio para a Pastoral do Dízimo – Dominus Comunicação

O Carisma Mercedário é para você, jovem!

O jovem é alguém que reflete o melhor da vida. Por isso, o Papa Francisco se refere a ele como alguém capaz de criatividade, alegria e ousadia, como na mensagem abaixo:

“Queridos jovens, precisamos de vocês, precisamos de sua criatividade, de seus sonhos e de sua coragem, de sua simpatia e de seus sorrisos, de sua alegria contagiante…” 

E ainda mais: 

“Hoje precisamos de jovens que […] mudem o mundo como Maria, levando Jesus aos outros, cuidando dos outros, construindo comunidades fraternas com outros, realizando sonhos de paz!”

Então, a juventude é um momento forte e feliz, e se torna ainda mais transformador quando se descobre o amor de Deus e se constrói uma vida pessoal e em sociedade mais sadia. 

Por isso, este post traz elementos importantes para ajudar o jovem a viver melhor a partir do carisma Mercedário, porque a espiritualidade Mercedária é uma arma forte para alcançar a liberdade de filhos de Deus. Confira!

São Pedro Nolasco foi um jovem ousado!

Você já ouviu sobre a história do fundador da Ordem Mercedária? Estamos falando do século XV, de um jovem comerciante, bem sucedido, que resolveu libertar os cristãos da escravidão dos mouros, que os sequestravam para trabalherem em suas terras.

Juntamente com alguns companheiros, Pedro utilizou seus próprios recursos para pagar o preço do resgate até decidir fazer desta nobre missão o sentido de sua vida! De fato, Nolasco tinha uma motivação acima do normal  para um jovem de sua época.

Contudo, essa ousadia contagiou outros e a missão transformou-se em uma vocação que se estruturou ao longo de mais de 800 anos, chamada Ordem Mercedária. O carisma que Pedro Nolasco fundou tinha como essência a libertação dos cristãos da escravidão dos mouros.

E hoje, o carisma permanece combatendo a escravidão e anunciando a liberdade de filhos e filhas de Deus, mas não apenas dos mouros e sim de todo projeto de escravidão que atente contra os direitos humanos em qualquer aspecto. 

Jovem, você deseja ser livre?

A liberdade é o anseio de todo jovem. Quando se tem 18 anos, o desejo de conhecer o mundo e aventurar-se é grande para a juventude. No entanto, que preço se paga quando não conhecemos os riscos que o mundo oferece? Na verdade, um valor muito alto.

Por isso, a busca por liberdade precisa de assessoria, ou seja, de instrumentos que protejam o jovem e digam o caminho que ele pode seguir. Um desses instrumentos é a espiritualidade que significa, em resumo, relacionamento com Deus.

Então, vamos nos espelhar na Ordem Mercedária, que aprendeu com seu fundador três práticas fundamentais para viver bem a juventude, sem perder a alegria, a coragem e a criatividade. São elas: a oração, a devoção mariana e o serviço aos irmãos.

Logo, o jovem que vive essas três práticas com constância tem os passos firmes na busca pela liberdade, porque traz consigo princípios do evangelho como o amor, a fraternidade e o serviço, graças que a oração produz no coração, além da proteção divina. 

Conheça o Movimento juvenil Mercedário!

Ao longo de vários séculos, muitos jovens descobriram, na espiritualidade mercedária, um caminho para viverem felizes! Não é à toa que eles estão espalhados em muitos lugares, seja nas paróquias, nas escolas, nos encontros e em projetos que priorizam a vida! 

Em um desses grupos, jovens de El Salvador adotaram como lema de sua missão juvenil a frase “Free to Release”. Sabendo da importância de ser jovens livres para ajudar outros a se libertarem das correntes que os impedem de seguir em frente. Isso é a juventude mercedária: ser livre para libertar!

Juntamente com outros jovens, eles organizam acampamentos, realizam reuniões semanais, refletem a Palavra de Deus, engajam-se na paróquia, organizam atividades de assistência social, em clima de amizade, diversão, criatividade e responsabilidade. 

Ainda contam com a proteção materna de Nossa Senhora das Mercês e de São Pedro Nolasco! Realmente, há um caminho de liberdade aberto para o jovem que deseja viver muito tempo e contar histórias fascinantes para os que virão depois dele!

Conheça um amigo e protetor dos jovens: São Pedro Armengol: o padroeiro dos jovens em perigo!

Dia mundial do meio ambiente: Dicas do Papa Francisco para o cuidado com a Criação

O Dia Mundial do Meio Ambiente não pode ser apenas um tributo à natureza. Mas um momento de comprometer a humanidade, ou melhor, não apenas uma parcela de pessoas que se preocupam com o futuro do planeta, mas todos com a preservação da natureza.

Assim como fizeram os países que assinaram um acordo histórico de biodiversidade da ONU. O acordo tem por finalidade conservar 30% das áreas de terra e da água disponíveis no planeta até 2030, porque se não cuidarmos do planeta, não teremos casa no futuro!

E o Papa Francisco nos ajuda nesta educação da consciência a respeito desse assunto, através da Carta Encíclica Laudato Si. Segundo ele, a Igreja sempre esteve atenta às mudanças climáticas e à preservação da natureza.

Mas também ele contou com as orientações de diversos estudiosos sobre esse assunto. Contudo, não é apenas a ciência que resolve todos os problemas, é preciso sensibilidade, humanidade, e ele cita São Francisco como belo modelo para cuidar da natureza: 

“Acho que Francisco é o exemplo por excelência do cuidado pelo que é frágil e por uma ecologia integral, vivida com alegria e autenticidade.”  (LS 10)

Então, vamos nos sensibilizar, mas também acolher a proposta educadora do Santo Padre sobre um tema fundamental de quem depende a existência das futuras gerações.

O Dia Mundial do Meio Ambiente – quando e por quê?

Embora a primeira celebração mundial do Meio Ambiente tenha acontecido em 5 de junho de 1974, a data tem sua origem dois anos antes, em 1972, quando a ONU a designou como Dia Mundial do Meio Ambiente, na Conferência em Estocolmo – Suécia.

Justamente este ano (2023) é o 50º aniversário da comemoração. E tem como tema “Combate à poluição plástica” para alertar sobre a crescente produção e descarte indevido de embalagens plásticas que afetam o meio ambiente como um todo, eis o porquê!

