Por que o título à Nossa Senhora das Mercês?

“Nossa Senhora da Vitória é dos conquistadores; Nossa Senhora das Mercês é de todos, porque a todos indiferentemente está prometendo e oferecendo todas as mercês que lhe pedirem” Que bela expressão do pe. Antônio Vieira! Mas por que o título à nossa Senhora das Mercês?

A Mãe de Deus é conhecida por mais de mil títulos, porém alguns são singulares, mais invocados e logo muito conhecidos, por exemplo: Nossa Senhora da Conceição Aparecida, das Graças, da Conceição, do Carmo. 

Entre esses títulos, uma chama a atenção por sua história e força – Senhora das Mercês! Contudo, o que significa, onde e quando nasceu. Há quem divulgue esse termo? E o que isso tem a ver com a palavra Mercedários?

Todas essas perguntas nos levarão a caminho de graça, por isso preparamos este post. Vamos descobrir mais um título belo da Santa Mãe de Deus.

Senhora das Mercês – socorro dos cativos

Em 1218, aconteceu a invasão dos mulçumanos em parte da península ibérica. Eles assaltavam as embarcações e capturavam homens, mulheres e crianças para escravizarem na África.

Por causa disso, muitos cristãos foram obrigados a trabalhos pesados, e a única forma de libertação era a negação da fé ou o pagamento do resgate. Porém, Deus nunca abandona seus filhos e sempre conta com sua Mãe para realizar grandes obras em favor dos mais necessitados.

Então, em primeiro de agosto de 1218, São Pedro Nolasco foi agraciado com uma aparição de Nossa Senhora, que lhe inspirou os meios para libertar os cristãos das mãos dos mulçumanos.

Assim, Pedro comunicou o sonho a São Raimundo de Penaforte, seu confessor, e ao rei Jaime, e descobriu que os três tiveram o mesmo sonho. Dessa forma, o apelo de Deus se confirmou e nasceu a Ordem em louvor a nossa Senhora das Mercês!

O vocábulo “mercê”, no séc. XIII, era sinônimo da obra de misericórdia corporal por excelência, qual seja, a de redimir cativos.

O surgimento da invocação e do título  Senhora “das Mercês” deriva justamente dessa missão de resgatar e salvar os prisioneiros das mãos dos mouros.

Mercedários – filhos de Nossa Senhora da Mercês

Em 10 de Agosto de 1218, a Igreja abençoou a vida de  Pedro Nolasco e 13 companheiros, em honra a Nossa Senhora das Mercês, que consagraram suas vidas a Deus e se propuseram oficialmente a se dedicarem à redenção dos cristãos escravos.

Assim, nasceram os primeiros Mercedários no mundo, tendo a Virgem Maria como padroeira e guia. A obra cresceu e foram muitos os benefícios realizados pelos mercedários àqueles que estavam sob o jugo dos mulçumanos.

No entanto, com a bênção Papal, em 17 de Janeiro de 1235, a Ordem se expandiu e levou a proposta de libertação para muitos que sofriam com a escravidão em outras terras fora da Europa.

No Brasil, Ordem Mercedária teve inicio em  Belém do Pará, em 12 de dezembro de 1639. 

A espiritualidade da Ordem Mercedária é profundamente enraizada em Cristo, o libertador da humanidade e em Nossa Senhora das  Mercês, a Mãe libertadora e ideal da pessoa livre. 

A Imagem da Virgem Maria das Mercês

A senhora das Mercês está  “disposta, a todo momento, a nos dar coisas boas, a nos dar coisas excelentes, e a nos convidar a pedir estas coisas e a amá-la, por Ela ser tão boa assim” (São Pedro Nolasco)

A imagem sacra é sempre um sinal da presença de Deus junto ao seu povo. Assim elas carregam traços da história, da ação divina em favor dos filhos e filhas de Deus.

imagem da Senhora da Mercês  traz beleza e traços típicos. Nela, a Virgem Maria apresenta uma corrente em uma de suas mãos que representa a luta contra qualquer tipo de escravidão.