E a Costa do Marfim e os Países Baixos são anfitriões da celebração neste ano. Em todo mundo acontecem eventos para conscientizar a população sobre a importância da preservação e uso sustentável do meio ambiente em equilíbrio com as necessidades humanas e combate à pobreza. Eis mais uma motivação para esta comemoração!

Segundo a ONU, mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas a cada ano em todo o mundo e menos de 10% é reciclado. Os microplásticos, pequenas partículas de plástico de até 5 mm de diâmetro, acabam em alimentos, água e ar. O plástico descartado ou queimado prejudica a saúde humana, a biodiversidade e polui todos os ecossistemas.

O Papa Francisco e o Dia Mundial do Meio Ambiente

“O urgente desafio de proteger a nossa casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projecto de amor, nem Se arrepende de nos ter criado.” (LS 14)

O trato com o Meio Ambiente é um assunto recorrente e urgente! Para tanto, muitos Papas já falaram sobre esse assunto e não seria diferente com o Papa Francisco. Por isso, em 2015, ele lançou a encíclica Laudato Si que significa “Louvado sejas”, uma citação do Cântico das Criaturas de São Francisco de Assis.

Primeiramente, o documento trata do cuidado com o meio ambiente e com todas as pessoas, bem como de questões mais amplas da relação entre Deus, os seres humanos e a Terra. O subtítulo da encíclica, “Sobre o Cuidado da Casa Comum”, reforça esses temas citados. 

E as mudanças climáticas? Elas são um dos temas mais fortes associados à Laudato Si. Mesmo porque a encíclica fala em detalhes sobre a necessidade ética e moral que todos têm de enfrentá-las, porque a ameaça da crise climática se tornou mais grave desde a publicação da carta.

Por isso, de forma resumida, vamos apresentar alguns tópicos da Laudato Si, a partir dos seus seis capítulos, que nos ajudarão a refletir sobre ações concretas em benefício do Dia Mundial do Meio Ambiente.

1. Casa Comum

Já no título do documento, o Papa Francisco apresenta uma ideia forte, chama o planeta de Casa Comum. Ele diz: “recordava-nos que a nossa casa comum se pode comparar ora a uma irmã, com quem partilhamos a existência, ora a uma boa mãe, que nos acolhe nos seus braços” (LS, 1). 

No planeta, habitam os seres humanos e todo o conjunto da criação em profunda relação com o ser humano: “O nosso corpo é constituído pelos elementos do planeta; o seu ar permite-nos respirar, e a sua água vivifica-nos e restaura-nos” (LS, 2). 

Portanto, cuidar do planeta é cuidar da casa que abriga nossa existência. Essa é a ideia do Dia Mundial do Meio Ambiente, logo olhemos todo o ecossistema, com sua fauna e flora, como o lugar que precisa de nossa atenção e ação concreta.

2. “O Evangelho da Criação” 

O capítulo dois traz a história da criação do livro do Gênesis, quando Deus presenteia o homem com a terra e tudo o que nela contém, mas orienta sobre o cultivo responsável e a proteção à natureza.

Mas esse presente é mal interpretado e o homem passa a dominar a natureza, manipulá-la e se afasta da relação harmônica com ela. Essa relação precisa de uma nova orientação a fim de que a própria natureza não pareça inimiga do homem que a violou. 

3. “A Raiz Humana da Crise Ecológica” 

O capítulo três explora tendências sociais e ideologias que causaram problemas ambientais. Estes incluem o uso irrefletido da tecnologia, um impulso para manipular e controlar a natureza, uma visão dos seres humanos como separados do meio ambiente, teorias econômicas de foco estreito e relativismo moral.

Logo, é preciso refletir sobre os limites do progresso para que o Dia Mundial do Meio Ambiente produza mudanças de comportamentos, começando pelos responsáveis pelas nações.

4. “Uma Ecologia Integral” 

O quarto capítulo apresenta a principal solução da encíclica para os problemas sociais e ambientais em curso. A ecologia integral afirma que os humanos são parte de um mundo mais amplo e exige “soluções integrais que considerem as interações dos sistemas naturais entre si e com os sistemas sociais” (LS 139). 

Embora o estudo dos ecossistemas esteja bem presente na ciência da ecologia, a ecologia integral expande esse conceito para incluir as dimensões éticas e espirituais de como os seres humanos devem se relacionar uns com os outros e com o mundo natural – com base na cultura, família, comunidade, virtude, religião e respeito pelo bem comum.

5. “Algumas Linhas de Orientação e Ação” 

O quinto capítulo aplica o conceito de ecologia integral à vida política. Pede acordos internacionais para proteger o meio ambiente e ajudar os países de baixa renda; novas políticas nacionais e locais; tomadas de decisão inclusivas e transparentes; e uma economia orientada para o bem de todos.

Há neste capítulo uma grande responsabilidade dos governantes no investimento educacional sobre o meio ambiente. Não basta falar sobre o assunto entre paredes, é preciso que chegue nas escolas, nos lares, no lazer e alcance todas as faixas etárias.

6. “Educação e Espiritualidade Ecológicas” 

Por fim, esse tema conclui a encíclica com aplicações à vida pessoal; recomenda um estilo de vida focado menos no consumismo e mais em valores atemporais e duradouros; propõe educação ambiental, alegria no ambiente de cada um, amor cívico, recepção dos sacramentos.

E principalmente uma “conversão ecológica” na qual o encontro com Jesus leva a uma comunhão mais profunda com Deus, com as outras pessoas e com o mundo natural.

A Laudato Si é um código de ética ambiental

De fato, o Dia Mundial do Meio Ambiente deseja fomentar o trabalho generoso em benefício do planeta e uma comunhão de atitudes pessoais e comunitárias entre os seres humanos em vista do futuro de todos.

E sem dúvida, a Laudato Si nos ajuda a compreender isso. Após várias reflexões, o Papa Francisco termina com a oração pela nossa terra! No entanto, uma oração comprometida com a mudança de atitudes, com a valorização do planeta e com o bem-estar uns dos outros.

Escute a nossa playlist ao Espírito Santo

O Espírito Santo é a alma da Igreja! Assim afirmava o Papa Leão XIII na encíclica DIVINUM ILLUD MUNUS (09 de maio de 1897). E naquele dia de Pentecostes, o Espírito Santo mostrou-se pela primeira vez aos olhos dos homens, manifestando seus dons no corpo místico de Cristo.

Sendo assim, celebrar Pentecostes é celebrar a alegria de uma humanidade renovada. É vislumbrar uma realidade celeste onde todos seremos um, e, entre cantos de júbilo, celebraremos para sempre o nosso Deus.

Por isso, uma alma cheia do Espírito Santo manifesta a experiência de encontro com Deus. Ou seja, não há melhor forma de expressarmos esse gozo e essa alegria senão através do canto.

Quem não conhece a história de Davi? Quando cantamos expressamos melhor as nossas emoções, a verdade em nossa alma. E assim como o Rei Davi (II Samuel 22), através do louvor reconhecemos o poder de Deus e manifestamos nossa gratidão por todo o bem que Ele nos faz.

Por isso, ao celebrarmos Pentecostes, o Espírito Santo nos faz exultar e cantar alegremente, louvando e bendizendo as maravilhas do Espírito em nosso meio.

As nossas palavras e orações faladas alcançam o coração de Deus, mas sem dúvidas, como dizia sabiamente Santo Agostinho: “Quem canta reza duas vezes”.

A música e os cristãos

A música sempre esteve presente na sociedade e, de forma mais especial, na história dos cristãos. A própria bíblia traz o livro dos Salmos como um de seus maiores livros.

De tal maneira, que foi cantando que Santa Cecília, a padroeira dos músicos, caminhou para seu martírio. Também foi por meio da música que Santo Agostinho sentiu-se atraído a entrar em uma igreja. E, hoje, é pela música que muitos abrem o coração a uma experiência verdadeira com Deus.

A música consegue tocar no mais íntimo de nossa alma, e ali produzir seus frutos. Ou seja, quando se trata de uma música sacra conseguimos facilmente perceber que ela potencializa a força da Palavra de Deus.

A Palavra de Deus e as orações parecem atingir com mais profundidade a nossa alma quando acompanhada de uma melodia e composição musical.

Música e intimidade com o Espírito Santo

Como cristãos, somos responsáveis por fazer com que nossa Igreja seja conhecida e amada, ou seja, em manifestar a presença do Espírito Santo que habita no meio da Igreja, corpo de Cristo.

Com isso, tão importante é a música, desde os primórdios da Igreja, que ela sempre esteve presente para levar os homens a mais profunda harmonia com Deus.

O que falar dos cantos gregorianos milenares em nossa Igreja, utilizados para aprofundar a espiritualidade cristã? E os diversos cantos em latim que sempre abrilhantaram a liturgia e conferiram maior sacralidade ao rito da Missa?

Ora, não foi em vão que Deus concedeu a Davi essa missão:

“E sempre que o espírito mau de Deus acometia o rei, Davi tomava a harpa e tocava. Saul acalmava-se, sentia-se aliviado e o espírito mau o deixava” (I Sm 16, 23).

Para enriquecer nossa Igreja

“O Espírito sopra onde quer” (Jo 3,8).

Muitos são as expressões e os ministérios dentro das pastorais e movimentos, contudo, a música sempre está presente.

E reconhecendo este dom de Deus, não das mãos dos homens, temos a grande responsabilidade de nos mantermos fiéis a Ele. Se fomos chamados ao serviço da música, ou qualquer outro serviço, então não devemos esconder nosso carisma, ao contrário, o manifestamos para enriquecer a Igreja.

Lembremos de nossa missão, que não vem de nós mesmos, mas nasce na vinda do Espírito Santo, em favor da Igreja e para a transformação do mundo.

Se formos relatar aqui os muitos benefícios que a música traz para nós, em especial para a nossa intimidade com Deus, não caberia neste texto.

Por isso, queremos aqui deixar uma playlist especial para que nos preparemos para este tempo tão importante e festivo em nossa igreja: a celebração de Pentecostes.

Relacionamos abaixo 10 músicas que te ajudarão a aprofundar ainda mais a intimidade com o Espírito Santo e preparar-se para esta grande celebração que é Pentecostes.

Vinde Espírito Santo – Eliana Ribeiro

Sequência de Pentecostes – Comunidade Católica Shalom

Espírito de Amor – Juliana de Paula

Vem Espírito de Deus! Vem Espírito Santo! – CD Canções ao Espírito Santo

Fonte de todo Amor – Missionário Shalom

O céu se abre – Ministério Adoração e Vida


Move-te em mim – Ministério Eterna Aliança

 
Portanto, sempre que pudermos, saibamos como aproveitar desse grande instrumento de espiritualidade e crescimento interior, que é a música!

Dom José Vazquéz Días: O Bispo Mercedário que revolucionou a história do Piauí

Dom José Vazquéz Días “foi um grande construtor, um homem de visão, simples, bondoso e de coração humilde, prévia e via uma Bom Jesus muitos anos à frente”.

“Dom José é um verdadeiro santo, um homem caridoso demais com a pobreza, um homem sábio, um pregador nato, não tinha vaidade com nada”.

Essas palavras são de duas pessoas que conviveram de perto com o religioso José Vazquéz, frade mercedário, sacerdote e bispo nas terras do Piauí.

Seu amor ao povo de Deus produziu muitas obras que até hoje causam admiração em todo aquele que o conhece! Seja o próximo(a) a contemplar as maravilhas divinas realizadas através da vida desse servo.

A origem de Dom José Vazquéz Días

Dom José Vázquez Díaz é natural da Província de Lugo, Espanha, filho de Jesus Vázquez Díaz Senra e Manuela Díaz Vázquez. Ele nasceu em 20 de novembro de 1913. Entrou no mosteiro de Poio, Pontevedra – Espanha, em 1925, e foi ordenado sacerdote em 1936.

Sua vida foi uma constante entrega nas mãos de Deus e a serviço do povo: foi para guerra espanhola com capelão. Quando retornou, começou a carreira acadêmica até tornar-se doutor em Física e Ciências Químicas.

Assim o nomearam como superior do Mosteiro de Poio em 1951, onde recebeu o pseudônimo de “Pe. Chavaga”. Em junho de 1954, foi eleito Definidor Provincial e passou a residir em Madri. E a expansão da Ordem Mercedária em terras brasileiras trouxe-o até o Brasil.

A vida missionária de Dom José Vazquéz Días

Dom José Vazquéz Días marcou a história mercedária em terras brasileiras. Ele morou no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde contribuiu para a fundação de casas mercedárias. Por isso, também esteve presente na fundação da primeira casa mercedária em São Paulo.