Apesar de ter diminuído a escravidão como acontecia à época das colonizações, ela não desapareceu.

Hoje, a escravidão também se apresenta na crueldade do trabalho forçado e todo tipo de dependência que tire a dignidade dos filhos de Deus.

Por isso, façamos da súplica da Virgem Maria também a nossa em favor do fim de qualquer tipo de escravidão:

Virgem Maria, Mãe das Mercês, com humildade acorremos a Vós, certos de que não nos abandonais por causa de nossas limitações e faltas.

Animados pelo vosso amor de Mãe, oferecemos-vos nosso corpo para que o purifiqueis, nossa alma para que a santifiqueis, o que somos e o que temos, consagrando tudo a Vós.

Amparai, protegei, bendizei e guardai sob a vossa maternal bondade a todos e a cada um dos membros desta família que se consagra totalmente a Vós.

Ó Maria, Mãe e Senhora nossa das Mercês, apresentai-nos ao vosso Filho Jesus, para que, por vosso intermédio alcancemos, na terra, a sua Graça e depois a vida eterna. Amém!”

Como ser feliz na vocação sacerdotal e religiosa

Com certeza, em sua vida você busca a felicidade.  Todos nós a procuramos de diversas formas, seja em relacionamentos, na realização profissional ou na vida acadêmica.

Nesse sentido, há felicidade em muitas opções de vida.  Contudo, a que emana de um chamado e, especialmente, da  vocação sacerdotal e religiosa é diferente, porque não está alicerçada em seguranças humanas, muito menos materiais, mas em uma Presença – Jesus Cristo.

Portanto, quando se descobre um chamado específico, em uma vocação na igreja, a serviço da humanidade, descobre-se uma felicidade perene, que não se perde, nem se negocia, mas é única e intransferível. 

Da mesma forma, é sobre chamado específico e felicidade que vamos conversar neste post: Como ser feliz na vocação sacerdotal e religiosa.

Vocação, um chamado de Coração para coração

A palavra vocação vem do latim “vocare” e se traduz como chamado. Mas, no âmbito religioso, está intimamente ligada ao relacionamento que temos com Deus. Ou seja, a descoberta da vocação específica é resultado de uma escuta profunda. Alguém chama e outro responde. 

Dessa maneira, quem chama é Deus:

“Pedi ao Senhor da messe que envie operários” (cf. Mt 9,38)

Assim, o ser humano responde:

“Senhor, que queres que eu faça?” (cf. At 9,6).

Em outras palavras, há generosidade da parte de Deus e acolhida por parte do ser humano. 

Assim, acontece um encontro entre duas vontades. Dois corações que se amam e desejam caminhar juntos para sempre. Até parece um casamento! E de fato, toda vocação é como um casamento: compreende primeiro amor e, como consequência, compromisso.

Ou seja,  podemos dizer que a vocação é um chamado de amor, cuja resposta é feita na liberdade de quem se descobre amado.

Dessa maneira também acontece com quem é chamado à vocação sacerdotal e religiosa. Vamos compreender um pouco sobre cada uma delas.

Sacerdócio, caminho de felicidade

São João Paulo II disse:

“Toda vocação sacerdotal é um grande mistério, um dom que supera infinitamente o homem”.

Nesse sentido, se esse dom supera a natureza humana, logo ele só pode ser vivido com a graça divina. Nenhum homem, com suas próprias forças, consegue corresponder a esse chamado.

Contudo, o vocacionado ao sacerdócio descobre em si um manancial de felicidade.

Você já deve ter contemplado um padre realizado em sua vocação; ele transborda alegria mesmo na dor. Isso não significa ausência de desafios, mas nada parece ser maior do que o seu desejo de viver a vocação.

Mas, até ele chegar à ordenação sacerdotal, é feito um acompanhamento minucioso, ao longo de no mínimo sete anos. Isso em vista da grande responsabilidade de agir em nome de Cristo na celebração eucarística, na confissão e na unção dos enfermos – sacramentos reservados unicamente a esse ministério.