Em 1956, com 80 anos, Dom Inocêncio López Santamaria, sentiu o peso do tempo e do cansaço, então solicitou ajuda em sua missão e prontamente ouviram o seu pedido. Dom José, então, chega em São Raimundo Nonato no mês de março e pede para se instalar na sede da Prelazia, em Bom Jesus do Gurguéia.

Assim a história missionária mercedária continua a partir da vida de Dom José Vazquéz Días, que elege como lema em seu brasão “Viriliter age”, ou seja, “Trabalha varonilmente”. E o povo da cidade de Bom Jesus experimentou a pregação e o serviço do seu novo pastor.

Uma vida segundo o Mestre!

Dom José Vazquéz Días era um homem simples e humilde. O doutorado fez dele um servo, uma vez que o Evangelho foi sua primeira formação; e os pobres, seus irmãos prediletos, a quem ajudou com mantimentos, distribuição de roupas e materiais de construção. 

Ele destacou-se pelos projetos sociais e ainda investiu na sustentabilidade com o incentivo de plantações de árvores frutíferas nas ruas e nas áreas da paróquia. Ele foi o primeiro bispo a morar em Bom Jesus e fez parte de uma geração de santos nas terras piauienses.

Assim como Dom Inocêncio, ele dedicou-se ao povo e não descansou enquanto não uniu a pregação à vida e favoreceu melhores condições ao povo através da influência que possuía. Sua vida foi semelhante à vida do Mestre!

Os grandes feitos de Dom José

A Palavra de Deus, na carta de São Tiago, diz que a fé sem obras é morta! Essa exortação do apóstolo cabe bem na vida de Dom José Vazquéz Días. Ele também caminhou sobre os rastros de Dom Inocêncio em terras brasileiras, e não seria diferente. 

Portanto, sua vida e suas obras caminharam juntas. Então, resolvemos elencar algumas de suas contribuições, realizadas ao longo do seu ministério.

  • O Seminário menor “Instituto Pe. Zúmel” ganha muitos seminaristas que se tornam padres nas diversas paróquias;
  • No ano de 1960, fundou-se uma congregação feminina para contribuir na educação das escolas da prelazia, catequese e na área da saúde;
  • Construiu 10 casas populares na Vila das Mercês e diversas oficinas de mecânica, sapataria, marcenaria e serraria para a formação de mão de obra na região;
  • Usou sua influência religiosa e política para reivindicar obras para o extremo sul do Piauí, dentre elas a construção do Hospital de Bom Jesus;
  • Junto ao governador Alberto Tavares Silva, fez com que a atual BR-135 pudesse passar por dentro da cidade de Bom Jesus, pois, de acordo com o projeto original, a estrada passaria pelos arredores da cidade.

Uma vida admirável

As marcas de Dom José, escritas na história do povo do sul do Piauí, foram a educação bem como o vasto trabalho social. E a humildade era parte desse mercedário espanhol, porém de coração piauiense e bonjesuense.

A tantas outras obras, somou-se a construção de escolas primárias e secundárias em todas as paróquias; a fundação de ginásios em Gilbués, Curimatá, Monte Alegre, Parnaguá e Bom Jesus. 

A instalação do segundo grau em Corrente; a Escola de Comércio em Curimatá; a criação da Escola Normal Helvídio Nunes de Barros (ENHNB) em Bom Jesus, fundada em 1970 para a formação de professores, onde ele foi diretor e também professor.

Mas um de seus grandes legados foi a construção da catedral Nossa Senhora das Mercês de Bom Jesus, que começou em 1972; e do Centro Pastoral São Pedro Nolasco, um espaço muito importante para a edificação da fé e formação do povo de Bom Jesus.

Sua partida para a eternidade

Dom José Vazquéz Días permaneceu em Bom Jesus por 40 anos (1957-1989). Aos 75 anos, recolheu-se em uma casa mercedária localizada em Brasília, quando chegou o novo Bispo, Ramón López Carrozas, para substituí-lo em Bom Jesus.

Em 29 de maio de 1998, aos 84 anos, fez sua passagem para a casa do Pai. Porém, seu coração de pastor manifestou o desejo de que o sepultassem onde passou a maior parte de sua vida: a Diocese de Bom Jesus, e assim aconteceu. 

Seus restos mortais estão na Catedral do Piauí, lugar que ajudou a construir, e o seu legado se estende até hoje, porque quem investe na vida do povo de Deus através da catequese e da promoção da dignidade humana jamais será esquecido.

Por isso, a Ordem Mercedária tem a alegria de fazer memória deste homem de Deus e compartilhar seus feitos a fim de que a glória de Deus seja testemunhada sempre.

Não perca este testemunho: São Pedro Armengol: o Padroeiro dos jovens em perigo

Afinal, o que é fraternidade?

A fraternidade é um assunto presente em pautas mundiais. Mas o exercício da fraternidade ainda é um grande desafio para o mundo contemporâneo, mesmo depois de mais de dois mil anos em que a humanidade caminha na história.

Por isso, falar sobre fraternidade nunca será demais, há sempre algo acontecendo em favor do tema, embora existam muitos atentados contra a vida que ferem a fraternidade. No entanto, há muitas iniciativas que permanecem até hoje. 

Uma delas foi a instituição do Dia Nacional da Fraternidade, celebrado dia 13 de maio, no Brasil, graças à inspiração de três sacerdotes em exercício pela Cáritas. Saiba mais sobre esse assunto neste post. 

Dia nacional da fraternidade

A compreensão sobre fraternidade tem na Revolução Francesa seu grande marco histórico. Quem não se lembra do trio: Liberdade, igualdade e fraternidade! Até hoje, essa revolução ressoa, ela ainda não foi posta totalmente em prática, mas também é reconhecida como o maior movimento sócio-político da humanidade.

E no Brasil, o dia 13 de maio tem um valor fraterno: Dia da Abolição da Escravatura – a famosa Lei Áurea – que acabou com a escravidão nas terras brasileiras. E de 1888 saltamos para 1961, na mesma data, para instituir o Dia Nacional da Fraternidade.

Essa comemoração foi criada a partir da Campanha da Fraternidade, por três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira, uma organização humanitária da Igreja Católica, para lutar pela dignidade, igualdade e fraternidade entre todos os seres humanos.

Logo, o Dia da Fraternidade provoca reflexões e ações concretas a partir do entendimento de que todos possuem direitos iguais, independente da orientação sexual, etnia, religião ou classe econômica. Ou seja, todos têm o status de irmãos e irmãs.

O Papa Francisco e o fraternidade 

Falar sobre fraternidade hoje, no âmbito da Igreja Católica, é lembrar do documento do Papa Francisco chamado “FRATELLI TUTTI”, em português seria “Todos irmãos!” Um livro que pode se comparar a um verdadeiro tratado sobre fraternidade nos dias atuais.

Logo no início, o Papa fala sobre São Francisco de Assis – o irmão universal – que se dirige aos frades para propor-lhes uma vida com sabor do Evangelho. E qual a proposta de Cristo se não o amor entre as pessoas, a vida em comunidade, a experiência fraterna!

E o Papa Francisco sabiamente nos faz um pedido: 

“[…] quero destacar o convite a um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço; nele declara feliz quem ama o outro, o seu irmão, tanto quando está longe, como quando está junto de si […]”

E é em homenagem ao Dia Nacional da Fraternidade que buscamos nas palavras do Santo Padre a inspiração necessária e urgente para entender este tema e continuar plantando a vida de irmãos(ãs). Por isso, selecionamos três reflexões a partir da Encíclica. 

A fraternidade não é resultado apenas de situações respeitosas

O respeito é uma condição essencial para se viver em sociedade, mas ela não é suficiente para sustentar a fraternidade. O Papa nos faz uma pergunta provocativa: 

“Que sucede quando não há a fraternidade conscientemente cultivada, quando não há uma vontade política de fraternidade, traduzida numa educação para a fraternidade, o diálogo, a descoberta da reciprocidade e enriquecimento mútuo como valores?”

A resposta é clara: predomina a solidão, o individualismo e apenas uma piedade pelo outro de vez em quando. Isso não é suficiente para mudar os relacionamentos e impactar a situação social.

Dizer que “todos os seres humanos são iguais” não é suficiente

Segundo o Papa Francisco, isso é conceito abstrato, carente de resultado se não houver o cultivo consciente e pedagógico da fraternidade. Ou seja, é preciso mexer com as estruturas, oferecer oportunidades para todos, com vida digna, emprego, moradia ou a sociedade será formada sempre por grupos que se protegem e dialogam apenas entre si.

É preciso combater o individualismo

O Santo Padre afirma que o individualismo radical é o vírus mais difícil de vencer. A soma dos interesses individuais não é capaz de produzir um mundo melhor! Nem nos preserva dos males, que se tornam globais – um mundo globalizado gera problemas comuns.

“Para se caminhar rumo à amizade social e à fraternidade universal, há que fazer um reconhecimento basilar e essencial: dar-se conta de quanto vale um ser humano, de quanto vale uma pessoa, sempre e em qualquer circunstância.”

Rezemos pela fraternidade, mas sejamos fraternos!

O Dia Nacional da Fraternidade nos coloca diante de vários desafios! Não nos faltam caminhos de reflexão. O Papa Francisco, por exemplo, nos propôs várias a partir da encíclica, resumida nas breves colocações que compartilhamos acima.

E para aqueles que professam a fé cristã, a busca pela fraternidade é sinônimo de luta diária contra a injustiça, o preconceito e a discriminação causada pela concentração de poder e pelo intolerância.

Rezar é sempre o ponto de partida, mas ser é o ponto de chegada. Portanto, rezemos pela fraternidade e sejamos fraternos.

Conheça os pedidos de oração do Papa Francisco

O Papa Francisco compartilhou sua intenção de oração para o mês de maio: 

“Rezemos para que os movimentos e grupos eclesiais redescubram cada dia a sua missão evangelizadora, pondo os próprios carismas a serviço das necessidades do mundo”.

E falar sobre movimentos e grupos eclesiais é contar a história do protagonismo dos leigos na Igreja, principalmente após o Concílio Vaticano II, quando o Papa João XXIII disse sua famosa frase: 

“O Concílio, que agora começa, surge na Igreja como dia que promete a luz mais brilhante. Estamos apenas na aurora: mas já o primeiro anúncio do dia que nasce de quanta suavidade não enche o nosso coração!”

esse novo dia vem acompanhado de novas inspirações do Espírito Santo, que sonda os corações e conhece o clamor dos filhos de Deus (Rm 8,27); entre eles os movimentos e grupos eclesiais. Entendamos um pouco essa história e reze com o Santo Padre.

Os movimentos e grupos eclesiais por quem o Papa Francisco reza em maio

Movimento é uma palavra do latim que significa movere, ou seja, mover; e eclesial se refere à ecclesia, também do latim, Igreja. Portanto, movimento eclesial é um agrupamento de fiéis organizados, em torno de um objetivo, em que se acentua o caráter vivo e dinâmico da evangelização.

O Código de Direito Canônico prevê os movimentos e grupos eclesiais e fala deles como uma organização de leigos, de acordo com as estruturas das dioceses ou independentemente, podendo ou não ter estatuto próprio. 

Existem, então, diversos tipos de movimentos e grupos eclesiais que, ao longo dos anos, vêm contribuindo muito com a propagação do Evangelho, através do testemunho de vida e da evangelização, por meio de novos métodos.

Cada um deles, como disse o Papa Francisco, são um dom, são a riqueza da Igreja,  e funcionam de vários modos, de acordo com uma necessidade local da Igreja ou mesmo do tempo em que vivem.

Somados, eles formam uma multidão de pessoas, em diversos estados de vida, lugares e culturas diferentes, com carismas, apostolados, comprometidas com a Igreja, a partir de suas paróquias e dioceses. E a graça comum a todos é o encontro pessoal com Cristo.

O Papa Francisco destaca a importância da missão!

“Mantenham-se sempre em movimento, respondendo ao impulso do Espírito Santo, aos desafios, às mudanças do mundo de hoje. Mantenham-se na harmonia da Igreja, pois a harmonia é um dom do Espírito Santo.” 

O Papa Francisco todo mês manifesta uma intenção de oração, através de uma rede de orações, para que estejamos unidos em intercessão. De fato, a vida do vigário de Cristo é uma constante vida de oração, sua primeira força para agir em nome de Cristo é rezar, logo nos convida a fazermos o mesmo.

E no mês de maio, nos pede oração pelos movimentos e grupos eclesiais. Entre os apelos está para que eles permaneçam em movimento pelo Espírito. Isto é, respondendo aos seus apelos e em comunhão com a Igreja local e universal.