Vocação religiosa, dom de Deus Pai à sua Igreja!

Na Igreja existem diversas formas de vida consagrada, entre elas, a vida religiosa. Essa é anterior ao próprio sacerdócio.

Nesse sentido, lembramos de Ana que era viúva, vivia no templo e aguardava o Messias (cf. Lc 2,37); o próprio João Batista era um eremita, vivia totalmente dedicado à espera do Messias.

Com a chegada de Jesus, foi inaugurado um novo tempo. E com ele, novas formas de consagração a Deus. Assim, o próprio Jesus é o consagrado por excelência e o modelo da vida religiosa.

Você sabia que para ser religioso não precisa ser padre? 

A vida religiosa está ligada a uma congregação, a uma ordem ou a um Instituto religioso. Portanto, cada pessoa professa os votos de castidade, pobreza e obediência.

O religioso fez um encontro pessoal com o Senhor e identificou-se com a causa do Evangelho. Esse encontro deu-se através de um caminho vocacional, em uma comunidade específica e concretizou-se quando ele disse “sim” e ingressou na vida religiosa.

A vocação religiosa encontra, nas palavras de São Paulo, seu fundamento:

“Para mim, o viver é Cristo” (Fl 1,21). 

Que felicidade é esta?

“Mestre, é bom estarmos aqui” (Lc 9,33)

Esse trecho descreve a satisfação de Pedro ao contemplar Jesus transfigurado. Ele O viu e ouviu a voz do Pai a respeito de Cristo:

“Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o!”. 

Acima de tudo,  em que consiste a felicidade na vocação sacerdotal e religiosa senão na certeza da pertença à Pessoa de Jesus e na escuta de sua voz?

O sacerdote e o religioso são pessoas que fizeram a experiência do Tabor, encontraram sua identidade em Cristo e, por causa disso, colocaram suas vidas à Sua total disposição.

E como eles vivem a felicidade? No constante encontro com Cristo através da espiritualidade, da vida comunitária e do serviço aos irmãos.

Onde encontrar a felicidade através da vocação sacerdotal e religiosa?

As ordens, congregações e Institutos religiosos são oásis no deserto. Deus, em sua sabedoria, inspirou o nascimento da vida religiosa, porque sabia que homens e mulheres iriam transformar o deserto da civilização moderna através dessa forma de vida.

No oásis encontramos água, sombra e descanso. Assim são as Instituições Religiosas – espaços de vida à sombra da Presença divina. Nelas se pode encontrar a vocação sacerdotal e religiosa ao mesmo tempo.

Uma dessas formas de vida são os Mercedários.  Eles são uma Ordem Religiosa, fundada por São Pedro Nolasco, dia 10 de agosto de 1218, em Barcelona (Espanha);  composta de sacerdotes e de irmãos religiosos, que vivem a fraternidade e a comunhão, segundo a regra de Santo Agostinho: ‘‘Um só coração e uma só alma voltados para Deus.’’

Eles estão presentes em 4 continentes, 22 países, 152 comunidades, além das escolas. Ao todo, são mais de 800 frades vivendo o carisma da ordem, com o auxílio de Nossa Senhora das Mercês.

Os Mercedários trazem uma particularidade – além dos votos comuns aos religiosos, eles professam um quarto voto: o da Redenção, em honra ao Santíssimo Redentor.

Que tal entender mais sobre a vocação sacerdotal e religiosa? Acesse: Vocação: uma descoberta pessoal

Vocação: uma descoberta pessoal

Então, o que é vocação? A palavra vocação significa evocar, ato ou efeito de chamar. Há alguém que chama! E essa ação, na vida cristã, é própria de Deus. Ele é quem chama o ser humano à vida, à santidade e a um chamado específico.

Assim, esse chamado pressupõe escuta e resposta. Logo,  quando é correspondida, leva a pessoa humana a realizar-se plenamente. 