Uma vez que não há missão sem comunhão, e a Igreja é a casa e a escola da comunhão. Para isso, é preciso dialogar e, como disse o Papa:

“os movimentos renovam a Igreja com a sua capacidade de diálogo a serviço da missão evangelizadora”.

E o Papa Francisco ainda destaca: 

“Eles redescobrem cada dia, no seu carisma, novas maneiras de mostrar a atratividade e a novidade do Evangelho. 

Como fazem isto? Ao falar línguas diferentes, parecem diferentes, mas é a criatividade que cria essas diferenças. Mas sempre se entendem e se fazem entender.”

Portanto, os movimentos e grupos eclesiais são uma grande força evangelizadora nos tempos atuais. Eles estão em todos os lugares ao mesmo tempo, seja no silêncio ou no barulho, para anunciar o quanto o Evangelho é atrativo.

Contemple a beleza de um movimento eclesial!

O vídeo, feito em colaboração com o Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, que acompanha o nascimento e o desenvolvimento de associações de fiéis e movimentos eclesiais, narra episódios de suas vidas, em contextos muito diferentes. 

Há, por exemplo: 

  • Os escoteiros portugueses em peregrinação com a cruz da Jornada Mundial da Juventude; os Neocatecumenais engajados na evangelização nas ruas das cidades americanas; os missionários Shalom em Madagascar e os de Comunhão e Libertação nas Filipinas; 
  • Novos Horizontes com as famílias das favelas brasileiras e a Comunidade Papa João XXIII com as famílias do Quênia; Santo Egídio acolhendo os refugiados da Líbia que chegam através dos corredores humanitários; os Focolares limpando as praias poluídas do sudeste asiático; 
  • Os jovens do Movimento Eucarístico Jovem, em seu congresso internacional, em adoração antes da Eucaristia. Tantos carismas diferentes, uma única missão: proclamar o Evangelho em diferentes ambientes e de diferentes maneiras.

Essa diversidade é expressão da beleza e da comunhão dos movimentos e grupos eclesiais, uma graça dada pelo Espírito Santo para a sua Igreja e para o bem da humanidade.

Agora, rezemos com o Papa Francisco:

Obrigado, Pai, por nos dares vida pela ação do teu Espírito em tanta diversidade de dons e carismas para a missão. Desejamos viver o nosso Batismo com fidelidade e entrega, dando testemunho do Evangelho na nossa vida quotidiana. 

Ajuda os movimentos e grupos da tua Igreja a serem espaços fecundos de serviço e entrega aos outros. Que todos os seus membros vivam com amor a disponibilidade ao serviço dos irmãos e irmãs. 

Nesta Rede Mundial de Oração, pedimos-te especialmente pelos jovens e crianças do MEJ, Movimento Eucarístico Juvenil, para que vivam cada dia ao estilo de Jesus, dando testemunho de Cristo Eucaristia com eucaristias vivas e abertas a todos, ao serviço das necessidades do mundo. Amém.

Assista também ao vídeo do Papa Francisco aqui

Alegria: fruto da ressurreição de Jesus

A alegria é um dos frutos do Espírito Santo que acompanham aqueles que creem no Senhor Ressuscitado. E esse sentimento não é menor do que o que os apóstolos sentiram, mas a mesma graça, com a mesma força, porque o Senhor é o mesmo.

O Papa Francisco, na Vigília Pascal (2023), nos disse que podemos correr o risco de achar que a ressurreição de Cristo é um fato histórico, ficou no passado, assim como achavam as mulheres que foram ao sepulcro (Mt 28,1).

De fato, afirma o Papa, se ficarmos presos aos túmulos das nossas desilusões, amarguras e enfermidades, acreditaremos que a alegria do encontro pertence ao passado. 

Mas, ao contrário, precisamos agir como as mulheres que se afastaram do túmulo e correram para dar a boa notícias aos outros.

E a notícia é essa: Cristo ressuscitou, aleluia. Logo, essa verdade se renova pelo encontro e pelo anúncio – duas atitudes que nos ajudam a manter viva a alegria pascal. Aprenda mais sobre este tema aqui!  

A alegria do encontro com o Ressuscitado!

É impossível imaginar o tamanho da alegria que os Apóstolos experimentaram no Domingo da Páscoa. Porém, sabemos que ela foi capaz de tocar o coração daqueles homens tristes, desanimados e covardes em transformá-los em pessoas cheias de força, coragem e esperança.

a presença do Ressuscitado transformou toda a dor em alegria. O Senhor Jesus fez sua páscoa e os apóstolos também fizeram a deles, a partir do momento que se encontraram com o Senhor dentro do coração e nas diversas aparições que Ele realizou.

Assim a páscoa deixou de ser uma promessa e tornou-se um fato consumado e constatado. E, ao mesmo tempo, uma graça que se repete e se renova em cada Eucaristia, em cada encontro com a Palavra e com os irmãos na oração e na comunidade.

Portanto, a alegria da ressurreição é resultado de um encontro verdadeiro com Cristo Vivo em meio às dores, ao cansaço e às desilusões, próprias da humanidade em qualquer tempo da história. Mas uma alegria que supera as tristezas da vida!

A alegria nos envia em missão!

Em todas as passagens bíblicas que falam da ressurreição de Cristo, uma ordem acompanha os discípulos, além da surpresa e da alegria que são comuns. Observe:

“Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão” (Mt 28,10);

“Por fim, Ele apareceu aos onze quando estavam sentados à mesa… e disse-lhes: Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16,14);

“Diziam então um para o outro: “Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?”Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém…” (Lc 24,33);

“Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado.” (Jo 20,18)

Portanto, é próprio de quem faz um encontro verdadeiro, que transforma sua vida e enche de alegria, falar sobre isso! E esse anúncio não acontece em lugares programados, em palanques, Igrejas ou conferências, mas no caminho que percorremos todos os dias.

Ou seja, no ponto de ônibus, no supermercado, na fila do banco, na praça, na porta da escola, à espera de um atendimento médico. E, muitas vezes, ele se dá na simplicidade, com um sorriso ou uma escuta acompanhada de uma palavra de ânimo.

Essa alegria do anúncio mantém viva a chama da experiência do Ressuscitado dentro do coração, assim como se deu com os apóstolos e na história da Igreja ao longo de séculos.

“Alegrai-vos sempre no Senhor…” (Fl 4,4)

Então, a alegria é resultado de um encontro e se estende no anúncio desse acontecimento através da vida. Porém, o cotidiano é cheio de altos e baixos, nem sempre nos recordamos do encontro que tivemos com o Senhor na noite da Vigília Pascal e no domingo de Páscoa.

Agora, o que fazer para manter a alegria pascal ao longo de todo ano?

A primeira atitude é perseverar no louvor, mesmo quando os atropelos da vida nos empurrem para o caminho da lamentação. Porque o louvor, antes de tudo, é uma oração de relacionamento com Deus; eu o exalto pelo que Ele é na minha vida pessoal e isso não apaga com as tribulações.

A segunda atitude é o encontro com o Ressuscitado diariamente, seja pela leitura da Palavra, pela eucaristia ou pela oração. Os cinquenta dias do tempo pascal são como um grande retiro espiritual que nos renova por dentro a fim de mantermos acesa a chama da fé no Senhor vivo.

Por fim, e não menos importante, é dizer aos problemas o quanto o nosso Deus é vitorioso, porque nos deu a esperança da vida eterna, uma vida que já se instalou dentro de nós pela fé. Isso parece óbvio, mas nem sempre é fácil de fazer.

Dom Alberto Taveira (Bispo do Pará) disse que precisamos rezar as nossas preocupações ou elas nos roubam a alegria do ressuscitado. Ou seja, sempre que aparecer um problema no caminho, fale sobre ele com Deus, esvazie o coração, volte à alegria e siga em paz!

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7 Virtudes de São José que todo católico precisa alcançar

“São José era um carpinteiro que trabalhou honestamente para garantir o sustento da sua família. Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão fruto do próprio trabalho.”

Estas palavras do Papa Francisco sobre o pai adotivo de Jesus já nos sinalizam várias qualidades desse santo! E se o mundo precisa mais de testemunhas do que de palavras para anunciar o Evangelho, José é o modelo perfeito para todos os cristãos.

Mas preparamos apenas 7 virtudes que são indispensáveis para todo católico. E com o decorrer da amizade e a intercessão de São José, outras virtudes irão brotar.

#1. São José tinha amizade com Deus

Apesar do silêncio de São José ao longo do Evangelho, sua postura mostrou mais do que as palavras poderiam dizer. Desde o início da missão com a Virgem Maria, até o nascimento de Jesus e sua educação, José esteve atento, zeloso e cumpriu a missão até o fim.

Quem conseguiria fazer o que ele fez se não tivesse uma motivação verdadeira? E a palavra motivação na vida cristã não está ligada a recompensas materiais, mas ao amor! Quem se sabe amado por Deus está disposto a tudo. Assim foi com São José.

E o amor a Deus na vida dele é fruto de seu temor, do conhecimento das sagradas escrituras, da espera pela libertação de seu povo, ou seja, de sua amizade com Deus! Sejamos amigos de Deus a partir do que Ele é, assim como fez São José. 

#2. A fidelidade de São José

A amizade gera fidelidade! São José não foi qualquer homem que Deus escolheu no caminho, ele era da linhagem de Davi, porque Jesus precisava ser da casa real. Então, assim como a Virgem Maria foi escolhida, também ele o foi! 

Mas ele poderia ter negado a missão, no entanto não o fez! Mas a aceitou e isso demonstra sua docilidade e disposição. Houve muitas dificuldades ao longo do caminho, mas ele confiou na voz de Deus e permaneceu fiel. Fidelidade está ligada à pertença! 

Se soubermos a quem pertencemos, assim como São José, seremos fiéis aos propósitos de Deus em nossa vida e colheremos muitos frutos, seremos felizes e deixaremos um rastro de santidade na nossa família. 

#3. São José sempre foi obediente

Primeiramente precisamos entender o que é obedecer. Essa palavra vem do Latim “oboedire“, que significa escutar com profundidade. E assim São José ouviu a voz de Deus, sempre de uma maneira muito sensível, através de sonhos. Mas ele não contestou. Por que, será? Alguns podem achar loucura, mas a vida cristã diz que devido à sua fé!

A sua amizade com Deus e fidelidade resultam nessa escuta. Mais do que escutar com os ouvidos, José ouviu com o coração. Isso não significa facilidade. Ele não teve vida fácil, precisou recomeçar muitas vezes, em vários lugares. Mas obedeceu a quem amava.

#4. Desapego de si

O cristão é a pessoa do recomeço. E São José é o melhor exemplo para nos explicar isso! Ele estava prometido em casamento, teve que recomeçar nesse propósito; mudou-se com Maria para proteger o Menino, recomeçou de novo; e voltou do Egito para Nazaré, começou novamente.

Essas mudanças pedem desapego de si, de seus planos, de lugar, de coisas, do próprio trabalho! Mas não por um capricho pessoal e sim para o bem da família e dos dois amores de sua vida: Maria e Jesus. Peçamos a este santo a virtude do desapego em vista de um bem maior.

#5. Caridade

A vida de São José foi totalmente dedicada a Maria e Jesus – a grande missão de sua vida. Assim, ele os serviu, durante toda a sua vida terrena com perfeição. Foi esposo, pai, educador e sustentou sua casa com o suor de seu trabalho. São José aplicou toda a sua vida para proteger o grande autor da caridade.

A virtude da caridade neste grande homem começa quando ele aceita participar da missão redentora de Cristo, porque não há maior caridade que comunicar dignidade à pessoa humana através do Evangelho. Além do socorro material que acompanha esta virtude.

#6. Responsabilidade diante da missão

São José realizou uma das grandes missões do cristianismo: ele foi responsável por cuidar da Sagrada Família, ensinar o ofício da carpintaria e a Lei ao Menino Deus, ser referência de homem e pai a toda humanidade. Essa virtude é um dom do Espírito Santo.

A responsabilidade que existia no coração de José era a clareza de que aquela missão não o pertencia, não era uma obra sua, mas totalmente de Deus. Isso tanto o fez humilde como dependente de Deus, e ele não se decepcionou. Deus estava com ele e o honrou até o fim.

#7. A prática do trabalho

Voltemos ao início para falar dessa virtude em São José:

“São José era um carpinteiro que trabalhou honestamente para garantir o sustento da sua família. Com ele, Jesus aprendeu o valor, a dignidade e a alegria do que significa comer o pão fruto do próprio trabalho”.