Porém, a vocação, também, é uma descoberta que é feita ao longo da vida, mas principalmente na juventude quando estão desabrochando as primeiras decisões da vida.

Portanto, para essa descoberta, é preciso um passo. Há um filósofo chinês – Lao Tsé – que nos lembra que mesmo uma jornada de duzentas milhas deve começar com um simples passo. Logo, esse caminho em busca da descoberta vocacional começa assim, com um “step”!

E para que você compreenda mais o que é vocação, preparamos esse post para te esclarecer melhor e oferecer algumas respostas às suas perguntas.

Vocação à vida 

“Façamos o homem…” essa palavra foi proferida na criação (Gn 1,26). Deus criou todas as coisas e, por fim, o homem – sua obra prima! E o verbo na terceira pessoa do plural – façamos – comprova que Ele não estava sozinho. 

Por conseguinte, há duas afirmações muito importantes nessas três palavras: o homem foi criado por Deus e Deus não estava sozinho. Eis nossa primeira vocação: chamados à vida. 

Assim, não importam a nação, o gênero ou as circunstâncias. Fomos chamados à vida! E nossa vida é um presente de Deus desde sempre.

Deus não nos criou sozinho, logo não somos chamados ao isolamento! Nossa vocação está para o relacionamento, que começa na família

Logo depois “O Senhor Deus fez uma mulher, e levou-a para junto do homem”(Gn 1,22). O homem não estava sozinho, havia uma comunidade: ele, outro semelhante a ele e a própria natureza. 

Que graça! Veja o que é vocação: somos chamados à vida com outros que nos são semelhantes. Isso é motivo de alegria. Esse é o primeiro momento de descoberta vocacional para qualquer pessoa! Sou chamado à vida. 

Chamados ao amor 

“À nossa imagem e semelhança…” (Gn. 1,26). Assim continua o versículo que fala sobre a criação do homem. Deus o fez diferente de todas as outras criaturas, lhe concedeu uma imagem e semelhanças divinas, O que é vocação a partir desse texto?

Em que nos assemelhamos a Deus? Será nossa fisionomia? Não é a aparência que nos torna parecidos com Deus, mas algo muito maior. Diz São João: Deus é amor! (cf. I Jo 4). Se Deus é amor em sua essência e nos fez semelhantes a Ele, logo amor é a essência da nossa vida e da nossa vocação. Bem falou Santa Terezinha: “Minha vocação é o amor”.

Portanto, o próximo passo nessa caminhada de descoberta sobre o que é vocação é saber que o amor faz parte da nossa vida. E  amor, na vida cristã, é sinônimo de santidade. Logo a santidade faz parte do chamado a partir da vivência do amor. Não há amor sem santidade e o contrário também é verdadeiro.

Além de nos criar, nos amar, Deus também nos elevou a filhos (as) pelo batismoEsse sacramento nos abre a porta para a comunhão plena com Deus! Nos proporciona a vida na graça, nos salva e nos capacita para toda obra. Com ele descobrimos que nossa vida tem uma missão. 

Inquietados por Deus 

O Senhor disse a Abrão: “Deixa tua terra, tua família e a casa de teu pai e vai para a terra que eu te mostrar” (Gn 12,1). Mas o que é vocação em Abraão.  Ele não sabia o que Deus o reservava, mas foi inquietado por Seu pedido e seguiu a intuição. E a vida de Abraão tornou-se um grande modelo de fé para o povo de Deus.

Assim como Abraão, há momentos em que nos sentimos inquietos. Desejamos algo mais do que um trabalho, um curso superior ou um relacionamento; investimentos que são bons e úteis à vida humana, mas não nos completam totalmente, não têm todas as respostas que nossa vida precisa. 

Ou seja, há momentos que a Voz de Deus nos surpreende,  nos persegue em todos os lugares, nos convidando, de uma forma diferente e única, a seguirmos uma intuição, a descobrirmos a forma de servir a Quem tanto nos ama, não apenas fazendo coisas, mas com a própria vida.

No entanto, para doar a vida através de um chamado é preciso, antes de tudo, descobrir que chamado é esse, a que Deus me chama e como posso respondê-lo? 

Mas você não está sozinho nessa caminhada. O primeiro interessado em que você encontre uma resposta é o próprio Deus.

Então, é preciso colocar-se a caminho! E o primeiro passo você já deu aqui neste post. O segundo é a oração constante, a escuta da Palavra de Deus e o encontro com Cristo nos sacramentos.

Esses gestos irão conduzir sua vida, e as respostas a todas as perguntas irão fluir do seu coração.

Se você tem dúvidas sobre o chamado vocacional, acesse o nosso conteúdo: Chamado vocacional: existe um para mim?

Chamado vocacional: existe um para mim?

O ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus. Quando isso aconteceu, Deus pensou em tudo! Inclusive em nosso perfil vocacional. 

Assim, Ele fez o homem dotado de muitas capacidades e colocou nele uma inclinação para a realização pessoal de forma única e intransferível. 

Sendo assim, essa inclinação se chama vocação e  pode se dar de várias formas, porque Deus é muito criativo.

Como saber se existe um chamado vocacional para mim?

Uns são chamados ao matrimônio, outros à vida religiosa, ao sacerdócio e,  após o Concílio Vaticano II, surgiram outras formas de consagração na Igreja.

No entanto, existem aqueles que se identificam com o próprio trabalho, como: médicos, enfermeiros, professores. Portanto, a profissão também é uma descoberta vocacional, um dom concedido por Deus. 

Logo, todos somos vocacionados, não existem pessoas sem vocação. E, portanto, há um caminho vocacional para cada um de nós.

Porém, como saber se existe um caminho vocacional para mim? Este post foi feito para explicar melhor como identificar o chamado de Deus.

Qual o meu chamado vocacional?

A primeira pergunta que nos vem à mente, quando nos sentimos inquietos diante de Deus, é esta: Qual o meu chamado vocacional? Para que eu nasci? Como vou descobrir a minha vocação?

Para isso, a Palavra de Deus nos diz: “Pedi e se vos dará” (cf Mt.7,7).

A primeira atitude é perguntar a quem nos conhece profundamente: o próprio Deus. Essa pergunta se faz através do diálogo –  quem conversa com Deus, reza.

Portanto, a oração é o primeiro movimento para começar uma descoberta vocacional. São Gregório diz:

“Os homens, com a oração, merecem receber aquilo que Deus onipotente, desde a eternidade, decidiu dar-lhes”.  

Sendo assim, Deus preparou a resposta. Porém, Ele espera seu interesse e disposição em encontrá-la.

Afinal de contas, uma das qualidades que o Senhor nos deu é a liberdade e uma descoberta vocacional tem que ser uma decisão livre. 

Logo, é preciso dar passos para descobrir a própria vocação.

Quais as opções para uma descoberta vocacional?

Para descobrir meu chamado vocacional é importante saber quais são as possibilidades. O Evangelho nos orienta: “Buscai e achareis” (cf.Mt 7,7).

Sendo assim, a Igreja é rica em dons e formas de vida consagrada. Portanto, o chamado vocacional pode acontecer para o matrimônio, para a vida religiosa ou sacerdotal. 

Vocação ao Matrimônio 

A vida matrimonial é o sacramento da união conjugal. Nas Sagradas Escrituras, Deus diz que não é bom que o homem esteja só (cf. Gn 2,18) e fez para ele uma companheira semelhante. 

Logo, a vocação matrimonial é um pacto entre duas pessoas que decidem colaborar com a continuidade da criação divina. É um chamado para a vida toda, assistido por um ministro ordenado – um padre ou um diácono –  e a comunidade local.

 Vocação religiosa

A vocação religiosa é um chamado que mais se aproxima da vida de Cristo pobre, casto e obediente ao Pai. O Papa Francisco disse sobre os religiosos:

“Onde há consagrados, há alegria!”

Logo, os vocacionados à vida religiosa são pessoas que manifestam a alegria, a entrega e anunciam o Evangelho com suas vidas. 