O Papa ainda diz mais sobre São José:

“O trabalho de São José lembra-nos que o próprio Deus feito homem não desdenhou o trabalho.” Logo, o trabalho é uma virtude testemunhada pelo modelo do operários – São José. Ele sustentou sua família com seu trabalho, sem esperar nada cair do céu.

E Deus o abençoe com tudo que ele precisou para viver com dignidade, como também Jesus aprendeu o mesmo ofício e praticou até começar sua vida pública.

Conte com São José!

São José não nos testemunha uma vida longe da realidade, mas no cotidiano ele nos ensina a ser e viver a vida com uma nova motivação – o amor a Deus. A força do amor de Deus nos enche de virtudes!

Peçamos, então, a intercessão deste grande santo para alcançarmos uma vida virtuosa no dia a dia. São José, rogai por nós.

Sobre este grande santo, leia também: São José: 5 maneiras de fortalecer a sua devoção Josefina

São Pedro Armengol: o Padroeiro dos jovens em perigo

São Pedro Armengol é uma prova da Misericórdia Divina em favor de seus filhos, em qualquer situação, lugar e época. Já ouviu falar dele?

De nobre, passou a ladrão, até que um dia se viu assaltando o próprio pai! E assim como São Paulo sofreu uma queda, Pedro também caiu em si e percebeu o mal que estava praticando.

Porém, Deus tem seus planos e não precisa de ninguém para realizá-los, mas gosta de contar conosco. Assim aconteceu com o jovem Armengol que recebeu o socorro de Nossa Senhora das Mercês através dos Mercedários e transformou o rumo de sua história.

Conheça o que Deus fez por ele e deixe-se impactar por esta surpreendente história de santidade. 

São Pedro Armengol – de nobre a assaltante!

São Pedro Armengol é natural da Catalunha – Espanha e viveu em meados do século XIII. Seus pais eram nobres e tinham amizade com o rei de Aragão, o soberano daquela região ibérica. O jovem Pedro cresceu em meio a riquezas, palácios, festas e alta nobreza.

No entanto, o clima favorável não permaneceu na vida de Pedro. À medida que cresceu, envolveu-se com más companhias que o levaram a uma vida de bandidagem, a tal ponto que ele abandonou sua casa, o conforto e a educação católica que recebeu de seus pais. 

Apesar de todos os esforços que seus pais fizeram para impedir seus maus vícios, ele não parou e chegou ao fundo do poço, tornando-se chefe de uma quadrilha de assaltantes de estrada, procurados pela polícia.

Mas a misericórdia de Deus nunca abandona seus filhos, principalmente diante do apelo de uma mãe! Essa mãe é a Virgem Maria que já o esperava e preparava o caminho da vontade de Deus para São Pedro Armengol.

São Pedro Armengol e o poder da graça divina

Conta a história que ele estava um dia andando pelo mato com seus companheiros e ouviu um som de clarim, típico instrumento da Corte. Então, encontrou uma nova oportunidade de assaltar um nobre, mas, para sua surpresa, quem estava na carruagem era seu próprio pai.

Esse fato transformou sua vida! Pedro ficou envergonhado, pediu perdão ao pai e deixou a vida que levava. Depois encontrou-se com a misericórdia de Deus quando se confessou com um religioso mercedário e começou uma nova jornada de santidade em sua vida.

Desperta mais uma vocação mercedária

São Pedro Armengol encontrou-se com sua vocação e pediu para entrar na Ordem Mercedária, cujo carisma era libertar os cativos da escravidão dos mouros, que viviam sequestrando cristãos para trabalharem em suas terras como escravos.

Então, essa tornou-se a vida que o santo homem abraçou! Em obediência à voz de Deus, ele passou muitos anos no norte da África resgatando a vida dos cristãos. Quando já voltava para Espanha, ofereceu-se para resgatar 137 jovens cristãos presos pelos mouros.

A missão dos Mercedários era, muitas vezes, um ato de heroísmo, porque quando eles não conseguiam o dinheiro do resgate dos cristãos, se ofereciam para ficar no lugar deles até que o valor fosse arrecadado e enviado aos mouros. Apenas o amor realiza essas ações!

Assim se deu com o santo: a quantia era tão alta que apenas na Espanha era possível conseguir e ele, então, ficou no lugar dos jovens sem hesitar até que o valor fosse levantado. No entanto, os mouros colocaram um prazo para o pagamento ou o religioso seria enforcado.

“A mesma Soberana Rainha me susteve com suas santíssimas mãos”

A Providência Divina escreve certo em nossas linhas tortas. Com o fim do prazo do pagamento, os sequestradores enforcaram São Pedro Armengol e, pouco tempo depois, o navio chegou com o dinheiro do resgate. 

Quando os religiosos mercedários perguntaram por Pedro, ouviram a resposta: “Tarde demais. Faz três dias que o enforcamos”. Os frades então foram buscar o corpo do irmão para sepultá-lo com dignidade. 

Ao chegarem ao local, houve uma grande surpresa: encontraram Frei Pedro pendurado na forca e vivo, embora estivesse pálido como um cadáver. Ocorrera um verdadeiro milagre!  Quando pôde falar, o santo disse: 

“A Virgem Maria, Mãe de Deus e nossa, pediu a seu Santíssimo Filho a conservação de minha vida, e conseguido este favor, a mesma Soberana Rainha me susteve com suas santíssimas mãos, para que com o peso do corpo não me afogasse na corda que estava suspenso”.

Padroeiro dos jovens em perigo!

Após esse milagre, São Pedro Armengol voltou à Espanha e foi viver em um convento dedicado a Nossa Senhora dos Prados, na Espanha. Sua vida tornou-se modelo de santidade e confiança absoluta em Deus e em sua Mãe – a Virgem das Mercês.

E com a Santa Mãe de Deus encontrou-se definitivamente no dia 27 de abril de 1277, após uma grave enfermidade. Não escreveu livros, mas escreveu na história com sua vida a fidelidade a Deus, a intimidade e a confiança na Virgem Maria.

Para os jovens de qualquer época, São Pedro Armengol é um grande intercessor para orientar nas decisões, livrar-se das más amizades, sair do fundo do poço, libertar-se da escravidão moderna e ajudar nos caminhos de Deus! 

Por isso, rezemos a ele e a Virgem das Mercês para que os jovens encontrem a misericórdia de Deus assim como esse santo homem, porque para Deus nada é impossível.

Você já se fez esta pergunta: Chamado vocacional: existe um para mim?