Assim, “a vida, a vocação e a missão de quem se consagrada a Deus, a exemplo de Jesus, deve também ser um farol que ilumina aqueles que vivem na noite do pecado” (Papa Francisco).

Sendo assim, a missão de um religioso é imensa e anuncia a salvação nos lugares mais distantes.

Vocação ao Sacerdócio 

Há um Salmo que é repetido em todos os cantos do mundo para se referir aos vocacionados ao sacerdócio ministerial: 

“Tu és sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque” (cf. Sl 110,4).

Assim como toda vocação, o sacerdote nasceu de Cristo – o modelo de todo vocacionado.

Logo, é um sacramento que expressa a entrega total pela humanidade. Pouco compreendido pelo mundo, no entanto, presente na Igreja desde seu início.

Portanto, o sacerdote expressa a vida de Cristo que se doa no altar em sacrifício de amor pela salvação do mundo.

Agora, temos a ideia das vocações na Igreja. Assim, cada uma delas é direcionada a uma pessoa. Deus chama homens e mulheres e espera pacientemente por suas respostas pelo caminho vocacional.

Para onde irei? “Batei e vos será aberto” (cf. Mt7,7)

Anteriormente vimos que tudo começa pela oração, depois as formas de vocação na Igreja, mas, onde encontrar ajuda para dar início a uma descoberta vocacional?

Assim como há muitas formas de vocação, há também diversos carismas. Mas o que significa “carisma”? Essa palavra quer dizer: dom, graça.

Nesse sentido, para a vida religiosa, carisma é uma forma de testemunhar o Evangelho para o mundo. Em outras palavras, cada congregação tem um carisma próprio. Logo, eles são inúmeros, com resposta para cada tempo e necessidade.

Sendo assim, existem carismas que trabalham com educação, com doentes, com órfãos, com dependentes químicos e até com migrantes. Há uma diversidade de dons do Espírito a serviço da humanidade.

Portanto, um dos lugares onde encontramos ajuda para um caminho vocacional são as Ordens Religiosas e Congregações.

Uma vez que, além do testemunho dentro da Igreja, elas têm direção espiritual, retiros, sacerdotes, irmãos e religiosas que ajudam, pela própria experiência, a encontrar o caminho.

Por fim, além da oração e da informação sobre a vocação, é preciso pedir ajuda. E logo iremos compreender, na prática, que há um chamado vocacional para cada um de nós.

Conheça a vida dos Mercedários – presentes na Igreja há mais de oito séculos.

5 formas de evangelizar durante o mês de Nossa Senhora

O mês de maio é vivido com alegria como um mês de devoção intensa à Virgem Maria. É um caminho para estreitarmos os nossos laços com Nossa Senhora e fortalecer nosso relacionamento com ela. 

Além disso, o mês de Nossa Senhora também é uma oportunidade para a evangelização de outros corações. Pois como dizia o Papa João XXIII: “Maria quer levar seus devotos a Jesus, que é a luz do mundo, a salvação e a paz para todos”. 

Maria, com sua ternura e amor materno, nos leva até Deus e até o Céu. São João Paulo II também costumava dizer que quanto mais nos aproximamos de Maria, mais perto estamos de Jesus. 

Portanto, devemos aproveitar o mês mariano para evangelizar, apresentar o amor da Virgem Maria para mais e mais corações e assim levá-los até o Céu. Embora pareça difícil, peça que Nossa Senhora guie sua vida neste caminho de evangelização. Além disso, daremos algumas dicas de como alcançar pessoas neste mês de maio. 

Reze o terço nas famílias

O terço mariano é uma arma poderosa. São João Maria Vianney disse, certa vez, que, com essa oração, afastou muitas almas do diabo. E ele não é o único, muitos santos da Igreja falam sobre a grandiosidade do Santo Terço. Santa Terezinha do Menino Jesus disse que, com esta oração, tudo podemos alcançar.

Portanto, dedique-se às orações do terço. Organize momentos de oração com as famílias, reúna os vizinhos, amigos e a sua própria família. Certamente, rezar com fé e devoção já será um grande passo de evangelização. 

Dê formações sobre o dogma mariano 

Os dogmas marianos são parte essencial da fé católica. Eles são verdades de fé declaradas por um Concílio ou pelo Papa e é obrigação do católico acreditar e professar. 

Ao todo, são 4 dogmas: o primeiro é a Maternidade Divina, ou seja: Cristo é pessoa divina e Maria é a Sua mãe. Foi declarado no Concílio de Éfeso, em 431. Na época, acreditava que Jesus possuía duas naturezas: a divina e a humana, e Maria fazia parte apenas de uma. Então, a Igreja concedeu-lhe o nome de Theotokos (Teótokos) “Mãe de Deus”. 

segundo é a Virgindade perpétua que afirma que Maria era virgem antes, durante e depois do parto. Essa verdade foi declarada no segundo Concílio de Constantinopla, em 553. O terceiro é Imaculada Conceição, Maria foi totalmente isenta do pecado, inclusive quando concebida por seus pais. O Papa Pio IX proclamou essa verdade em 1854. 

Por fim, o quarto dogma é a Assunção de Maria, que declara que ela subiu ao céu de corpo e alma. Foi proclamado por Pio XII, em 1950.

É um assunto de extrema importância e certamente irá evangelizar muitos. Que tal usar as redes sociais para repassar essas informações?

Estudo Bíblico 

A melhor maneira de alcançar pessoas, converter e evangelizar é pautado em informações e verdades. Portanto, faça um estudo bíblico comunitário com a fundamentação bíblica sobre Nossa Senhora.

Reúna pessoas e repasse essas informações com clareza e coerência, certamente muitas pessoas serão beneficiadas e tocadas por Maria. Faça encontros semanais, se esforce para ser didático e esteja preparado para responder dúvidas.

Reze, em família, a Oração do Ângelus 

A Oração do Ângelus honra a Encarnação do Senhor ao mesmo tempo que recorda a Anunciação do Anjo à Maria e também o seu SIM generoso! 

Tradicionalmente, devemos rezar essa oração às 6h, ao meio dia e às 18h. A oração é feita com três invocações que descrevem o mistério da Encarnação do Filho. 

Aproveite o mês de maio para incluir essa oração na rotina da sua família!

Ensine sobre os títulos de Nossa Senhora 

Nossa Senhora, apesar de ser uma só, possui muitos títulos. Isso acontece porque em cada lugar onde ela manifestava sua presença, adotava a cultura do povo. Portanto, em cada lugar foi chamada por um nome. 

Como a lista é extensa, selecione alguns e apresente aos seus filhos, crianças da comunidade ou amigos um pouco sobre a história de cada um, especialmente aqueles que têm crianças envolvidas, como o de Nossa Senhora de Fátima.

Todas as aparições de Maria são envolvidas de muito amor e graças, elas são formas poderosas de evangelização por meio do amor! 

Maria realizou perfeitamente a sua vocação, foi obediente e uma mulher com muitas virtudes, por isso, é o maior modelo de santidade. Apoiados nela, podemos alcançar e evangelizar muitos corações!. Coloque as dicas em prática!

Você sabe o que é uma Ordem religiosa?

A  Igreja começou há mais de dois mil anos com o nascimento de Jesus. Esse acontecimento dividiu a história em antes e depois de Cristo. Mas muitas pessoas participaram dessa história. Entre elas, os membros das  Ordens religiosas e de  tantas congregações e institutos de vida consagrada e sociedades de vida apostólica.

Segundo o IPHAN (instituto Patrimônio Histórico e Artístico Nacional):

dentre as dezenas de bens relacionados ao catolicismo reconhecidos como patrimônio cultural em nível federal no Brasil, por meio de tombamentos, é notório o destaque dado a algumas ordens religiosas”.

Portanto, a Ordem religiosa faz parte da história de fé no mundo e também contribuiu com o patrimônio arquitetônico e cultural da humanidade.

Mas o que a história fala sobre Ordem religiosa? Quais são os Institutos que permanecem como Ordem religiosa até hoje? Para explicar, preparamos este post.

Ordem religiosa na história de Igreja 

Desde o início do cristianismo, homens e mulheres se encantaram pela proposta de Jesus, deixaram tudo e partiram para viver os valores do Evangelho; em lugares escondidos, a fim de fugir da perseguição aos cristãos.

Assim, recordemos o que a tradição da Igreja fala sobre a vida de Santa Maria Madalena que, após a ascensão de Jesus, partiu para evangelizar na França e viveu em uma caverna por 30 anos. 

Da mesma forma, nasceram muitas expressões de vida evangélicas, a partir do desejo de encontrar a paz interior e viver o mais próximo possível do Mestre. 

Logo, essas formas de vida se organizaram em mosteiros, em torno de um superior, e abraçaram os conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade através da profissão solene dos votos. 

Portanto, a Ordem religiosa é uma das formas de vida consagrada mais antiga na Igreja. Os primeiros mosteiros são do século III, dC. Nessa época, os monges viviam sozinhos ou em pequenas comunidades até a fundação de grandes mosteiros.

No entanto, com o passar do tempo e o grande crescimento da vida consagrada, a Igreja distinguiu a Ordem religiosa de Congregação Religiosa, uma vez que os votos solenes professados pela Ordem eram indissolúveis e nas Congregações, não.

Assim, aquelas que já existiam, à época da mudança, continuaram com o título de Ordem Religiosa e as demais denominadas de Congregação Religiosa. 

Entre elas se destacam os Beneditinos, os Carmelitas, os Franciscanos, Dominicanos, os Mercedários, os Agostinianos, os Jesuítas, entre outras.

Ordem religiosa – Beleza e missão

Com certeza, você já se admirou com uma Igreja antiga, cheia de detalhes, com imagens rústicas, pinturas com cenas do Evangelho e até peças banhadas a ouro. Tudo isso corresponde à força da religiosidade da época e aos investimentos que se faziam nas Igreja

Pois é, as belas igrejas e as constantes missões são um grande contributo das Ordens Religiosas no Brasil e no mundo.

No início da colonização da América, a Ordem Religiosa esteve entre as expedições e trouxe a Palavra de Deus e a educação para estas terras.

Porém, não foi apenas o ensino religioso e a educação que as Ordens trouxeram para o Brasil.

Na organização das Províncias, elas também executavam atividades administrativas, como: o registro de nascimentos, mortes e casamentos. Sem contar com assistência aos hospitais e aos mais necessitados. 

Ordem dos Mercedários

O ano é 1203 e o jovem se chama Pedro Nolasco. Aos 20 anos, juntamente com outros companheiros, Pedro Nolasco libertou cativos cristãos com recursos financeiros próprios, herdados de seus pais. Esses cristão eram capturados pelos mulçumanos e vendidos como escravos.

No entanto, os esforços de São Pedro Nolasco não foram suficientes, por falta de dinheiro e de ajuda.

Mas Deus já suscitava em seu coração uma obra muito maior. E foi através de uma grande inspiração mariana que tudo se esclareceu para ele.

Assim, a Santa Mãe de Deus sugeriu que ele criasse uma Ordem Religiosa para cuidar daquela situação. E foi assim que nasceu a Ordem de Nossa Senhora das Mercês e Redenção dos Cativos, cujos religiosos são os padres Mercedários. 

Desde então, os Mercedários estão significativamente presentes na vida da Igreja. Neste sentido, trabalham, sobretudo, onde é necessário levar a libertação e a redenção do Evangelho, onde o homem, explorado e oprimido,  tem a sua fé e dignidade postas em perigo.

Portanto, a Ordem Religiosa dos Mercedários é uma das expressões de amor a Deus e um socorro para seu povo até hoje. São mais de oito séculos levando o Evangelho aos quatro cantos do mundo. 

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